O verdadeiro objetivo do conhecimento profético se alcança apenas pela reforma interior, e não pelo conhecimento acumulado em si mesmo.

Mostrando postagens com marcador Ufologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ufologia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Ufolatria

Olá Srs.

Ufolatria é a substituição ou a mistura de supostos extraterrestres, com profetas, anjos e até mesmo DEUS.

Esta linha de pensamento lida com elementos controversos que misturam aspectos da Fé tradicional, com supostas comunicações ou aparições de seres extraterrestres.

Talvez inspirados pela obra literária "Eram os deuses astronautas", que busca evidencias de contatos extraterrestres ancestrais e traça teorias para explica-las, este tipo de pensamento, a ufolatria, leva ao entendimento extremo do conceito, e faz com que tudo tenha origem extraterrestre, da origem da vida na Terra a experiências de quase-morte, passando por "profecias" e "ensinamentos".

Antigos Astronautas? Antigas Civilizações? Ambos?

Hoje a série 'Alienigenas do Passado' (Ancient Aliens), apresentada por Giorgio A. Tsoukalos exibida desde 2010 no History Channel, faz bem a promoção deste conceito. (acréscismo de Novembro/2016)


**

A Ufolatria compõem 3 dos 6 aspectos principais da Exoteologia:

- Superioridade extraterrestre.
A possibilidade de contato com seres intelectualmente, culturalmente, geneticamente, tecnologicamente e espiritualmente superiores. Como lidar com estas questões e suas implicações nas Religiões e modo de vida na Terra?

- Missão espiritual de ETs.
Considerando os supostos contatos, estariam os ets em algum tipo de “missão espiritual”? 
Outro desdobramento desta questão é sobre as visões de extraterrestres luminosos ou não-corpóreos tem levado alguns homens a considerá-los semi-deuses. Haveria veneração a estes seres em caso de contato pleno?

D) ETs e sua interferência no desenvolvimento humano.
A evolução humana, em algum momento do passado remoto, teria tido interferência direta de extraterrestres? Então como encaixar DEUS neste processo ?

**

Afirmações diversas, Suicídios e Fanatismo

raelianosEntão eu tenho visto, ao longo dos anos, diversos exemplos e variações da ufolatria, e demorei a perceber que "se comporta" como qualquer outra FÉ, porque assim como em outras Religiões, se assumem pressupostos que em foro intimo fazem sentido e podem ser motivação de vida e até de violência.

Suicidio Heaven's GateO que eu estou dizendo não é novo, temos o Heaven´s Gate, os Raelianos e até a Cientologia falando disso, mas a ufolatria não é uma Religião organizada, é um sentimento compartilhado por muitos, é algo diferente do entendimento racional da possibilidade de vida exógena, e mesmo dos eventuais contatos efetivos com tais seres.

Et Bilu e UrandirA ufolatria trata da mistica, de crença, do "querer acreditar", assim como tantas outras afirmações de outras Religiões, a ufolatria tem que abastecer seus "fieis" com material continuo, visando se auto-sustentar, se manter "viva".

Ashtar
Portanto variadas afirmações são feitas de forma recorrente por esta linha de pensamento, e pelo o que eu posso apurar, até o momento são poucas as correntes ou pesquisadores que defendem este conceito, que se preocupam com sua coerência.


Então variadas "fontes" afirmam o que querem, e como nada do que afirmam ocorre ou é verificado, novamente surgem afirmações que buscam justificar as afirmações anteriores, e isso segue indefinidamente, reciclando datas e afirmações que novamente não se cumprem ou não se sustentam, e isso não parece incomodar a quem estuda o tema, pelo contrário, os encoraja a "continuar" divulgando coisas que não procedem.
**

Isenção

A ufologia e a ufolatria tem aspectos em comum, mas a postura da abordagem é talvez o principal diferencial entre elas, e isso é basicamente composto de um elemento : Isenção.

Pois assim como para quem tem Fé, pode ser difícil ou até impossível dissociar o sentimento religioso do conhecimento religioso, para a ufolatria dá-se o mesmo, porque tudo tem que ser verdade, pois do contrário, não tem porque existir.

Então o Equilíbrio da análise, o Bom Senso, a Lógica e a Racionalidade, o Método Investigativo e Científico são pressupostos básicos para a Ufologia seriamente conduzida.

Para a ufolatria estes aspectos são dispensáveis, assim como é dispensável se provar a Ressurreição ou o Inferno para a pessoa que assim Crê.

**  **

E as tais Mensagens espirituais dos ets?


Este trecho é direcionado a aqueles que 
concordam e absorvem estas mensagens, 
e se as buscam, admitem uma realidade fora 
da sua, de cunho espiritual / transcendental.

Se você considera que a consciência ao morrermos vai para o inferno ou pro Céu, ou ainda que a alma descansa em sono inconsciente, ou que simplesmente a consciência desaparece para sempre? Então PULE este texto porque talvez isso não lhe faça sentido algum.


Porque este trecho é principalmente para aqueles que admitem uma realidade 
fora da sua, de cunho espiritual / transcendental.

=====

Esta realidade existe, eu concordo, mas para entende-la melhor, devemos compreender que de acordo com suas tendencias, nem tudo o que se mostra de um "outro lado" da existência, é positivo, verdadeiro e visa nosso bem.

Então deve-se ter muito critério na analise e na divulgação destas canalizações, que são expressões de mediunidade,  posto que podem visar unicamente ser o foco da credulidade dos que os ouvem e "consomem" tais mensagens, muitas vezes sem qualquer veracidade.

E sobre as aparições e mensagens espirituais de ets?

Estas aparições a que me refiro não são as das supostas naves espaciais, sendo monitoradas por radares, filmadas e testemunhadas por pessoas isentas e aleatórias, já que são aparições que podem ser aferidas por critérios práticos.

Falo de eventos de cunho espiritual, relatados por alguns como demonstrações da proximidade e da comunicação com extraterrestres, intra-terrestres, seres multidimensionais e etc ..  .

Cabe compreender que mesmo diante de um evento real de natureza fantástica, digamos assim, não é a aparência ou o nome auto-declarado que definem a relevância de uma mensagem desta natureza, mas é a própria mensagem que assim se define, e isso é determinante para a comprovação da fonte.

Canalização é Mediunidade

Então você pode pensar : "mas o autor está louco, eu não acredito em reencarnação ou em Espiritismo!!".

OK, mas como então você entender a questão se pretende estuda-la? Como é que você quer ler em japonês, se só entende português?

A escolha É SUA!!

Mas se escolher estudar este tema, faça um esforço e entenda pelo menos os "ideogramas básicos", para compreender melhor alguns dos mecanismos envolvidos nas mensagens que lhe atraem. Busque se informar, conhecer o tema sobre o qual você deposita sua confiança.


Do contrário é melhor você desistir do assunto, não insista para não ser enganado !!

**

Há que se distinguir “Espírito” que possue corpo fluídico e não físico, de “extraterrestre”, que é ser de corpo físico como nós Humanos.

O texto Exoteologia - Outros aspectos - Kardecismo, é explicado em termos simples, que o espírito pode habitar em todo o Universo, pois a matéria não lhe é mais uma limitação. Mas o extraterrestre não, pois necessita das condições para viver, de acordo com sua própria natureza. Ar ou água, temperatura, pressão; tudo isso lhe limita a condição de habitabilidade, como acontece com qualquer ser corpóreo.

Então é um engano unir/confundir supostos Ets com espiritualidade, porque diante da dificuldade de discernir com clareza a fonte e intenção destas mensagens, pode-se com facilidade 'embarcar na furada', e afirmo isso também porque a análise destas afirmações demonstra que, no minimo, não se cumprem.

Em geral os únicos elementos de verdade contidos esparsamente nestas fontes, são réplicas de conhecimento Humano ou do conhecimento oriundo da verdadeira espiritualidade, presente aqui mesmo entre nós e disponível a todos.

Espíritos existem por todo o Universo, mas a vida corpórea está limitada as condições de desenvolvimento e sustentação que lhe são próprias, neste ou em outros Mundos.

Portanto o ponto X aqui é a dificuldade de discernimento sobre o que nos é dito oriundo destas fontes, e o ceticismo saudável e a análise do conteúdo sempre irá ajudar na compreensão do fenômeno em observação.

