O verdadeiro objetivo do conhecimento profético se alcança apenas pela reforma interior, e não pelo conhecimento acumulado em si mesmo.

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quarta-feira, 18 de agosto de 2021

A tempestade perfeita

 Olá a todos,

A expressão "tempestade perfeita", do inglês “perfect storm”, refere-se a uma situação na qual um evento desfavorável é agravado pela ocorrência de uma combinação de outras circunstâncias ruins.




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Em 09 de agosto de 2021, o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima, em inglês), divulgou em tom grave o seu relatório sobre o clima. Neste ano de 2021, eventos extremos e incomuns tem sido a regra. 

Abaixo apenas alguns exemplos entre Julho e Agosto de 2021

Uma seca incomum no Brasil, que encarece e compromete o fornecimento de energia elétrica ao Pais, devido à dependência de hidrelétricas para a geração. Ainda em Julho anunciou-se que a Amazônia passou a emitir mais CO2 do que absorve, e a região se aproxima da savanização.

No mesmo período, um frio extremo ocorreu nas regiões sul e sudeste do Pais, comprometendo safras de café e milho, por exemplo. Em um dado momento, mais de 40 cidades no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, tiveram ocorrência de neve.


O Brasil está secando

(Cataratas do Iguaçu, abaixo imagem de 06/2021)

Análises de imagens de satélite do território brasileiro entre 1985 e 2020 mostram que, em apenas 35 anos, há perda de superfície de água em oito das 12 regiões hidrográficas, em todos os biomas do Brasil.  A redução de água doce no país entre 1991 e 2020 foi de 15,7%”.  

Os dados são dos pesquisadores do MapBiomas, que é atualmente a plataforma com base de dados mais atualizada sobre as transformações da cobertura e uso da terra no Brasil. Somente a região do  Pantanal perdeu 74% da água desde 1985. 

Em 24 de Agosto de 2021, o Governo Federal do Brasil autorizou o início de plano de racionamento de energia, pela falta de geração em hidrelétricas devido a seca. O regime de chuvas em 2021 foi o pior em 90 anos.

Já em Maio de 2022, o numero de mortos devido a enchentes e deslizamentos, causados por chuvas no Brasil, superou o numero de vitimas fatais de todo o ano de 2021. (matéria jornalística - Junho/2022)

LEIA:

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Na América do norte, no Canadá, fez mais de 46°C em Julho, época do verão por lá, quebrando todos os recordes de calor no País. No EUA fez mais de 47°C, com incêndios enormes cobrindo ambos os países. Estes fatos foram amplamente noticiados.

Na Europa tivemos o recorde de calor no continente, com 48.8°C na Itália, provocando incêndios neste País. Grandes incêndios também foram registrados na Turquia, Grécia, França, Albânia, Portugal, Croácia e Espanha

Incêndios por causa do calor foram registrados na Sibéria (Rússia), aonde fez mais de 38°C, e também na China.

Ainda na Europa, em Julho, houve as maiores enchentes registradas no Continente, atingindo países como Alemanha, Holanda, Bélgica, Luxemburgo e Suíça, com rios transbordando e centenas de mortos.

E pela primeira vez, se registra chuva na Groenlândia,  a aproximadamente 3000 metros acima do nível do mar.

O National Snow and Ice Data Center (NSIDC) revela que no dia 14 de agosto, as temperaturas no cume da Groenlândia foram positivas pela terceira vez em menos de uma década. Algumas zonas estavam 18º C mais quentes do que a temperatura média.

Esse aumento da temperatura ajudou a criar um fenómeno de chuva extrema, que fez cair intermitentemente sete bilhões de toneladas de água sobre o manto de gelo, durante 13 horas.

"É a primeira vez que isso se observa", afirmou Zoe Courville, engenheira de investigação do Laboratório de Investigação e Engenharia de Regiões Frias.

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Frio extremo em Fevereiro, no Hemisfério Norte

Em fevereiro de 2021, uma das principais manchetes do Mundo falava do frio no Texas, um dos estados mais quentes do EUA em que a temperatura estava a -15°C na época, a ponto do presidente Joe Biden aprovar em 20 de fevereiro, uma declaração de desastre no Texas, atendendo ao pedido do governador Greg Abbott. O estado já estava em emergência por conta das fortes tempestades de neve que aconteciam há dias. (Matéria Jornalística)

Além do Texas, Alabama, Oregon, Oklahoma, Kansas, Kentucky e Mississipi declararam emergências relacionadas ao inverno rigoroso em fevereiro último. Em fevereiro de 2021 a neve cobriu 72% do território dos EUA.

Depois do frio extremo em fevereiro de 2021, apenas 04 meses depois a América do Norte experimentava o mês de junho mais quente já registrado.

Ao longo dos anos temos vários exemplos de eventos climáticos diferenciados ou extremos, causando prejuízos e vitimando animais, plantas e seres humanos, sendo o foco de operações de reconstrução, socorro e resgate que envolvem US$ bilhões.

O ano de 2020 foi o mais caro de todos os tempos para condições climáticas severas, incluindo fortes tempestades, tornados e granizo, com US$ 63 bilhões em danos. Provavelmente estes números serão superados em 2021.  

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Código Vermelho

Voltando ao relatório do IPCC, é considerado o mais abrangente e conclusivo documento sobre a crise climática. Tem mais de 3 mil páginas e foi escrito por mais de 200 cientistas de 60 países, citando mais de 14.000 estudos individuais. Vem sendo chamado de "código vermelho para a humanidade".

O relatório mostra que o mundo provavelmente atingirá ou excederá 1,5 °C de aquecimento nas próximas duas décadas, mais cedo do que em avaliações anteriores. Limitar o aquecimento a este nível e evitar os impactos climáticos mais severos depende de ações ainda nesta década.

Somente cortes ambiciosos nas emissões permitirão manter o aumento da temperatura global em 1,5°C, o limite que os cientistas dizem ser necessário para prevenir os piores impactos climáticos, e isso não vai acontecer sem variadas e profundas mudanças tecnológicas, politicas e sociais. 

Porque a tendência é o aumento de emissões, não sua redução, e isso significa que as previsões feitas e já pessimistas, podem se acelerar.

Em um cenário de altas emissões, o IPCC constata que o mundo pode aquecer até 5,7°C até 2100, com resultados catastróficos. Esse aumento acarretaria mais acontecimentos climáticos extremos, como secas, inundações ou ondas de calor e de frio. As consequências afetariam desde a infra-estrutura e propriedades, a produção de bens de consumo e de alimentos, além de ceifar vidas.