Então mais acima, ao mencionar que é um engano unir supostos ets com espiritualidade, me refiro em basear esta premissa em fenômenos, narrativas ou ainda em auto-declarações de nomes de relevância.

Estes temas se unem em algum nível, Espiritualidade, Vida na Terra e fora dela, mas temos a dificuldade de discernir com clareza a fonte e intenção destas mensagens, e nos cabe muito a aprender neste sentido, antes de sair endossando tudo.

Menos de 10 %
 
Quando falamos de mensagens supostamente oriundas de espíritos, entendo que devemos recorrer ao entendimento de pessoa ou pessoas, que mais se dedicaram ao entendimento deste controverso tema, e Hyppolyte Leon Denizard Rivail foi um dos melhores neste tema.

Sob o pseudonimo de Allan Kardec, o codificador do Espiritismo relata em Maio de 1863 no estudo "Exame das comunicações medianímicas que nos são dirigidas", publicado na Revista Espírita na França, que teve acesso a 3600 mensagens de caracter mediúnico, de variadas fontes.

83% (3000) NÃO mereceram censura prévia, e foram analisadas. Destas 3000, apenas 100 demonstraram mensagem relevante, e outras 200 mereceram divulgação. Ou seja, no total, apenas 8 % das mensagem foram divulgadas, e somente 3% foram consideradas realmente relevantes.

Conclusão de Kardec:  “No mundo invisível como na Terra, não faltam escritores, mas os bons são raros”.

**   **

Bíblia

'Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor; e por estas abominações o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti. ' (Deuteronômio 18:10-12)

'Quando, pois, vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo a seu Deus? A favor dos vivos consultar-se-á aos mortos? À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles.'
(Isaías 8:19-20)

A Bíblia quando faz a recomendação para que "não se consulte os mortos", parece firmemente baseada na experiência ancestral destes contatos, que revelou, assim como apurado por Kardec no Século 19, que a imensa maioria destas comunicações não agrega conhecimento, apenas confunde. E que diante da falta de preparo da maioria, frente ao discernimento sobre estas comunicações, o correto é deixa-las de lado.

Portanto, assim como diversas outras recomendações diretas do judaísmo, que possui nada menos que 613 Mandamentos, a ordem de "não consultar os mortos" é dada e consta da Biblia cristã, já que explicações demandariam conhecimento e consciência por parte de todos para um completo entendimento, e isso não é possível.

Mais simples e efetivo é simplesmente proibir, o que, como vemos, acaba fazendo muito sentido.
 
**  ** 

Algumas dicas:

1. Não aceitar cegamente textos sem um controle severo. Publicar sem exame tudo que alegadamente vem de espíritos, ets e fontes similares, é prova de pouco discernimento;

2. Ao lado de comunicações supostamente Positivas, se há outras que são triviais ou ridículas, Melhor analisar mais a Fonte;

3.Se há comunicações que podem prejudicar, se há ataques e injúrias, Evite-as;

4. A importância que, pela divulgação, é dada às comunicações de Espíritos inferiores os atrai, os excita e os encoraja. Esteja Atento;

5. Os Bons Espíritos ensinam mais ou menos a mesma coisa por toda parte, porque em toda parte há os mesmos vícios a corrigir e as mesmas virtudes a pregar. Por isso, há centenas de lugares onde se obtêm coisas semelhantes. E por vezes, oque é de poderoso interesse local, pode ser banal para as massas. Observe;

6. Uma coisa pode ser excelente em si mesma, muito boa para servir de instrução pessoal, mas convém rejeitar o que, pela sua condição particular, só interessa àquele a quem se destina. E também rejeitar textos vulgares no estilo e nas ideias, ou ainda temas bobos ou infantilizados;

7. Mesmo a pessoa mais inteligente pode se enganar, então tudo se resume a se permitir enganar o menos possível. Há espíritos que se comprazem em alimentar a ilusão de que seus canais e seguidores, não estão sujeitos a enganos. Preste atenção neste tipo de atitude;

8. Nenhuma precaução é excessiva para evitar publicações ruins ou desnecessárias. Mais vale pecar por excesso, do que trazer qualquer coisa a publico, e desta forma fomentar o descrédito geral dos temas abordados;

9. Há comunicações cuja publicações são intempestivas, e por isso mesmo, acabam sendo prejudiciais;

10. Não se trata de desencorajar as publicações. Mas mostrar a necessidade de rigorosa seleção do material. 

**

O Pior Engano

Mas eu considero que o pior engano é substituir a Fé em DEUS (e não me refiro a Religião), pela Fé em supostos seres extraterrestres. Conforme eu penso, DEUS criou TUDO, enquanto que suas criaturas, deste Mundo ou de outros, corpóreos ou não, devem buscar evoluir em Sua direção.

Pra mim é um tipo de neo-paganismo, a substituição do Criador pelas criaturas, e isso somado as afirmações que jamais se comprovam, levando todo o tema ao descrédito, resvalando diretamente na Ufologia e na Escatologia, temas por si só muito controversos.

Além dos embustes que claramente buscam dinheiro e fama iludindo incautos, considero que vários destes que divulgam mensagens de conteúdo controverso, supostamente oriundas de fonte extraterrestre, espiritual ou ambas, atuam propositadamente na desinformação sobre os temas Ufologia, Escatologia e Espiritualidade.


LEIA

terça-feira, 29 de abril de 2008

Exoteologia - outros aspectos - Hinduísmo

(clique nas imagens do Blog para amplia-las)


Não deixe de ler o post inicial sobre EXOTEOLOGIA.



O Hinduísmo é uma das religiões mais antigas do mundo, e sua história remonta há mais de 3.500 anos atrás. Não há um fundador desta religião, pois na verdade o Hinduísmo se compõe de toda uma mistura de valores, filosofias e crenças, derivadas de diferentes povos e culturas. Sua originalidade é ser uma Fé baseada na experiência mística de uma infinidade de homens santos, sábios e videntes, que durante quase quatro mil anos nos trouxeram sua visão da verdade.


Trimurti (Três formas ou Trindade) do Hinduísmo
É a manifestação do Absoluto para dar lugar ao mundo fenomênico.
Está integrada pelos deuses Brahma, Vishnu e Shiva, que
representam respectivamente as funções de criação, preservação e destruição do universo.


Hinduísmo em sânscrito significa Sanatana Dharma ou Lei Eterna, e é uma vasta e profunda religião que divide em quatro ramos principais : saivismo, vaishnavismo, shaktismo e smatismo.


Os hinduístas não dizem que existe um só Deus; os hinduístas dizem que só existe Deus.

Se o universo for separado do infinito, então existe uma limitação ao infinito. Um infinito no qual não se inclua tudo não é infinito. Nós estamos todos neste infinito, e este infinito é Deus. Nada fora de Deus existe. Por este motivo, o hinduísta tem respeito por todas as formas de vida e formas não vivas também. Esta premissa hinduísta é similar à do Panteísmo, que ensina que o homem está unido à natureza, e por conseguinte, ao universo. Como Deus revela-se em tudo, e de todas as formas possíveis, a concepção das diversas divindades existentes nada mais é do que as várias manifestações de Deus.

Pode-se dizer então que apesar de a doutrina hinduísta parecer politeísta, sua concepção é monoteísta.

O Hinduísmo adora a "Realidade Suprema", chamada por muitos nomes, e ensina que todas as almas devem realizar a Verdade Suprema ou Deus. Não há um inferno eterno, nem uma condenação. Cada alma é livre para procurar seu próprio caminho, movidos pela devoção, austeridade, meditação ou serviço abnegado.

"No hinduísmo existe um só Deus. Existem diversas formas e nomes do mesmo Deus. Como um homem, para a sua mulher é marido, para as crianças é pai e para os seus irmãos é irmão. Para os clientes pode ser um médico, ou qualquer outra coisa. Pode ser tratado por nomes diferentes e usar vestuários diversos, de acordo com as regras, a posição ou a função, mas é sempre o mesmo homem. A mesma coisa se passa com Deus. No hinduísmo é sempre o mesmo e um só. Mas se você o ama como pai, ele apresenta-se como pai; se você o ama como uma mãe, ele vem como mãe; se você o chama amigo, então ele vem para ajudá-lo como um amigo. É a pessoa, é o devoto que cria as formas de Deus. Deus aproxima-se de acordo com nossas necessidades e desejos. É por isso que você vê muitas formas e muitos nomes de Deus, mas, de fato, Deus é um só."