Há uma medida “simples” a ser tomada sobre isso, ou seja, parar de queimar combustíveis fósseis. Outra medida “simples” é parar de degradar o meio ambiente e atuar para recuperá-lo.

Mas governos, empresas e indivíduos estão falhando seguidamente em fazer ambas as coisas.

Os peritos reconhecem que uma redução de emissões não terá efeitos na temperatura global até que se passem pelo menos 20 anos, mas os benefícios na diminuição da contaminação atmosférica serão rapidamente percebidos.

Atualmente, o IPCC possui 195 países-membros, entre eles o Brasil.

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Por meio de suas avaliações, o IPCC determina o estado do conhecimento sobre a mudança do clima, identifica onde há consenso na comunidade científica, e em que áreas mais pesquisas são necessárias. 

Os relatórios resultantes da avaliação do IPCC devem ser neutros, relevantes para a política, e não devem ser prescritivos, ou seja, não tem poder de ordem. Suas avaliações constituem bases fundamentais para as negociações internacionais que visam o enfrentamento da mudança do clima.

Cinco principais pontos de destaque no atual relatório:

  • Estamos a caminho de atingir 1,5 °C de aquecimento mais cedo do que o previsto anteriormente

Se o mundo seguir um caminho de alto carbono, o aquecimento global poderá subir para 3,3-5,7°C acima dos níveis pré-industriais no final do século. Para colocar isso em perspectiva, o mundo não experimentou um aquecimento global de mais de 2,5°C nos últimos 3 milhões de anos.

  • Limitar o aquecimento global a 1,5°C até o final do século ainda está ao nosso alcance, mas requer mudanças transformadoras

Se o mundo tomar medidas muito ambiciosas para conter as emissões na década de 2020, ainda podemos limitar o aquecimento a 1,5°C até o final do século. Este cenário inclui um pico potencial de 1,6°C entre 2041 e 2060, após o qual as temperaturas caem abaixo de 1,5°C até o final do século.

  • Agora é inequívoco que as emissões causadas pelo homem, como a queima de combustíveis fósseis e o corte de árvores, são responsáveis pelo aquecimento recente.

A ciência da atribuição que liga eventos extremos ao aquecimento induzido pelo homem tornou-se muito mais sofisticada, graças a maiores dados observacionais, reconstruções paleoclimáticas aprimoradas, modelos de alta resolução, capacidade maior de simular o aquecimento recente e novas técnicas analíticas. Os cientistas também descobriram que a influência humana é o principal motor de muitas mudanças na neve e no gelo, nos oceanos, na atmosfera e na terra.

  • As mudanças que já estamos vendo são sem precedentes na história recente e afetarão todas as regiões do globo

A mudança climática já impactou todas as regiões da Terra. Não estamos apenas quebrando recordes de aquecimento e outros impactos, mas o mundo em que vivemos hoje não tem paralelo recente.

  • Cada fração de aquecimento leva a impactos mais perigosos e custosos

Cada fração de aquecimento realmente importa – seja relacionada à intensidade e frequência das precipitações extremas, à severidade das secas e ondas de calor ou à perda de gelo e neve. Muitas consequências das mudanças climáticas se tornarão irreversíveis com o tempo, principalmente o derretimento das camadas de gelo, a elevação dos mares, a perda de espécies e a acidificação dos oceanos. E os impactos continuarão a aumentar e se agravar à medida que as emissões aumentam.

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Acordo de Paris

O Acordo de Paris é um compromisso mundial sobre as alterações climáticas e prevê metas para a redução da emissão de gases do efeito estufa. Para que esse acordo entrasse em vigor, era necessário que os países que representam em torno de 55% da emissão de gases de efeito estufa, o ratificassem. 

Em 12 de dezembro de 2015, o acordo foi assinado após várias negociações, entrando em vigor em 4 de novembro de 2016. 

196 países assinaram e 147 ratificaram.  Os Estados Unidos saiu do Acordo em 2017, durante o governo Donald Trump, e em 2021 o país voltou a seguir o tratado no Governo Biden.

O principal objetivo do Acordo é reduzir as emissões de gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono, um resíduo da queima de combustíveis fósseis como carvão mineral, a gasolina e o diesel.

O dióxido de carbono representa em torno de 60% dos gases de efeito estufa que são lançados em nossa atmosfera, e há também o Metano e os Clorofluorcarbonetos, dentre outros gases de menor participação.

A única maneira de retirar o dióxido de carbono de nosso meio é através da fotossíntese, e como nas últimas décadas a devastação das florestas se intensificou e as emissões aumentaram, o nível de CO2 tende a disparar. 

Existem tecnologias propostas para reduzir a concentração de CO2 da atmosfera, que envolvem a captura e armazenamento de carbono. De fato, precisamos remover bilhões de toneladas métricas de dióxido de carbono da atmosfera, ao mesmo tempo em que reduzimos estas emissões.

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Captura e armazenamento de carbono

Captura e armazenamento de carbono, ou captura e armazenamento de dióxido de carbono (ou CCS, do inglês carbon capture and storage), refere-se a uma tecnologia que tenta travar a emissão de grandes quantidades de dióxido de carbono para a atmosfera.

O principal objetivo desta nova tecnologia é capturar e armazenar o CO2, sem consequências nocivas para o meio ambiente.

A captura de CO2 consiste dos diversos procedimentos aplicados para que esse gás possa ser retido em processos produtivos, e posteriormente armazenado. As três principais linhas de captura são captura por pós-combustão, captura por oxi-combustível e captura por pré-combustão.

Quanto ao armazenamento de CO2, este só pode ser realizado em formações geológicas específicas, adequadas para a retenção do gás.


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O desmatamento global já atingiu um nível muito prejudicial ao planeta

Eliminar matas nativas, além de matar com dezenas de espécies de animais e plantas que neles vivem, significa também destruir mananciais, e em vários casos, significa acabar com verdadeiros “rios voadores” que levam a umidade a regiões férteis e mais densamente habitadas, e que precisam desta água.

Desmatar representa um enorme prejuízo local e global, na absorção do dióxido de carbono e na perda de biodiversidade.

O Brasil assinou o Acordo de Paris em 2015, comprometendo-se a reduzir até 2025 suas emissões de gases de efeito estufa em até 37% (comparados aos níveis de 2005), estendendo essa meta para 43% até 2030. 

Só no primeiro ano do atual Governo, 2019, as emissões do Brasil registraram o maior aumento desde 2003 e subiram 9,6% (a estimativa para 2020 é que tenha dobrado), principalmente devido as queimadas e desmatamento na Amazônia, visando principalmente o contrabando de madeira e a expansão do agronegócio. Outro objetivo tem sido o garimpo ilegal.