Ou seja, basicamente os hinduístas adoram muitas imagens do mesmo Deus. Para auxiliar na concentração em um aspecto específico de Deus, usa-se uma imagem também específica. Os hinduístas sabem que Deus, é, ao mesmo tempo, criador, preservador e destruidor do universo, e isso é revelado através das formas Brahma, Vishnu e Shiva (acima).

Um hinduísta, ao ser iniciado, escolhe o aspecto de Deus com a qual mais se identifica. É Por este motivo que temos correntes como o Shivaísmo, onde a divindade adorada é Shiva, os Hare-Krishna, onde a encarnação do deus Vishnu - Krishna, é a divindade adorada, dentre muitas outras.


Samsara ou Roda da Vida
Samsara indica o ciclo infinito de vida e morte o qual estamos
submetidos através
do ciclo da reencarnação.
Romper com este ciclo (Karma) é um dos principais objetivos
do
Hinduísmo


Na primeira fase do Hinduísmo, que recebe o nome de Hinduísmo Védico, temos o culto aos deuses tribais. Dyaus, ou Dyaus-Pitar ("Deus do Céu", em sânscrito), era o deus supremo, consorte da Mãe Terra. Doador da chuva e da fertilidade, ele gerou todos os outros deuses. O Sol (Surya), a Lua (Chandra) e a Aurora (Heos) eram os deuses da luz. Divindades menores e locais são as árvores, as pedras, os rios e o fogo.

Na segunda fase do Hinduísmo, que recebe os nomes de Vedanta (fim dos Vedas) ou Hinduísmo Bramânico, ocorre a ascensão de Brahma, a divindade que simboliza a alma universal. Brahma é um dos deuses que compõem o Trimurti (Trindade) do Hinduísmo.


Conforme já comentado, o Hinduísmo explica que o homem está unido com a natureza e com o universo. O universo é Deus, e estando unidos ao universo, todos são deuses. Ensina também que este mesmo Deus é impessoal. Muitos deuses adorados pelos hindus são amorais e imorais.

Assim como outros sistemas religiosos, o Hinduísmo crê no karma, na sobrevivência da alma e na reencarnação, em conceitos similares em alguns aspectos ao Paraíso (Moksha ou liberação - estado em que a alma está livre do karma -- estado semelhante ao Nirvana no Budismo) e Inferno (não um inferno eterno, mas regiões infernais ou vivências infernais). Assim como no Budismo, o Hinduísmo acredita em seres angelicais e infernais e que existem “planos de existência” entre estes dois extremos. Também compartilha diversas outras concepções com o Budismo, por exemplo, que universo está sujeito a ciclos infinitos de criação, preservação e dissolução.

A base doutrinária do Hinduismo concentra-se nos VEDAS, os primeiros livros do Hinduísmo, surgidos aproximadamente no ano de 1000 a.C., que aglutinam quatro coletâneas de textos. Vedas contêm as verdades eternas e a ordem (dharma) que rege os seres e as coisas. As histórias védicas também nos contam sobre a civilização da Índia, ou como era chamada, Bharatavarsa.

O Mahabharata é a maior história da Índia. É um poema épico de mais de cem mil versos, composto em Sânscrito pelo sábio Vyasa. E é neste ponto, principalmente, que surgem evidências interessantes sobre possíveis civilizações extraterrestres.

Ilustração de trecho da narrativa do Mahabharata


De acordo com os textos do Mahabharata, existia um Império chamado de Rama que se utilizava de máquinas voadoras que eram chamadas de Vimanas, que voavam na "velocidade do vento" e produziam um "som melodioso". Decolavam verticalmente, podiam pairar no ar como um helicóptero, e venciam incríveis distâncias rapidamente.

As batalhas descritas no Mahabharata ocorreram,
possivelmente, nesta região da Ásia


O termo Vimana significa basicamente, "veloz como um pássaro", mas pode referir-se a outras máquinas velozes também em terra ou na água.

Existem portanto tipos diferentes de Vimanas descritos : circular com portinholas e um domo; outros em forma de pires, e outros ainda como um longo cilindro (em forma de charuto). Todos lembram as formas de UFOs descritos na atualidade.


Vimanas

Entalhe na rocha, feito nas Cavernas Ellora, na Índia,
e que exibe Vimanas




Representações baseadas nas descrições.
Os esquemas "técnicos" são datados do Século 19.















Este em 1923





Outra questão intrigante no Mahabharata versa sobre a explosão de um artefato de guerra, semelhante a uma arma nuclear, algo conseguido há apenas pouco mais de 60 anos atrás.


Diz o texto:

"Gurkha, voando a bordo de um Vimana de grande potência, lançou um projétil único, carregado com a potência do Universo. Uma coluna incandescente de fumaça e fogo semelhante a 10 mil sóis se elevou em seu esplendor. Era uma arma desconhecida, um gigantesco mensageiro da morte, que reduziu a cinzas toda a raça dos Vrishnis e dos Andhakas. Os corpos ficaram tão queimados que se tornaram irreconhecíveis; Os cabelos e unhas dos que sobreviveram caíram; A cerâmica quebrou sem causa aparente, e os pássaros ficaram brancos; ...Após algumas horas todos os alimentos estavam infectados... ...para escapar do fogo os soldados se jogaram nos rios, para lavarem-se e aos equipamentos."


Uma explosão nuclear há dezenas de Séculos atrás ?!

História ou Profecia ?!




Então, em similaridade com o Budismo, o Hinduísmo contém elementos que podem ser considerados como evidências de vida extraterrestre. Mas vai além, dando a entender que estes seres já estiveram entre nós.

Indo além da hipótese extraterrestre, o relato poderia mesmo estar se referindo a uma civilização tecnológica anterior, e que sucumbiu, como descrito em várias lendas ?! Ou seria uma profecia ?!



OBSERVAÇÃO

Os antigos Hindus representavam nosso Sistema solar conforme abaixo, atribuindo uma deidade a cada corpo celeste principal de nosso Sistema.




Os Sumérios, há mais de 4 mil anos atrás, representavam nosso Sistema Solar com 12 corpos celestes. Somavam além dos 9 conhecidos, a Lua, o Sol e Nibirú.

É interessante pensar em como os Sumérios e os antigos Hindus tomaram conhecimento de Urano, Netuno e Plutão, corpos celestes distantes e invisíveis a olho nú, muito antes que fossem oficialmente descobertos.

Urano foi descoberto em 1731, Netuno em 1846 e Plutão em 1930.





(clique nas imagens do Blog para amplia-las)

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Exoteologia - outros aspectos - Budismo


(clique nas imagens do Blog para amplia-las)


Não deixe de ler o post inicial sobre EXOTEOLOGIA.



O Budismo aceita a existência de seres sobrenaturais, mas não confere nenhum poder especial de criação, salvação ou julgamento à esses seres, não compartilhando da noção de Deus comum à maioria das religiões.

O Budismo foi fundado na Índia, no século 6 AC., por um homem chamado Sidartha Gautama.

Tornou-se o Buda, que é um título que significa “aquele que sabe”, “aquele que despertou” ou ainda “aquele que é plenamente iluminado”. O despertar, ou iluminação, é o estado mais elevado de virtude e sabedoria, segundo o Budismo.

Sidarta, o Buda


Sidartha foi um rico principe que confrontado com a doença e a morte, dedicou-se ao próprio aperfeiçoamento na busca do conhecimento que possibilitasse romper com o ciclo de dor e sofrimento de toda a humanidade. E após longos anos teve o que se chama de Iluminação, compreendendo a verdade suprema do Universo e alcançando profunda visão dos caminhos da vida humana.

Ele ensinou basicamente, que todos os seres vivos possuem Natureza Búdica idêntica e são capazes de atingir a iluminação através da prática. .

No Budismo não existe o conceito de "pecado original" porque todos os seres têm o potencial de atingir o despertar. Se todos os seres vivos têm o potencial de tornar-se iluminados, são todos possíveis Budas, e esta transformação deve-se a uma série de atitudes e da compreensão do que nos cerca e como são os mecanismos que regem nossas vidas.

Este conjunto de conhecimentos chama-se "Caminho do Meio" ou "Dharma".

No Budismo não existem mitos sobre a "criação". Não houve uma "causa primeira", não aconteceu um evento inicial isolado que possa ser rotulado como "a criação". O tempo não tem início nem fim; da mesma forma, os reinos da existência cíclica não têm início nem fim. Todas as coisas surgiram de suas próprias causas e condições e estão sujeitas à cessação de acordo com essas mesmas causas e condições.

E nem haverá um evento final que possa ser chamado de "o fim do mundo". O conceito mais próximo disso no Budismo é chamado de (teoria da) Era Mappou.

Map(matsu) significa final ou término e po(hou) Dharma, portanto FIM DO DHARMA.

O Budismo não se atem ao fim do mundo como matéria, mais sim em relação ao mundo e seus seres como distantes da Lei Universal (Dharma, conteúdo da iluminação), à uma era caracterizada pelo crepúsculo do Dharma, onde os ensinamentos, sua prática e efeitos se ocultariam devido à ignorância dos seres quanto a Lei Universal.

Até mesmo esta Era Mappou pode ser considerada um tipo de profecia em relação à teoria dos tempos. Porém, como as características desta era vêm mais o âmbito da hipótese para a realidade.

Referindo-se ao fim do mundo como matéria que inclui seus viventes, o Budismo cita o Ciclo dos 4 kou (quatro kalpas - medida de tempo budista – de transformação) ou seja: Formação, Vida, Destruição e Vacuidade (Jyoukou, Jyuukou, Ekou, kuugou). A teoria é baseada no fato de que toda matéria se transforma e a Terra, como uma dessas , também sofre transformações, porém, após o período da vacuidade, como o nome "ciclo" já sugere, tudo se refaz, não tendo assim o Mundo e Universo como algo infinito, mas contínuo e eterno.

A cosmologia budista considera que o Universo é composto por vários sistemas mundiais, sendo que cada um destes possui um ciclo de nascimento, desenvolvimento e declínio, que dura bilhões de anos. Num sistema mundial existem seis reinos que por sua vez incluem vários níveis, num total de trinta e um.

Este conceito (em seus pormenores) se aproxima do atual conceito do Multiverso (Multiplos Universos ou Universos Paralelos), o qual afirma haverem vários Universos coexistindo em diferentes planos da realidade.


Os universos paralelos realmente existem?
Algumas teorias matemáticas e físicas dão base para tal possibilidade.
O Budismo também !!




O reino dos infernos situa-se na parte inferior. A concepção do inferno budista é diferente da concepção cristã, na medida em que o inferno não é um lugar de permanência eterna nem o renascimento nesse local é o resultado de um castigo divino; os seres que habitam no inferno libertam-se dele assim que o mau karma que os conduziu ali se esgota.

Acima do reino dos infernos encontra-se o reino animal, o único dos vários reinos perceptível aos humanos, além de seu próprio.

Acima deste encontra-se o mundo dos espíritos ávidos ou fantasmas (Preta). Os seres que nele vivem sentem constantemente sede ou fome sem nunca terem estas necessidades saciadas.

O reino seguinte é o dos Asura (termo traduzido como "Titãs" ou dos antideuses). Os seus habitantes ali nasceram em resultado de ações positivas realizadas com um sentimento de inveja e competição e vivem em guerra constante com os deuses.

O quinto reino é o dos seres humanos. É considerado como um reino de nascimento desejável, mas ao mesmo tempo difícil. A vida enquanto humano é vista como uma via intermédia nesta cosmologia, sendo caracterizada pela alternância das alegrias e dos sofrimentos, o que de acordo com a perspectiva budista favorece a tomada de consciência.

O último reino é o dos deuses (Devas ou TenBu) e é composto por vários níveis ou residências. Nos níveis mais próximos do reino humano vivem seres que devido à prática de boas ações levam uma ação harmoniosa. Os níveis situados entre o vigésimo terceiro e o vigésimo sétimo são denominados como "Residências Ruras", sendo habitadas por seres que se encontram perto de atingir a iluminação e não voltarão a renascer como humanos.

Devas é originalmente um conceito hindu, como um termo que designa no hinduismo algo como "criatura celeste" ou "espírito".

A designação abrange um grande número de criaturas, algumas corpóreas e outras não, algumas superiores e outros inferiores aos humanos, mas todas habitando reinos diferentes dos humanos, cada qual de acordo com sua própria natureza. Elementais por exemplo, seriam uma forma de Deva, e até mesmo anjos podem ser considerados Devas.

Alguns consideram que é principalmente o conceito de Devas que se aproxima bastante da admissão de seres extraterrestres. Não há UMA interpretação plenamente aceita sobre isso, mas a verdade simples de se apurar é que o Budismo afirma que o Universo está recheado de vida, inclusive corpórea, em vários níveis de existência.

A Terra não é o único mundo de seres da cosmologia budista.

Há incontáveis universos em diferentes planos de existência, isto é, em diferentes estágios de desenvolvimento (espiritual). Alguns são mais elevados que nós e alguns são inferiores, mais ou menos como descrito no Kardecismo.



OBSERVAÇÃO :

DEUS é um conceito que não existe no Budismo !!
Isso é correto ? Um "olhar rápido" diz que Sim.

Segundo muitos autores e estudiosos do Budismo, o conceito de um DEUS CRIADOR é inexistente, e de fato, como no Budismo tudo no Universo existe em ciclos infindáveis, a idéia de um CRIADOR perderia um tanto o sentido.
Mas esta é uma resposta simplificada, e não exatamente o entendimento correto.

O Buda, muito longe de negar que havia um Absoluto, garantiu que aqueles que alcançassem a iluminação deveriam se fundir com Isso e assim perceber a Realidade em oposição ao mundo das ilusões e dos fenômenos.

O que ele realmente disse, contudo, que tem levado pessoas a acusarem-no de ateísmo, é que não temos nenhum meio de expressar qualquer coisa sobre Isso.
Palavras pertencem ao universo dos fenômenos e são aplicáveis apenas à ele. Quando alguém vai além dos fenômenos, em direção à Realidade, palavras precisam obrigatoriamente ser deixadas para trás.

Nenhum ensinamento, nenhuma descrição, nenhum pensamento podem expressar o Absoluto -- mas podemos experimentá-lo, se suficientemente evoluídos.


O que Buda combateu foram as numerosas tentativas que foram feitas, estão sendo feitas e continuarão a ser feitas, de dizer que o Absoluto é isso ou aquilo, um Deus pessoal, um Criador, um Deus-Pai. Ele insistentemente recusou responder qualquer pergunta sobre o assunto porque isso era inexprimível em palavras. Ele não iria permitir a seus discípulos imaginar um Absoluto a semelhança deles, como é a tendência do homem em todo lugar. Ele assinalou sutilmente que é melhor se ajustar para tentar alcançar a iluminação e, assim, experimentar o Absoluto por si próprio, em vez de perder tempo tentando ineficazmente falar sobre isso, já que nada que possa ser dito sobre Isso pode ser verdade em absoluto. Palavras iriam inevitavelmente modificá-Lo e moldá-Lo, resultando no máximo em uma aproximação grosseira. Palavras podem ser verdadeiras apenas em certo nível, mas apenas nesse nível, portanto serão apenas verdades relativas.


Assim, como um entendimento que só funciona por meio de palavras pode conter o que não pode ser colocado em palavras? Apenas pela experiência direta.


Se esse fato tivesse sido assimilado, às custas do orgulho humano, teria havido muito menos intolerância, violência e sofrimento cometidos em nome da religião, entre os vários adeptos de seus seus próprios credos; todos afirmando de maneira confiante e dogmática que somente eles receberam a Verdade e que todos os outros estão errados e devem ser salvos de sua ignorância voluntária.



(clique nas imagens do Blog para amplia-las)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Exoteologia - outros aspectos - Kardecismo

(clique nas imagens do Blog para amplia-las)


Não deixe de ler o post inicial sobre EXOTEOLOGIA.