72% das emissões de 2019 tiveram relação com atividades rurais, como a agropecuária e mudanças no uso do solo (desmatamento e queimadas), tornando o Brasil o quinto emissor global de gases de efeito estufa. 

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Fitoplancton e fotossintese

O fitoplâncton compreende o conjunto de algas microscópicas e de cianobactérias, que habitam os oceanos e outros ecossistemas aquáticos. É encontrado próximo à superfície, devido a necessidade de captar a luz solar para realizar a fotossíntese.

Estima-se que 50 a 80% do oxigênio da Terra seja produzido nos oceanos. 

A maior parte dessa produção é realizada pelo fitoplâncton, mas também por algas e outras plantas marinhas, e que também absorvem quantidade considerável de CO2 da atmosfera.

Nossa ação está comprometendo os ecossistemas marinhos, e além de poluir, estarmos mudando lentamente o PH dos oceanos, em um processo chamado de acidificação, justamente devido ao excesso de CO2. 

Se este processo continuar, acabaremos comprometendo a existência de fitoplancton, que além de gerar Oxigênio, é a base da cadeia alimentar nos oceanos, servindo de alimento ao zooplancton.  

Sem o fitoplancton, a vida nos oceanos praticamente irá desaparecer e perderemos, além de toda a biodiversidade marinha, uma fonte fundamental de alimentos e nosso maior gerador de O2 e de remoção do CO2.

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A atividade humana está alterando o modo como o mundo gira

A crise climática que vivenciamos, altera o modo como o mundo gira, literalmente. Isso é fato cientificamente demonstrado.

O eixo de rotação terrestre está se deslocando com mais velocidade, conforme o aquecimento global derrete geleiras nos polos Norte e Sul do nosso planeta. Esse mecanismo é apontado em estudo publicado nas revistas Geophysical Research Letters e American Geophysical Union, em março de 2021.

A pesquisa mostrou que a mudança climática esta por trás de uma série de deslocamentos no eixo de rotação da Terra, pelo menos desde a década de 1990.

Nos últimos 30 anos, o eixo do planeta, a linha imaginária em torno da qual a Terra gira sobre si mesma, teve um deslocamento acelerado. A avaliação indica que entre 1995 e 2020, a velocidade do movimento dos pólos aumentou 17 vezes, em comparação com o observado entre 1981 e 1995.

A rotação de qualquer objeto é afetada pela forma como sua massa é distribuída, e com o planeta não é diferente. A distribuição da massa da Terra, por sua vez, está sempre mudando de forma lenta e natural, à medida em que sua superfície se transforma.  Só que a perda de água das regiões polares, o gelo que derreteu e continua derretendo, e que escoa para os oceanos, vem alterando a distribuição das águas no planeta. O derretimento do gelo nas regiões polares e nos picos nevados de várias cordilheiras, é uma consequência direta da mudança climática provocada pelo homem.

Em menor grau, a ação de bombear água de aqüíferos para agricultura ou consumo humano também tem impacto, porque a água dos lençóis freáticos antes armazenada no subterrâneo, tende a fluir para o mar, contribuindo para a redistribuição da massa do planeta. Especialistas estimam que nos últimos 50 anos, foram extraídos quase 20 trilhões de toneladas de água de reservatórios subterrâneos, o que nunca foi reposto. A Índia é o país aonde mais isso vem ocorrendo.

Outro fator é o excesso de construções, que desloca materiais como pedra, areia, ferro e outros, concentrando-os em pequenas áreas geográficas. São cidades inteiras que vem sendo planejadas e criadas a partir do zero, ou sendo rapidamente verticalizadas. Obras de porte grandioso ao redor do Mundo também contribuem para isso. Em 2020, os objetos feitos pelo ser humano superaram, em peso, toda a vida na Terra.

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Estamos afetando a  inclinação do eixo da Terra, e esta inclinação é um dos principais mecanismos naturais que regula o ritmo do clima no planeta, distribuindo luz e calor de forma diferente para latitudes diferentes. 

Quando esta inclinação se altera, o clima em variadas latitudes também é afetado, e afeta também todo o sistema. Isso traz eventos diferenciados em áreas em que tradicionalmente não ocorrem, ou, pelo menos, não com tanta intensidade. 

Alterações nos ciclos de calor e frio, levando calor em áreas tradicionalmente mais frias, e trazendo secas em locais historicamente úmidos, também alterando o ritmo de chuvas, monções, nevascas, tempestades, tornados e furações.

Este parece ser o cenário da nossa "tempestade perfeita", e afinal de contas, estamos no antropoceno.

O efeito humano sobre a inclinação do eixo Terra, ainda não é um consenso cientifico, mas seus principais elementos tem amplo embasamento cientifico.

Assim como em 2014 comentei no texto "Termostato desregulado" que eventos extremos de frio e calor iriam aumentar, citando o que significaria em termos gerais e o principal motivo para isso, neste texto afirmo que existe a possibilidade de estarmos entrando em uma "espiral negativa" em que nossa atividade modifica e afeta o planeta, a tal ponto que ele “responde” compensando o desequilíbrio provocado pelo Homem e se reajustando. 

Iniciamos um processo de mudança planetária que deverá seguir seu rumo, até chegar a um novo equilíbrio.

Este reajuste no eixo traz como consequência direta a reordenação do clima planetário e de alguns dos sistemas naturais que regem a biosfera. Isso acelera alterações climáticas que vivenciamos, aumentando os efeitos causados no clima por nós mesmos.

Podemos ter criado um efeito dominó muito além de nossa condição de reverte-lo.

Se de fato estivermos neste processo, mesmo que o ser humano interrompa completamente as emissões de gases estufa, nosso mundo continuará mudando até atingir um novo equilíbrio, não só na distribuição de sua massa, como também um novo equilíbrio climático. 

E estaremos bem no meio disso.

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Antropoceno

Antropoceno é um termo usado para descrever o período mais recente na história do Planeta Terra, a Era dos Humanos na Fase Industrial. 

O termo foi cunhado pelo Prêmio Nobel de Química de 1995, o Dr. Paul Crutzen.  Um trecho do "Earth System Science in the Antropocene", Estudo do Dr. Crutzen, pode ser lido aqui.

Não há ainda uma data de início precisa e oficialmente apontada, mas muitos consideram que o Antropoceno começa no final do Século XVIII, quando as atividades humanas começaram a ter um impacto global significativo no clima da Terra e no funcionamento dos ecossistemas. Esta data coincide com o aprimoramento do Motor a vapor por James Watt em 1784.  