A Doutrina Kardecista (ou Espírita) iniciou-se no Século 19, inspirada nos Estudos de Alan Kardec, pseudônimo adotado por Hyppolyte Leon Denizard Rivail, e tem como um de seus postulados básicos a pluralidade de mundos habitados.

Hyppolyte Leon Denizard Rivail

conhecido por seu pseudônimo
Allan Kardec


O Livro dos Espíritos, obra básica da Doutrina escrita por Kardec e publicada em 1857, realizada através de entrevistas orientadas a médiuns, registra não só que existem variados mundos no Universo, como afirma que a vida é um processo abundante e incessante, inclusive a vida inteligente.

No Capítulo 3 do Livro, que versa sobre a CRIAÇÃO, é dito : “O Universo abrange a infinidade de Mundos que vemos e aqueles que não vemos, todos os seres animados e inanimados, todos os astros que se movem no espaço e os fluídos que os preenchem”.


Observação : É interessante notar que também a Matéria Escura e/ou Energia Escura, podem estar sendo mencionadas de alguma forma quando se menciona “fluídos”.


Ainda no Capítulo 3, na pergunta 55, é questionado : “Todos os globos que circulam no espaço são habitados ?

Sim
, e o homem da Terra está longe de ser, como pensa, o primeiro em inteligência, bondade ou perfeição. Entretanto há homens que se julgam superiores a tudo e imaginam que somente este pequeno globo tem o privilégio de ter seres racionais. Orgulho e vaidade !! Acreditam que DEUS criou o Universo só para eles

Nota do Livro : Deus povoou os mundos com seres vivos, todos convergindo para o objetivo final da Providência. Acreditar que só existem seres vivos no planeta que habitamos seria colocar em dúvida a sabedoria de Deus, que não faz nada inútil. A cada um desses mundos Deus deve ter dado uma destinação mais séria do que divertir as nossas vistas. Nada, aliás, nem pela posição, nem pelo volume, nem pela constituição física da Terra, pode razoavelmente fazer supor que seja a única a ter o privilégio de ser habitada, com exclusão de tantos milhares de mundos semelhantes.”


Em outra Obra básica da Doutrina, O Evangelho Segundo o Espiritismo, também publicada por Kardec em 1864, há um Capítulo que versa sobre os Mundos habitados, e sobre a condição moral e intelectual de seus habitantes.

Diferentes categorias de mundos habitados


3. Do ensino dado pelos Espíritos, resulta que muito diferentes umas das outras são as condições dos mundos, quanto ao grau de adiantamento ou de inferioridade dos seus habitantes. Entre eles há-os em que estes últimos são ainda inferiores aos da Terra, física e moralmente; outros, da mesma categoria que o nosso; e outros que lhe são mais ou menos superiores a todos os respeitos. Nos mundos inferiores, a existência é toda material, reinam soberanas as paixões, sendo quase nula a vida moral. A medida que esta se desenvolve, diminui a influência da matéria, de tal maneira que, nos mundos mais adiantados, a vida é, por assim dizer, toda espiritual.


4. Nos mundos intermédios, misturam-se o bem e o mal, predominando um ou outro, segundo o grau de adiantamento da maioria dos que os habitam. Embora se não possa fazer, dos diversos mundos, uma classificação absoluta, pode-se contudo, em virtude do estado em que se acham e da destinação que trazem, tomando por base os matizes mais salientes, dividi-los, de modo geral, como segue: mundos primitivos, destinados às primeiras encarnações da alma humana; mundos de expiação e provas, onde domina o mal; mundos de regeneração, nos quais as almas que ainda têm o que expiar haurem novas forças, repousando das fadigas da luta; mundos ditosos, onde o bem sobrepuja o mal; mundos celestes ou divinos, habitações de Espíritos depurados, onde exclusivamente reina o bem. A Terra pertence à categoria dos mundos de expiação e provas, razão por que aí vive o homem a braços com tantas misérias.”


A Obra e seu Autor defendem a existência de uma classificação geral, que pode ser aplicada aos diversos Mundos habitados do Universo.

Esta classificação abrange 04 estágios que na verdade não são absolutos, pois seguindo a Lei da Evolução, estes Mundos irão evoluindo no decorrer das Eras para estágios mais avançados. A própria Terra já esteve na condição de Mundo inferior, e chegará algum dia a condição de Mundo de Regeneração.

É interessante notar que um aspecto que também denota esta classificação é a longevidade de seus habitantes, pois quanto mais avançado moralmente e intelectualmente o Orbe, maior a expectativa de vida de seus habitantes.

Os 4 estágios :

- Mundos inferiores
aonde a brutalidade e o instinto imperam, não há tecnologia e nem Sociedades formadas.

- Mundos de Provas e expiação
nosso planeta está neste estágio, que se caracteriza pelo predomínio da inteligência sobre o instinto, mas ainda com os enormes “vícios” da condição primitiva de existência.

- Mundos de Regeneração
são Mundos em que o espírito forma um conjunto harmônico com a inteligência, em que o Ser liberta-se ainda mais da condição animal de existência. Ainda não existe a felicidade perfeita, e ainda existem dificuldades a serem vencidas, mas já se experimenta uma expansão da consciência. Ainda existe o mal, mas como condição de absoluta exceção.

- Mundos Superiores
são Mundos de felicidade e consciência quase plenas. A forma corpórea ainda existe, mas é embelezada, aperfeiçoada e sobretudo, purificada. O corpo nada tem da materialidade terrestre e não está sujeito às necessidades, nem às doenças ou deteriorações que a predominância da matéria provoca. Os sentidos são aptos a percepções a que neste mundo são impossíveis. A sutileza do corpo permite locomoção rápida e fácil: em vez de se caminhar, “desliza-se” pela superfície ou plana na atmosfera, sem qualquer outro esforço além do da vontade. O desenvolvimento dos corpos é muito rápido o que torna praticamente nula a infância, e a longevidade da vida é muito maior do que na Terra.


Postas as premissas acima, e como ditas BÁSICAS dentro da linha de pensamento e religiosidade do Kardecismo, não há qualquer dúvida que para a Doutrina e seus seguidores, o Universo está repleto de vida em variados graus e em variados Mundos.

Há Mundos com vida inteligente, muitos deles com civilizações mais avançadas que a nossa, enquanto há outros cuja a vida e a civilização encontram-se mais atrasados do que nós mesmos.

Não há necessidade de uma grande análise da questão porque os escritos realizados há 150 anos por Kardec são diretos : O Universo fervilha de vida.


Espíritos ou Extraterrestres


Há que se distinguir “Espírito” que possue corpo fluídico, de “Extraterrestre” que é ser de corpo físico.

Ainda para o Kardecismo e em termos simples, o espírito pode habitar em todo o Universo pois a matéria não lhe é mais uma limitação.

Mas o extraterrestre não, pois necessita das condições para viver, de acordo com sua própria natureza. Ar ou água, temperatura, pressão; tudo isso lhe limita a condição de habitabilidade, como acontece com qualquer ser corpóreo.

Tudo o quanto falamos acima refere-se a seres corpóreos ou extraterrestres.


OBSERVAÇÃO:

Você já ouviu falar no Corpo Celeste Intruso e o primeiro post deste Blog sobre Inversão e Verticalização fala sobre o suposto astro.

Dentro da visão Kardecista, a passagem deste corpo celeste seria basicamente a promoção de nosso Mundo a outro grau evolutivo, através da desencarnação em massa daqueles que, em matéria, estão em desacordo moral com este novo estágio evolutivo que se aproxima.

Estes que desencarnam não estarão abandonados, alguns ainda permanecerão ligados a nosso Mundo e novamente nascerão por aqui, enquanto outros serão destinados a Mundos compatíveis com seu próprio grau evolutivo, de forma a contribuirem para o avanço destes Mundos mais atrasados.

O processo foi descrito primeiramente no Livro Exilados de Capela.






(clique nas imagens do Blog para amplia-las)



quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Exoteologia - outros aspectos - Islamismo

(clique nas imagens do Blog para amplia-las)


Não deixe de ler o post inicial sobre EXOTEOLOGIA.



“Al-Quran” significa “discurso”, “recitação”, e é também chamado de “Kitab Allah” (Livro de ALLAH / Livro de DEUS).