No Antropoceno a humanidade danificou o equilíbrio existente em todas as áreas naturais do planeta. Alterou a química da atmosfera, promoveu a acidificação dos solos e dos oceanos, poluiu rios, lagos e mares, reduziu a disponibilidade de água potável, ultrapassou a capacidade de regeneração da Terra e está promovendo uma grande extinção em massa das espécies. 


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Amnésia geracional

A "amnésia geracional" tem efeitos profundos na maneira como vemos o mundo e os danos causados ao meio-ambiente. Todos nós sofremos disso, não importa quão jovens ou velhos sejamos.

Basicamente consiste no fato de que cada geração recebe um mundo que foi moldado por seus predecessores, mas aparentemente esquece esse fato.  

Não é que os indivíduos não lembrem do passado que eles próprios viveram, é a Humanidade que coletivamente "esquece" o mundo natural como era antes, com o passar das gerações. 

A percepção da natureza se transforma ao longo do tempo, e fica registrada em nossa memória determinando nossa relação com o mundo natural. 

O que representa isso?

Na sua experiência de vida, aquele rio é um valão, aquela área mais afastada sempre foi um pasto, pássaros raramente cantam e não há insetos além de formigas, moscas ou baratas. 

Portanto não há como você contar para as próximas gerações sobre árvores, peixes e pássaros que você nunca viu. E se nunca viu, nunca se importou muito com isso.

Assim, as expectativas do que é um ambiente natural e saudável são cada vez mais baixas, e há uma aceitação gradual da degradação ambiental.

Esse fenômeno é conhecido como Síndrome de Deslocamento da Linha de Referência (Shifting Baseline Syndrome ou SBS).

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Pandemia

Mesmo em 2020, quando a pandemia fez as emissões de gases estufa diminuir, foram emitidos em torno de 34 gigatoneladas de CO2 na atmosfera. Cada gigatonelada representa 1 bilhão de toneladas.

Embora tenha sido uma quantidade 7% menor que em 2019, no mesmo período a concentração de CO2 na atmosfera bateu recorde.

A atividade humana está destruindo áreas naturais, acabando com a biodiversidade, desmatando em ritmo acelerado e produzindo gases de efeito estufa. 

Esta atividade também polui o solo e os oceanos com variados resíduos, de micro plásticos a metais pesados, de óleo cru a esgoto in natura e restos de lixo. Nos mares, principalmente os costeiros das grandes Cidades, em algumas áreas se encontra de tudo, pneus velhos, embalagens diversas e até tampas de privada.

Zonas mortas nos oceanos tem aumentado e se multiplicado.

A atividade humana utiliza recursos naturais muito além da capacidade de regeneração do planeta, por exemplo, a água doce, o recurso mais fundamental a vida humana e a produção agrícola e animal para seu consumo. 

No dia 29 de julho de 2021, chegamos ao Dia da Sobrecarga da Terra. Em 2020 esta data foi em 22 de agosto, e em 2019 também ocorreu em 29 de julho.

A água doce vem sendo super utilizada e mal utilizada, resultando atualmente em que uma em cada três pessoas no mundo não tem acesso a água de qualidade, para consumo e fornecida com regularidade. 

No total, 2,2 bilhões de pessoas estão nessa situação, e mais de 4 bilhões de indivíduos não têm acesso a esgoto sanitário.  

No Brasil, 35 milhões de pessoas não têm acesso à água potável e 40% dos municípios não têm qualquer serviço de esgoto, representando mais de 34 milhões de domicílios sem tratamento de esgoto no País.

E todos estes dejetos vão parar em rios, aquíferos e mares.

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Pandemiceno

A ideia de um pandemiceno surgiu em um artigo de abril/2022 da revista The Atlantic feito pelo jornalista Ed Young, dono do prêmio Pullitzer de 2021 por suas matérias sobre a covid-19.

A matéria tem como base um estudo publicado na revista Nature. De acordo com o texto, o modelo de experimentação testado por cientistas de diversas universidades, mostra que com o aumento da temperatura média do planeta Terra, novos vírus de potencial desconhecido irão, inevitavelmente, atingir a humanidade e causar novas epidemias.

Pandemia de covid-19 pode ter inaugurado era de sequenciais pandemias causadas pelas mudanças climáticas.

O aumento frequente no número de pessoas entrando em contatos com vírus levaria a mais pandemias e inevitavelmente iria inaugurar uma era de proliferação intensa de vírus entre seres humanos, levando a uma “Era das Pandemias”, ou, nos termos de Ed Young, um “pandemiceno”.

Interações humanas com animais silvestres, causadas pela migração de animais para outros habitats, impactados pelas mudanças climáticas e pela atividade humana, podem acabar criando vírus mais complexos, resistentes e desconhecidos

“A parte mais preocupante disso é que a simulação mostrou que essas tendências já estão acontecendo e que  mesmo que todas as emissões de carbono cessem hoje, nada vai mudar. O impacto do aquecimento global nos hospedeiros e vetores de vírus não pode ser detido. Já começamos isso, e já está em andamento neste mundo”.  (matéria jornalistica de 2022)

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Ondas de calor geram escassez global de pólen

Foi divulgado em Julho/2022 que mesmo com água adequada, o calor pode danificar o pólen e impedir a fecundação na canola e em muitas outras culturas, incluindo milho, amendoim e arroz.
  Pesquisadores estão buscando maneiras de ajudar o pólen a vencer o calor. Eles estão descobrindo genes que podem levar a variedades mais tolerantes a altas temperaturas e criando cultivares (novas raças) capazes de sobreviver ao inverno e florescer antes do calor vir à tona.
Os cientistas estão sondando os limites precisos do pólen e até mesmo colhendo pólen em larga escala para pulverizar diretamente as plantações quando o clima melhorar.

O que está em jogo é grande parte da nossa alimentação. 

Cada semente, grão e fruta que comemos é um produto direto da polinização. (materia jornalistica)


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Embora a maioria das pessoas perceba as mudanças climáticas em andamento e se preocupe com elas e com a degradação ambiental, infelizmente esta mesma maioria não parece manter um grau de interesse no tema, além do trivial de rodas de bate-papo, e opta em não pensar muito sobre isso. 

Compreendo esta opção diante das necessidades diárias que nos tomam tempo e recursos, mas cabe compreender que o que ocorre agora pelo Mundo, ameaça o nosso estilo de vida, nossa própria sobrevivência e a dos nossos descendentes. 


LEIA:

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Escala Torino








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A Escala Torino foi criada pelo professor Richard P. Binzel do Departamento de Terra, Atmosfera e Ciências Planetárias, no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

A primeira versão, chamada de "Índice de Risco de objeto Próximo a Terra", foi apresentada em uma conferência da ONU, em 1995.