O Alcorão ou Corão está dividido em trinta partes iguais, que são chamadas de juz, em árabe. São 114 sura (ou suratas - capítulos) de tamanhos variados, a mais longa é a Al-Bácara, a Vaca, que consiste de 286 versículos (ou aiat), e a mais curta é Al-Cauçar, a Abundância, de apenas 3 versículos. Todo o Alcorão contém 6.666 versículos, com 336.233 letras. Os capítulos revelados antes da migração do Profeta para Medina são chamados de Meca, e os revelados após a migração, de Medina.

Sua mensagem básica é: crença em um só Deus, crença na ressurreição dos mortos e na felicidade eterna.

A existência de seres espirituais, como anjos ou demônios é plenamente aceita pelo Islam, assim como é parte da imensa maioria das Religiões. Mas o Corão parece ter alguns elementos que podem ser interpretados como sinais de vida extraterrestre.

Al-Quran, Corão ou Alcorão
Segundo o Islam, o Alcorão foi revelado aos
poucos durante um período de 23 anos.
O Profeta Muhammad recebeu a primeira
revelação em 610 d.C., na caverna de Hira,
próximo a cidade de Meca, na Arábia Saudita.


Logo na 1ª Surata (AL-FÁTIHA), DEUS é saudado :
“Louvado seja DEUS, Senhor dos Mundos”
, e mais a frente, na 45ª Surata (AL JÁSSIYA) novamente é dito “Louvado seja Deus, Senhor dos céus, Senhor da Terra, Senhor dos Mundos”.

Na 65ª Surata (AT TALAC) diz-se :
“Deus foi Quem criou sete firmamentos e um número similar de Terras; e Seus desígnios se cumprem, entre eles, para que saibais que Deus é Onipotente e que Deus tudo abrange, com a Sua onisciência.”


O Islam entende que o Universo possui sete céus ou paraísos, e o número sete surge diversas vezes no Corão pois também expressa a perfeição. Outro entendimento da questão sugere que na verdade a menção a “sete céus” não se refere a um número específico, apenas indica multiplicidade. “Vários” seria o melhor entendimento da questão e portanto a citação da Surata afirma que há vários sistemas cósmicos e vários planetas pelo Universo.

Seja qual for o entendimento, a Surata cita “um número similar de Terras”, e neste caso fala mesmo de outras Terras, deixando claro que existem outros planetas, que podemos também interpretar como Mundos similares e capazes de manter vida. Isso é reforçado pois não se usa a palavras “mundos”, mas sim Terras, trazendo o entendimento de que são planetas que suportam vida orgânica como a nossa.

Na 42ª Surata (AX XURA) é dito :
“E entre os Seus sinais está o da criação dos céus e da terra, e de todos os seres que aí disseminou, e poderá congregá-los quando Lhe aprouver.”


A palavra “céus” é escrita originalmente como sama, e este termo pode ser traduzido tanto como céus como por Paraísos. No entanto quando o termo é usado da forma apresentada, “céus e da terra”, representa a idéia de Universo e não de coisas em separado. Representa o TODO.

O termo traduzido como “congrega-los” é escrito originalmente como Jam-'i-him, um termo árabe que representa algo como "vida de todos os lugares". O temo Jam apenas, representa uma forma de contato que pode ser físico ou remoto (promovido por alguma forma de comunicação).


Na 16ª Surata (AN NÁHL) :

“Ante Deus se prostra tudo o que há nos céus e na terra, criaturas que se movem (seres vivos) bem como os anjos, que não se ensoberbecem!”


O termo original para “criaturas que se movem” é Dabbatun, e refere-se a qualquer ser corpóreo, capaz de se mover. Portanto a frase refere-se a formas de existência bem distintas, uma material como nós e outra espiritual (os anjos).

Unindo os pontos acima, entende-se que estas palavras estão nos dizendo que há outros Mundos e outras Terras, que existem outros seres no Universo, corpóreos e espirituais, e que todos devem obediência a DEUS.

E sugere que tais seres podem manter intercâmbio direto ou remoto conosco, caso assim DEUS permita, e se podem manter contato conosco, é porque pelo menos alguns deles são inteligentes.


Na 19ª Surata (MARIAM), reafirma :
“Sabei que tudo quanto existe nos céus e na terra comparecerá, como servo, ante o Clemente. Ele já os destacou e os enumerou com exatidão. Cada um deles comparecerá, solitário, ante Ele, no Dia da Ressurreição.”

Na 27ª Surata (AN NAM) é dito :
“Dize: Ninguém, além de Deus, conhece o mistério dos céus e da terra. Eles não se apercebem de quando serão ressuscitados.”


O Corão nos diz que todos no Universo comparecerão como servos ante a DEUS.

O Dia do Julgamento (Quiyamah ou Dia da Ressureição) faz parte do sistema de crenças dos islâmicos, assim como é o Dia do Senhor para os cristãos. Faz parte de um entendimento profético de que haverá um momento no futuro em que todas as criaturas com arbítrio serão chamadas perante DEUS para prestarem contas de seus atos. Assim como é para os cristãos, aqueles que já tiverem morrido serão ressuscitados e julgados.

Isso nos leva a conclusões interessantes, lembrando de que “céus e terra” representa o Universo, e que afirma-se existirem outras Terras.

Seres sem livre arbítrio não tem do que prestar conta perante DEUS, somente seres conscientes de seus atos podem responder por eles.

Se o Julgamento e a Ressurreição são Universais, isso não indica novamente que há vida inteligente também em outros locais do Universo ? Isso pode ser interpretado como uma demonstração de que não só há vida, como há vida inteligente fora deste Mundo.

Voltando a 42ª Surata, “E entre os Seus sinais está o da criação dos céus e da terra, e de todos os seres que aí disseminou, e poderá congregá-los quando Lhe aprouver.”

Não parece sugerir que em algum momento poderá haver o contato entre nós e outros seres criados por DEUS, se assim ELE permitir ?



Já na 55ª SURATA (AR RAHMAN), há uma ordem bastante curiosa : “Ó assembléia de gênios e humanos, se sois capazes de atravessar os limites dos céus e da terra, fazei-o! Porém, não podereis fazê-lo, sem autoridade. Assim, pois, quais das mercês do vosso Senhor desagradeceis?”

Porque DEUS dá uma ordem direta para irmos em direção ao espaço ? Seria agora, no nosso contemporâneo, que se aproxima o momento que “LHE Aprove” de realizar Sua congregação entre "todos os seres que disseminou ?"

De qualquer forma tal ordem tem que ter um propósito, uma razão, pois do contrário não estaria presente, e apenas começamos a cumpri-la pois ainda não dispomos dos meios para avançarmos sobre o Universo e os diversos Mundos que o compõem.

Ainda não temos a tecnologia, mas veja o que é dito na 16ª SURATA (AN NÁHL) :
“E (criou) o cavalo, a mula e o asno para serem cavalgados e para o vosso deleite, e (Ele) ainda criará coisas os quais você não tem conhecimento”.


Novamente parece uma profecia, mas que versa agora sobre futuras formas de viajarmos pelo espaço. Somos nós que devemos ir até a eles, ou ainda, somos nós que temos que mostrar a eles que estamos preparados para recebe-los em nosso Mundo, chegando antes até as estrelas?

Uma questão que corrobora com este entendimento de que somos nós que devemos nos mostrar dignos deste contato, ou mesmo provoca-lo, está na 40ª Surata (GHÁFER), que diz que “Seguramente, a criação dos céus e da terra é mais importante do que a criação do homem; porém, a maioria dos humanos o ignora.”

Então não somos o centro do Universo, somos parte deste Universo e não seu objetivo em sí.
Temos relevância no Todo, mas somos parte de algo maior, o que certamente representa “um tapa” em nosso freqüente sentimento de geocentrismo.

Porque seres de outros Mundos viriam até nós, sem que nos mostremos dignos disso ?

Somos relevantes, somos merecedores da Bondade de DEUS, parte integrante de Sua Criação, mas certamente não somos o centro do Universo.

Assim está escrito.

JINNS
A citação da 55ª SURATA fala também dos “gênios”. Estes não são homens de sabedoria como se pode precipitadamente supor, mas o termo em português refere-se aos JINNS (ou DJINS), seres que também habitam a Terra, segundo o Corão, e que são invisíveis a nós.