Principais crateras de impacto conhecidas


Uma versão revisada do "Índice de Risco" foi apresentada na Conferência Internacional sobre NEOs, realizada em Turim (Torino), na Itália, em junho de 1999.

Os participantes da conferência votaram pela adoção da versão revisada, que foi renomeada de "Escala Torino", e reconheceram a necessidade da cooperação internacional, frente o perigo que se apresenta através dos NEOs.

NEO é o acrônimo do inglês "Near-Earth Object" (Objeto Próximo a Terra), termo usado para definir asteróides, meteoritos e cometas, cuja a órbita entra em algum momento, em interseção com a órbita da Terra. Quando ocorrem estas interseções, as chances de colisões, podem ser reais.

Temos exemplos bem conhecidos e contemporâneos, como em Tugunska na Rússia ou no Amazonas, Brasil, em Atalaia do Norte.

Localização do chamado "Evento Curuça", em Atalaia do Norte (AM)


Existe outra escala de medição baseada nesta, e com a mesma finalidade. É mais precisa, e recebe o nome de Escala Palermo.

A Escala Torino vai de Zero a Dez, dividida em CINCO graus de periculosidade:



ZERO - Eventos sem importância 

UM - merecem monitoramento 

DOIS/TRÊS/QUATRO - merecem monitoramento Cuidadoso 

CINCO/SEIS/SETE - Eventos Ameaçadores

OITO/NOVE/DEZ - Colisão certa




Com 10 graduações:

GRAU ZERO - Sem chances de colisão. Tb se refere a qualquer colisão espacial que dificilmente atravessaria a atmosfera e colidiria com o solo

GRAU UM - Chances de colisão improváveis. 

GRAU DOIS - Passagem próxima mas as chances de colisão são improváveis. Não é muito raro de acontecer. 

GRAU TRÊS - Passagem próxima com chance de 1 % ou mais de colisão capaz de causar destruição local.

GRAU QUATRO - Passagem próxima com chance de 1 % ou mais de colisão capaz de causar devastação regional.

GRAU CINCO - Passagem próxima com ameaça de colisão capaz de causar devastação regional.

GRAU SEIS - Passagem próxima com ameaça de colisão capaz de causar destruição global.

GRAU SETE - Passagem próxima com grande possibilidade de impacto em proporções catastróficas.

GRAU OITO - Colisão certa capaz de provocar destruição local. Acontece uma vez a cada 100 ou 1.000 anos.

GRAU NOVE - Colisão certa capaz de provocar destruição regional. Acontece uma vez a cada 1.000 ou 100.000 anos.

GRAU DEZ - Colisão certa capaz de provocar alterações climáticas globais. Acontece uma vez a cada 100.000 anos.


Na Escala de Torino, o que se encontram são previsões e não resultados efetivos de um evento. Portanto é uma escala em que algumas das variáveis aplicadas são subjetivas e sujeitas a mudanças, de acordo com a coleta de novos dados sobre o objeto em estudo, e sobre a mecânica de sua trajetória. 

Um objeto é numerado na Escala de Torino, em função da sua probabilidade de colisão, conhecimento este que avança na medida do tempo, e também de sua energia cinética, proporcional à massa do corpo e velocidade do mesmo. 

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2024 YR4

Sobre 2024 YR4
(Acréscimos de Fevereiro/2025)

O objeto foi descoberto em 27 de dezembro de 2024 pelo projeto Atlas, financiado pela Nasa.

A ESA, a agência espacial europeia, monitora asteroide recém-descoberto que poderá colidir com a Terra em 2032. Daqui a aproximadamente sete anos, em 22 de dezembro de 2032, um asteroide recém-descoberto, o 2024 YR4, poderá se aproximar da Terra e, caso sua trajetória se mantenha, ele pode colidir com o nosso planeta.

Dias depois, o asteroide 2024 YR4 teve seu risco de colisão com a Terra ampliado após revisão feita por cientistas. Segundo informações divulgadas pela Agência Espacial Europeia (ESA) na última segunda-feira (10/02/2025), as chances do encontro tiveram um aumento considerável de 1,3% para 2,3%. E seis dias depois (18//02/2025), foi divulgado que as chances aumentaram novamente, algo que nunca aconteceu, para 3,1%. Ou seja, as chances de colisão com a Terra TRIPLICARAM em poucos dias. 

Mas em outra reviravolta, em 21/02/2025, dados coletados pela Nasa mostram que as chances do asteroide 2024 YR4 atingir a Terra em 2032 são menores do que aquelas inicialmente divulgadas. Segundo a NASA, existem apenas 0,28% de chances de impacto entre o objeto e a Terra em 2032, e vamos torcer para que o monitoramento do objeto ao longo dos anos, reafirme a previsão.

Normalmente, quando um objeto ameaçador à Terra (PHA) é descoberto, quase sempre tem uma chance baixa de colidir com a Terra. Essa probabilidade tende a diminuir até zerar, conforme os astrônomos monitoram o objeto e determinam melhor sua órbita. 

Quando um objeto passa do limite de 1% de probabilidade de impacto, a Iawn (Rede Internacional de Alerta de Asteroides) dispara um protocolo para a ONU, SMPAG (Grupo Consultivo de Planejamento de Missões Espaciais, que reúne as agências espaciais do mundo), explica Cristóvão Jacques, do Observatório Sonear, única entidade brasileira participante da Iawn. "Iawn e SMPAG foram criadas pela ONU em 2013-2014 como organizações para lidar com impactos do espaço."

Isso na prática significa que esses grupos, ao serem acionados, trabalham para estabelecer um plano conjunto de observação e estudo do asteroide, assim como eventuais estratégias de mitigação de um possível impacto. 

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Apophis


Sobre Apophis
(Acréscimos de Novembro/2024)

Risco do asteroide Apophis colidir com a Terra em 2029 já foi descartadoA Nasa confirmou que não há risco de choque do asteroide com a Terra em 2036 e 2068. (Janeiro/2024)

Em Novembro de 2024, foi anunciado que a passagem do Asteroide Apophis em 2029 pode provocar “Astroterremotos” devido à gravidade da Terra. Em 13 de abril de 2029, o asteroide Apophis se aproximará da Terra a uma distância de cerca de 32.000 Kms, permitindo aos cientistas observações sem precedentes. 

Esses tremores, similares aos terremotos na Terra, poderão deslocar rochas e revelar novas camadas de material. A missão OSIRIS-APEX da NASA, que anteriormente estudou o asteroide Bennu, acompanhará de perto esses fenômenos. As descobertas podem ter implicações significativas para o desenvolvimento de tecnologias de defesa planetária, permitindo estratégias mais eficazes contra possíveis ameaças de asteroides. (Novembro/2024)

E por que estes tremores são tão relevantes? Principalmente porque o objeto tornará a cruzar muito próximo a orbita da Terra em 2036 e 2068. Variações na (distribuição) massa do objeto podem interferir em sua órbita por centímetros ou mesmo milímetros, e o efeito acumulado desta variação ao longo de anos, pode lançar o objeto contra nós ou distante. Só dá para aferir com alguma certeza depois do fato consumado. Antes do fato há apenas simulações em termos de possibilidades. 

Gravitational keyhole

Um Gravitational keyhole (Buraco de fechadura gravitacional) é uma pequena região do espaço onde a gravidade de um planeta altera a órbita de um NEO que passe proximo, de modo que o NEO colide com aquele planeta em uma passagem orbital futura.

O termo foi cunhado por P. W. Chodas em 1999, e ganhou notoriedade devido ao Apophis. Em 2005, foi determinado por simulações e calculos, que Apophis não atingiria a Terra em 2029, mas poderia passar por um Gravitational keyhole, levando a impactos em 2036.

Posteriormente um choque em 2036 também foi descartado, mas agora entende-se que mesmo que o objeto não atinja um Gravitational keyhole, pode sofrer astroterremotos e ter sua orbita levemente alterada, pela alteração na distribuição da massa do objeto. E novos calculos precisarão ser feitos, caso isso de fato aconteça. (fim da atualização)

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Atualmente existe o Near-Earth Object Program, criado e mantido pela Nasa, com observadores e observatórios em todo o Mundo, Brasil inclusive, e que visa catalogar e monitorar os “objetos próximos a Terra”.

Clique aqui para ver os Diagramas Orbitais, ou aqui para ver a Tabela atual de Riscos, segundo o programa Near-Eatrh Object.

Choque de Jupiter com o cometa Schoemaker-Levy 9 , em 1994

Clique na imagem para ver simulação
  • Ao longo de seis dias, foram observados 21 impactos com fragmentos do cometa,
  • Cada uma das 21 explosões resultantes, acabaria com a vida humana na Terra,
  • A maior teve um raio de 6 mil Kms, ou seja, do tamanho de nosso Mundo.
Comet Showmaker-Levy 9 colliding with Jupiter in 1994


Rocha atinge Júpiter e provoca maior 
clarão desde 1994 
(Acréscimo de Junho/2022)
 
Uma rocha espacial atingiu a "superfície" gasosa de Júpiter em outubro do ano passado e o impacto dessa colisão, que pode ter sido a maior em 28 anos, foi tão forte que observadores aqui da Terra conseguiram capturar o fenômeno.  

De acordo com os cientistas que fizeram o registro, astrônomos e astrofísicos da Universidade de Kyoto, no Japão, essa explosão foi equivalente a 2 milhões de toneladas de TNT e provocou o maior clarão explosivo já capturado no gigante gasoso desde 1994, quando o cometa Shoemaker-Levy 9 atingiu o planeta com uma força de mais de 300 milhões de bombas atômicas. 

O estudo, que ainda não foi revisado por pares, também descreve que a rocha tinha uma massa de cerca de 4,1 milhões de kg e entre 15 a 30 metros de diâmetro, o suficiente para liberar uma energia de impacto equivalente ao meteorito Tunguska, que atingiu a Terra em 1908. (matéria jornalistica)

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1950 DA 
(Acréscimo de Julho/2021)

1950 DA (asteroide 29075) é um asteroide Apollo, um esferóide assimétrico com diâmetro de 1.1 km, e gira ao redor do próprio eixo em 2.1 horas. 

Foi descoberto em 22 de fevereiro de 1950, por Carl Alvar Wirtanen.

Esse é o objeto que, segundo informações atuais (Julho/2021), tem maiores chances de impactar diretamente a Terra.

Segundo dados do JPL/NASA (Jet Propulsion Laboratory) , as chances de colisão no ano 2880, são de 1 em 8.300.


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Proporcionalmente, a Crosta terrestre é mais fina do que a casca de um ovo


Um Neo não exerce influencia gravitacional significativa sobre nosso Mundo, mas sofre influência dele devido as dimensões da Terra.

Dependendo da composição, ângulo de entrada e dimensões do objeto, uma colisão produziria ondas de choque que varreriam o manto terrestre, gerando terremotos por todo a crosta e criando um imenso vulcanismo.

Imagine-se ao jogar uma pedra em um lago, não produziria ondulações ?

O choque com um NEO de proporções razoáveis poderia fazer o mesmo com o nosso manto, fazendo balançar o que estiver flutuando nele, ou seja, os continentes.

Isso sem falar na gigantesca camada de detritos que seria lançada na atmosfera terrestre, caso o objeto tenha seu impacto em terra firme. Caso caia em um dos oceanos, imensos tsunamis com ondas de velocidade quase supersónica, de centenas de metros de altura, seriam formadas.

E este evento também teria o potencial de criar uma “Mudança Polar”, evento o qual a crosta gira sobre o manto, fazendo com que as posições relativas de continentes sejam mudadas. Então e em relativas poucas horas, o Alasca poderia estar em uma zona tropical, e a África em uma zona polar.

A soma de todos os efeitos somados, por si só devastadores, também poderiam alterar o torque de rotação do planeta, trazendo ainda mais problemas, alterando seu Eixo imaginário e promovendo a Verticalização.

O torque pode ser entendido com a própria inércia da interação do manto e núcleo, ou seja, as correntes de material fundido circulando entre si, formam uma força manifestada no movimento giratório de toda esta interação. Isso é o torque, que gera o campo magnético da Terra e faz com que ela gire, sendo a inercia a manutenção continua deste movimento, já que nada o interrompe.

Em 2013, uma pesquisa liderada pelo Dr. Hrvoje Tkalcic da Universidade Nacional Australiana, demonstrou que o núcleo da Terra gira a diferentes velocidades, acelerando e desacelerando com frequência, e este movimento não é sincronizado com a da massa restante do planeta. 

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Vênus, o nosso vizinho cósmico, é o único planeta do sistema solar que gira “ao contrário”, e uma das teorias mais aceitas sobre o motivo, versa sobre o choque com um objeto que teria feito o planeta girar como um pião, e mudando para sempre a orientação de sua rotação.

Marte, nosso outro vizinho e que já teve, segundo evidências, um meio ambiente propício a vida como conhecemos, possui a maior cratera de impacto do sistema solar, e este choque foi determinante para a condição atual do planeta.