O entendimento recorrente do termo é como se fossem gênios das estórias milenares, como em “Alladim e a Lâmpada Maravilhosa”. O gênio seria um Jinn. Não são anjos, nem homens e nem demônios, embora alguns os considerem desta forma, pois seguindo suas tendências podem ser maus e exercerem esta influência sobre os homens. Foram criados pelo fogo antes dos Homens, e como no exemplo acima, por vezes se submetem temporariamente a vontade humana.

Homens foram forjados na água e barro, Jinns no fogo e no ar.

Pessoalmente a melhor analogia que posso fazer sobre eles é que seriam algo como “elementais” descritos em outras correntes de pensamento; seres que são capazes de manipular certas forças da natureza, voluntariamente ou induzidos. Mas deixo claro que este entendimento é pessoal e possivelmente falho.

Os gênios estão submetidos no Corão as mesmas Leis que os homens, também devem reverenciar a DEUS e também podem ser condenados ao Céu ou ao Inferno.

Os Jinns por vezes são tomados como uma evidência de extraterrestres em passagens do Corão, mas a leitura mais atenta revela que são seres que pertencem a este Mundo, pois assim como os homens foram forjados na Terra e são submetidos ao ensinos que DEUS nos enviou através do Profeta, ou seja, as Leis e Ensinos dos livros Bíblicos e Corânicos.

Segundo a tradição islâmica, DEUS enviou ao Mundo 124 mil mensageiros de Sua palavra ao longo das eras, em diferentes povos, em diferentes épocas. Destes mensageiros surgiram livros religiosos como o Torah, a Bíblia (VT) e o próprio Corão, e por isso o Corão agrega vários destes ensinamentos, respeitando e citando personagens como Adão, Moisés, Noé e o próprio Jesus.

Estes ensinamentos foram disseminados tanto para os homens como para os Jinns, e ambos estão submetidos as mesmas “penas” e “alegrias” decorrentes da obediência ou não destes ensinamentos.

O Corão possui uma Surata, a 72ª (AL JIN), dedicada aos Jinns, mas menções a estes seres estão por todo o texto, quase sempre em discursos direcionados, aos homens e aos jinns. Se a palavra é direcionada a este Mundo, só posso supor que os jinns estão neste Mundo. Portanto é um engano atribuir aos Jinns um carater extraterrestre.



(clique nas imagens do Blog para amplia-las)

Exoteologia - outros aspectos - Judaísmo


(clique nas imagens do Blog para amplia-las)


Não deixe de ler o post inicial sobre EXOTEOLOGIA.

Embora algumas pessoas e denominações religosas insistam em afirmar que a vida na Terra é uma ocorrência única no Universo, cada vez mais estudiosos das Religiões, Teólogos, Rabis, Monges, Imãs e tantos outros de tantas Religiões, tem um entendimento contrário.

Para estes a vida é um processo Universal, e que expande os horizontes da Criação.

Algumas denominações e suas lideranças insistem em falar de coisas absurdas, atribuindo relatos de óvnis a “enganações do diabo”, e afirmando que “ets são demônios” e quem os viu estava na verdade “possuído”.

Mas existem evidências em muitas religiões de que há vida fora deste Mundo, e esta seqüência vai tentar dar uma breve visão da questão da vida extraterrestre, pela ótica de algumas das mais influentes Religiões do Mundo, baseadas em seus próprios escritos.

Antes de continuar, cabe lembrar que a existência de planetas extra-solares só foi comprovada há 12 anos, mas alguns destes textos, com centenas e mesmo milhares de anos, sugerem isso ou falam sobre isso afirmativamente.


JUDAÍSMO

No Talmud Berachot 32b, é dito (tradução livre) :

“A congregação de Israel lamentava-se de que DEUS a teria esquecido, então ELE teria lhe respondido : Minha filha (a congregação), 12 Mazalot EU criei no firmamento, e para cada uma delas criei 30 Chayil, e para uma delas criei 30 Ligyon, e para uma delas criei 30 Rachton, e para uma delas criei 30 Kraton e para uma delas criei 30 Gastra, e para cada Gastra EU coloquei 365 mil vezes 10 mil estrelas, correspondentes a cada dia do ano solar, e todas elas foram criadas apenas para seu Bem. E você (povo de Israel) ainda diz “Você tem me esquecido e me abandonado ?”


O termo Mazalot significa Constelações ou casas zodiacais. Já os termos Chayil, Ligyon, Rachton, Kraton e Gastra são termos de formação militar, a maneira como um exército é organizado, certamente na tentativa de designar uma ordem, uma hierarquia na organização do Universo. Então por exemplo, Mazalot é algo como um Batalhão, Chayil é algo como pelotão, Ligyon representa legião, e etc... .

Podemos notar algumas coisas interessantes, como por exemplo o próprio conceito do ano com 365 dias, a divisão em 12 meses e também a existência de 12 casas zodiacais. O número 12 também representa o número de Apóstolos de Cristo.

Mas há outra questão ainda mais interessante :
12 x 30 x 30 x 30 x 30 x 30 x 3.650.000.000 = 1.064.340.000.000.000.000

Este incrível número que representaria o número de estrelas no Universo, é representado por 10 a 18 , sendo que os astrônomos atuais consideram que existam 10 a 22 estrelas. Então como o Talmud pode expressar, indiretamente, um número tão "próximo" da moderna astronomia ?!

E por este pequeno trecho do Talmud podemos deduzir duas coisas :

- que existe a admissão de que existem centenas de bilhões de sóis pelo Universo;
- que há a sugestão de que todo o Universo foi criado em função do Homem.

Se o texto admite que existem bilhões e bilhões de estrelas, não seria correto pensar sobre a existência de planetas em volta de algumas destas estrelas ? Será que se pode mesmo considerar que toda a Criação foi realizada apenas para o homem e seu minúsculo Planeta ?



Talmud
O Talmud é uma obra que compila discussões rabínicas
sobre leis judaicas, tradições, costumes, lendas e histórias.

É um livro de comentários das tradições judaicas a partir
das leis compiladas na Torá (Pentateuco) e na Mishná.

A Mishná foi redigido pelos mestres chamados Tannaim
ou Tanaítas (Tana no singular), termo que deriva da
palavra hebraica que significa ensinar ou transmitir (uma tradição).

Os Tanaítas viveram entre o século I e o III dC.

A primeira codificação do Talmud é atribuída a
Rabi Akivá (50–130), e uma segunda, a
Rabi Meir (entre 130 e 160 dC), ambas versões
foram escritas nos idiomas aramaico e hebraico.


Mas os escritos judaicos são ainda mais curiosos, explicando que existem formas de vida ou existência, além das humanas.

“Tudo o que o Santo, Bendito é Ele, criara em Seu mundo - divide-se em três categorias: deles há que são compostos de matéria e forma - e estes vêm a existir e perdem sua existência continuamente, como é o caso do corpo humano, dos animais, vegetais e metais. Outros há que são compostos de matéria e forma, porém não mudam de um corpo para outro, ou de uma forma para outra, como os primeiros, sendo sua forma permanente em sua matéria para sempre, sem que haja neles câmbio como nestes: são as constelações e os astros que nelas se encontram, sem que seja sua matéria como a comum, nem suas formas como as demais. Outros há que foram criados forma sem matéria - que são os anjos, que não são nem corpo, nem forma de corpo, senão formas separadas umas das outras. ... Mas, como separam-se estas formas umas das outras, se não são corpos? - por não serem equivalentes em sua existência, sendo um abaixo do grau de seu semelhante, proveniente da força de seu antecessor, sendo todos provenientes do poder do Santo, Bendito é Ele, e de Sua bondade. ... A mudança dos nomes dos anjos é de acordo com suas graduações, pelo que são chamados ĥaiôt ha-qôdech, são os que encontram-se sobre todos os demais; ofanim, arelim, ĥachmalim, serafim, malakhim, elohim, benê-elohim, keruvim, e ichim. Todos os dez nomes que por eles foram chamados os anjos, são relacionados aos dez graus de elevações nas quais se acham. ... Todas estas formas são vivas e conhecem ao Criador, conhecendo-o por um conhecimento elevadíssimo, cada uma de acordo com seu grau, não segundo sua grandeza. Assim é [desde o mais elevado grau] até o décimo. Mesmo o primeiro grau [de cima para baixo] não atinge o conhecimento pleno do que é o Criador, sendo sua capacidade pequena para tanto.”