Concepção do o que deve ter ocorrido no passado remoto


A mancha amarela abaixo, é a maior cratera de impacto do Sistema Solar,  
a cratera tem uma forma elíptica de 10.000 km de extensão 
e fica na região marciana de Tharsis.  


Uma equipe do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) calculou, 
graças a simulações, que o asteróide teria entre 1.600 e 2.700 km de diâmetro.


Outro corpo celeste que sofreu um forte impacto foi Urano, que possui um eixo imaginário com fortíssima inclinação, resultado de pelo menos um grande impacto com outro objeto celeste.

Rotação de Urano


Missões espaciais como a Deep Impact e o Wise,  contribuem para a coleta de mais dados sobre os NEOs, e fornecem informações para a criação de eventuais e futuras intervenções, visando evitar que um destes objetos de tamanho significativo, caia sobre nossas cabeças e extermine a vida humana, como ocorrido em pelo menos 3 das 5 grandes extinções do planeta Terra.

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A Pergunta
(Acréscimo de texto de 2013)



Em Março (2013) publiquei texto em alguns espaços sobre o evidente aumento do nível de informação e de preocupação com os NEOs. Como venho acompanhando isso há mais de uma década, percebo com clareza a mudança de algo que era "fantasia", para algo que está em nosso cotidiano planetário.


"E os NEOs?

Aos poucos o tema vem sendo divulgado publicamente, eu acompanhei este processo todo, mas então era um ou outro q esporadicamente passava próximo a nós.

Mas parece agora q há um "enxame" deles "tirando tinta" da Terra. Sei os numeros, são milhares deles, mas a periodicidade com q vem se aproximando parece estar menor.

E a queda na Russia? E agora dois cometas?

Mas se a preocupação já havia pela própria existência da Escala Torino e do "NEO Program" da Nasa, q atua em conjunto com outras agencias e instituições, a partir da missão Deep Impact até a atual missão da ESA, q visa testar um dispositivo para mudança de trajetória destes objetos, ela agora "salta os olhos".

Não estão mais estudando, estão APLICANDO, tudo em um curtíssimo espaço de tempo, se pararmos para refletir. A Escala Torino foi instituida por volta de 1998. A Deep Impact realizou sua missão apenas 7 anos depois, e em menos de 8 anos, já estamos realizando testes para desvia-los.

Pq tanta rapidez e preocupação?"

A Resposta ...
... é provável que seja esta, de Novembro/2013.

Cientistas advertem sobre maior probabilidade de impactos de asteróides

A probabilidade de um asteroide bater na Terra é maior do que se pensava previamente, e poderia acontecer a cada três ou quatro décadas, de acordo com um estudo publicado na revista Science.
Esta pesquisa aconteceu como consequência do impacto ocorrido na cidade russa de Chelyabinsk, perto dos montes Urais, de um asteroide de 20 metros de diâmetro em fevereiro passado e que surpreendeu por sua incomum potência ao destroçar vidros a mais de 30 quilômetros em torno e provocar milhares de feridos.
Na época, os especialistas assinalaram que se tratava de um raro evento astronômico que acontecia a cada 100 ou 200 anos, e citaram que o último caso semelhante tinha acorrido em 1908.
“A imprevista chegada do meteorito e a violência do impacto foi uma chamada de atenção”, afirmou Qing-Zhu Yin, um dos autores do relatório e astrônomo da Universidade da Califórnia (EUA).
De fato, os resultados do incidente de fevereiro fizeram os cálculos serem reajustados, e a probabilidade do impacto está agora em cada três ou quatro décadas.
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Departamento de Coordenação de Defesa Planetária(DCDP)
(Acréscimos de Novembro/2024)

Em inglês, Planetary Defense Coordination Office (PDCO), é uma organização de defesa planetária criada em janeiro de 2016 na Divisão de Ciência Planetária da Diretoria de Missão Científica da NASA.

O PDCO recebeu a tarefa de catalogar e rastrear objetos próximos da Terra (NEOs) potencialmente perigosos, como asteroides e cometas, maiores que 30-50 metros de diâmetro, e coordenar uma resposta eficaz às ameaças e esforços de mitigação.

Inclui várias missões importantes da NASA, como o OSIRIS-REx, o NEOWISE e Double Asteroid Redirection Test (DART). (Fim da atualização)

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Missão Hera
(Acréscimo de Dezembro/2019)

A Agência Espacial Europeia (ESA) aprovou oficialmente (03/12/2019)  a Missão Hera, que vai avaliar os resultados do Teste de Redirecionamento Duplo de Asteroides (DART) da Nasa. O lançamento será no dia 9 de julho de 2021, com o foguete SpaceX Falcon, e vai alcançar o sistema de dois asteroides Didymos em outubro de 2022.


A sonda da Nasa vai colidir com Didymoon, o satélite natural de 165 metros de largura que orbita o Didymos, uma rocha espacial de 775 metros. Enquanto isso, os telescópios aqui na Terra vão documentar como o impacto afeta Didymoon e sua órbita, ajudando os pesquisadores a avaliar a eficácia da estratégia de desvio de asteroides por impacto. A equipe do DART espera há muito tempo dados de longo alcance complementados por observações de perto. 
Didymos e Didymoon
Apesar de o lançamento do DART estar programado para 2021, o Hera deve ser lançado apenas em 2023 ou 2024, chegando ao sistema Didymos dois anos depois. A sonda europeia vai coletar uma variedade de dados sobre as rochas espaciais com a ajuda de pequenos CubeSat, satélites miniaturizados usados em pesquisas espaciais, que realizarão pousos nos asteroides, segundo a ESA.

O Explorador de Prospecção de Asteroides (APEX), fornecido por um consórcio formado por Suécia, Finlândia, República Tcheca e Alemanha, vai investigar a estrutura interior e a composição da superfície das rochas do sistema. Além disso, a missão estudará sua estrutura e seu campo gravitacional.

Nasa confirma sucesso em alterar 
trajetória de asteroide
(Acréscimo de Outubro/2022)

A Nasa confirmou nesta terça-feira (12/10) que o impacto de sua espaçonave Dart na superfície do asteroide Didymoon, localizado a cerca de 11 milhões de quilômetros da Terra, conseguiu desviar a trajetória dele, como era a intenção da missão.

O administrador da agência espacial americana, Bill Nelson, disse que, antes do impacto, o Didymoon levava 11 horas e 55 minutos para orbitar outro asteroide maior, chamado Didymos, com o qual forma um sistema de asteroide duplo. A nave conseguiu reduzir essa órbita em 32 minutos.