Por estes trechos, será que podemos admitir uma hierarquização das formas de vida e de consciências no Universo, e a sugestão de que o próprio Universo é hierarquizado ?

Alguns consideram que sim, e que isto devidamente interpretado pode ser um sinal de que o Universo fervilha de vida, ainda que diferente da nossa e em variados graus de consciência de sí próprios, de todo o restante e de DEUS.


E os textos seguem :

“As esferas astrais - são os chamados céus e firmamento, e zevul e 'aravôt - e são, ao todo, nove. A mais próxima a nós é a da lua, sendo a segunda, [logo] acima desta, a esfera na qual encontra-se mercúrio, a terceira após - a esfera na qual acha-se vênus. Na quarta Esfera - está plutão, na quinta - marte; na sexta, júpiter; na sétima - saturno; na oitava, todos as demais astros que se vêem no firmamento. No nono círculo, é o que que todos os dias volta do oriente para o ocidente. É a que está em torno de tudo e circunda a tudo. Quanto ao vermos todos os astros como que se estivessem na mesma esfera, apesar de haver entre eles alguns mais acima que outros, dá-se pelo fato de serem os astros puros e límpidos como o vidro ou como a safira, pelo que são vistos os astros que se encontram na oitava esfera como se estivessem abaixo da primeira. Cada uma das oito esferas nas quais se acham os astros subdividem-se em várias esferas - uma acima da outra, assemelhando-se aos invólucros das cebolas, algumas delas movimentam-se-se do oriente para o ocidente; outras, do ocidente para o oriente. Entre elas, contudo, não há espaço vazio”.
Neste ponto temos claramente dito que os astros, embora pareçam estar em um mesmo plano, estão em plano diferentes, distâncias diferentes, o que nos traz a noção de amplidão do Universo. E o texto traz um conceito que só desenvolvido nos séculos 16 e 17 por Kepler e Newton, a Lei da Gravitação, afirmando que os objetos estão realizando movimentos uns em torno dos outros, em harmonia.


Kepler e Newton


descobriram ou REdescobriram algo que a sabedoria
antiga já conhecia ?



“Todas estas esferas contornam o mundo todo, sendo elas arredondadas como uma bola, e o [Planeta] Terra em seu centro pendente. Possuem alguns dentre os astros pequenas esferas nas quais se fixam. Tais esferas não circundam a Terra, senão giram em torno de [outra] esfera pequena que não se move em torno de nada, fixando-se numa maior que, [por sua vez,] é envolvente. .. De todos os astros visíveis - há alguns que são pequenos, sendo a Terra maior que cada um deles; outros, qualquer deles é maior que a Terra várias vezes.”

Mais uma vez surpreende o texto ao afirmar que a Terra e todos os demais planetas são REDONDOS, algo que só foi definitivamente provado no ocidente por volta do Século 16. E afirma que existem satélites naturais em torno de outros corpos celestes, bem como que alguns planetas são maiores que o nosso, enquanto outros são menores.

Tudo isso parece muito óbvio para nós atualmente, mas isso foi escrito há milhares de anos, cabe sempre lembrar.
E outro conceito que poderíamos chamar de “moderno” é o conceito de que tais corpos celestes são entes vivos. Algo como a Teoria de Gaia, que ainda é alvo de controvérsias.

“Todos os astros são possuidores de alma, auto-comportamento e intelecto, possuem vida própria, subsistem e conhecem a Àquele que proferiu e o mundo se fez, cada um de acordo com sua grandeza e seu grau de elevação louvam e enaltecem a seu Formador, assim como os anjos.”

Isso não é, por si só, a admissão de que há vida fora deste Mundo ?


No texto Talmudico, Avoda Zara 3b, explica-se dentre outras coisas que “DEUS Governa 18 mil Mundos”, e diversos Rabis usam esta citação como uma das possíveis provas de vida extraterrestre.

Se DEUS governa 18 mil Mundos diferentes, certamente é porque estes Mundos necessitam de sua providência, e se isso é necessário, é porque seriam Mundos habitados.

Alguns nomes proeminentes do Judaísmo como o filosofo judeu espanhol, o Rabino Hasdai Crescas, já admitia tal possibilidade há 600 anos atrás. E foi além, pois considerava na verdade que o número de Mundos poderia ser infinito, e que cada Mundo teria ele próprio suas esferas celestiais e infernais.

Mas outros no judaísmo sustentam que tal citação refere-se a Mundos espirituais e não Mundos físicos, e portanto nada provaria com relação a vida fora da Terra. Baseados na afirmação de que DEUS criou todo o Universo em função do Homem, conforme citado mais acima, dizem que isso demonstra que a única forma de vida inteligente no Universo é o Ser Humano. E vão além nesta conclusão, ao dizerem que a existência de tais seres contraria as palavras de DEUS.

Segundo este raciocínio, DEUS criou todo o Universo em função do Homem, ou seja, criou as estrelas para que justamente nosso Mundo pudesse existir. Portanto todo o firmamento existe apenas para que nosso planeta possa existir, e com ele o HOMEM. E encheu a Terra de vida para que esta também viesse a servir o homem. A vida extraterrestre, se existe, não teria nenhuma utilidade para a humanidade e portanto não pode existir; tal fato seria um contra senso.

Entre os que acreditam em vida extraterrestres, há ainda os que sustentam que isso está de acordo com o judaísmo, mas no entanto esta vida não teria livre arbítrio, pois este é um atributo exclusivo do ser humano dentre todas as criaturas do Universo. Então pode até haver vida em outros Mundos, mas resume-se a vida sem inteligência, sem qualquer expressão tecnológica ou muito menos civilização.

Apenas vida nos três níveis básicos, segundo o Zohar : Inanimado, Vegetativo e Animal. O quarto nível, o humano, apenas existiria na Terra.


Sefer ha-Zohar - o Livro do Esplendor


O Zohar, compilação de textos e ensinamentos judeus supostamente escritos durante a perseguição dos romanos após a Diáspora (70 DC), Século II, de autoria do Rabi Shimon bar Yochai, e publicado pela primeira vez no Século 13 pelo escritor Judeu Moses de Leon, diz :

“O Sagrado, Abençoado seja Ele, decidiu preparar suas criaturas para alcançar o nível mais alto, através de um sistema ordenado de quatro níveis, que se desenvolvem um a partir do outro; eles são chamados Inanimado, Vegetativo, Animal e Humano. Este são na realidade os quatro aspectos do "desejo de receber". Embora o propósito último seja o quarto nível do "desejo de receber", é impossível a este quarto aspecto se manifestar de uma só vêz, mas somente pela força dos outros três aspectos que o precedem. A diferença fundamental entre o Homem, no quarto nível, e os animais, no terceiro nível, é a capacidade de sentir.”


Então se tal afirmativa é correta, podemos deduzir que a vida processa-se em níveis de existência ou consciência, começando do mais básico e chegando até o livre-arbítrio.

Mas se é assim, o que impediria que em Mundos de vida nos três níveis mais básicos, que esta vida venha a evoluir até o quarto e último nível, o da consciência ? Dificil responder !!

Mas é ainda mais dificil entender como sábios de tempos tão antigos tinham conhecimento de tantas coisas que só vieram a ser confirmadas muitos Séculos depois.

Teriam eles mesmos recebido tais conhecimentos de outras fontes, que talvez foram originalmente transmitidos por extraterrestres ?


Observação : Quem conhece o kardecismo identificará nesta afirmação algumas coincidências com a Doutrina, não só na questão da vida em evolução com a necessária passagem por estágios anteriores, mas também na admissão de que a vida também se manifesta no estágio mineral ou inanimado.


(clique nas imagens do Blog para amplia-las)

Compre o Livro "O que são Profecias"

Compre o Livro "O que são Profecias"
Compre o Livro "O que são Profecias"

Perfil do Autor no Facebook

Perfil do Autor no Facebook
Perfil do Autor no Facebook