"Teria sido um sucesso se tivesse desacelerado [a órbita] em apenas cerca de 10 minutos, mas na verdade a reduziu em 32 minutos", disse Nelson, comemorando o sucesso da missão realizada em setembro. A órbita do Didymoon agora se aproximou cerca de dez metros do outro asteroide, e a mudança resultante em sua trajetória é permanente.

Foi a primeira vez na história da humanidade que se tentou mudar a trajetória de um corpo celeste, como teste para um possível futuro caso em que se precise proteger a Terra de asteroides semelhantes ao que causou a extinção dos dinossauros há 66 milhões de anos. (matéria jornalistica) 

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Impactos causados por cometas 
(Acréscimo de Abril/2020)

 A hipótese do Impacto do Younger Dryas

Um novo estudo alerta sobre o risco que cometas podem representar à Terra mesmo quando se partem em dois ou mais pedaços - como aconteceu recentemente com o cometa interestelar 2I/Borisov e também com o cometa C/2019 Y4 Atlas, que poderia ficar visível no céu do mês de maio. 

De acordo com o artigo, um desses eventos, inclusive, pode ter causado o Impacto do Younger Dryas, há cerca de treze mil anos.

A hipótese do Impacto do Younger Dryas afirma que um resfriamento climático teria afetado o hemisfério norte da Terra durante 1.300 anos, causando a extinção de uma megafauna e exterminado a cultura Clovis, composta pelos primeiros habitantes do continente americano. A causa disso seria a queda de um objeto espacial.

Em seu novo estudo, o astrônomo William Napier, do Instituto de pesquisa astronomica de Armagh, na Irlanda do Norte, descreve como um cometa quebrado poderia ter sido o responsável pelo Younger Dryas e argumenta que esses pedaços de cometas poderiam ter ajudado a moldar o fluxo da vida na Terra.  Isso poderia acontecer novamente, segundo Napier.

Embora existam diversas evidências que sustentam a Hipótese do Younger Dryas, ela ainda não é comprovada. Por isso, muitos estudos são publicados, apontando os sinais de que um impacto, de fato, alterou o rumo da vida na Terra naquela época. Napier escreve que a ideia de um impacto cósmico "é apoiada pela presença de altas concentrações de poeira rica em platina em trinta locais no hemisfério norte".

Napier também menciona evidências de rápidas mudanças na flora e fauna combinadas com a platina - um elemento associado a asteroides e cometas - e outras indicações de impactos celestes com o rápido resfriamento do clima. Ele também cita evidências de incêndios florestais em grande escala ao mesmo tempo, quando até 10% da biomassa da Terra foi queimada em um período de semanas, talvez apenas dias.

Um dos candidatos a responsáveis pelo Younger Dryas é o cometa Encke, que ainda pode ser visto no espaço, mas teria se partido, arremessando um de seus pedaços na Terra.

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Não haveria muito a fazer
(Acréscimo de Maio/2021)

Um grupo de cientistas das agências espaciais dos EUA (Nasa) e Europa (ESA) realizou um exercício para estudar as opções para evitar o impacto de um asteroide com a Terra. E os resultados são preocupantes: mesmo que a rocha fosse detectada com seis meses de antecedência, não haveria muito o que poderíamos fazer para evitar um desastre de grandes proporções.

O exercício, que durou quatro dias, considera um asteroide hipotético chamado 2021PDC, com tamanho “entre 34 e 800 metros” e detectado a 56,3 milhões de km de nós. A cada dia os cientistas avançavam algumas semanas no tempo e descobriam mais detalhes da ameaça, como seu tamanho e trajetória.

Novas análises da trajetória mostram que 2021PDC “certamente” irá atingir a Europa ou o Norte da África. Começam os esforços para projetar uma missão que possa destruir o asteroide ou alterar sua trajetória. 

Mas os cientistas concluíram que tais missões não seriam capazes de decolar no curto espaço de tempo antes do impacto. “Se confrontados com o cenário hipotético de 2021PDC na vida real, com a capacidade atual não seríamos capazes de lançar qualquer espaçonave em tão pouco tempo”, disseram os participantes.


desviar asteroide que poderia acabar 
com vida na Terra 
(Acréscimo de Julho/2021)

Como num filme de ficção científica, pesquisadores chineses traçaram um plano de enviar 23 dos maiores foguetes da China para desviar um asteroide enorme, algo que poderia ser crucial caso um corpo celeste entre de fato em rota de colisão com a Terra.

Segundo especialistas do Centro Nacional de Ciências Espaciais do país, simulações matemáticas apontaram que a estratégia de foguetes atingindo simultaneamente um grande asteroide poderia desviá-lo de seu caminho original a uma distância de 1,4 vezes o raio da Terra.

Os cálculos são baseados em um asteroide chamado Bennu, que orbita o Sol e é tão largo quanto o arranha-céus Empire State Building, em Nova York, que tem 381 metros de altura e está entre os 50 maiores edifícios do mundo. 

O Bennu pertence a uma classe de rochas com potencial para causar danos regionais ou continentais — estima-se que asteroides medindo mais de 1 km poderiam gerar consequências globais.

Nele, os cientistas afirmam que "os impactos de asteroides representam uma grande ameaça para toda a vida na Terra" e que a estratégia de lançar algo contra eles é a abordagem mais possível, porém com efeito limitado.

Por isso, eles passaram a calcular o envio de um conjunto de objetos contra eventuais asteroides em rota de colisão com o planeta.

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(Acréscimo de Abril/2022)

Documento liberado pelo Comando Espacial dos EUA, USSC, revela que a bola de fogo que atravessou os céus de Papua Nova Guiné em 2014 era na verdade um objeto em movimento ultrarrápido, vindo de outro sistema estelar. Cientistas já alertavam sobre essa possibilidade, mas só com a liberação de dados secretos a origem foi confirmada.

O objeto, um pequeno meteorito de apenas 45 centímetros de diâmetro, atingiu a atmosfera da Terra no dia 8 de janeiro de 2014, com uma velocidade estimada em mais de 210 mil km/h, que excede em muito a média da velocidade dos meteoros que orbitam dentro do sistema solar.

Um estudo feito em 2019 argumentou que a velocidade da pequena rocha, juntamente com a trajetória de sua órbita, indicava com 99% de certeza que a origem do objeto estava muito além do nosso Sistema Solar, muito possivelmente vindo do interior profundo de um sistema planetário ou de uma estrela dentro do espesso disco da Via Láctea.

Agora, pesquisadores do USSC confirmaram oficialmente as descobertas da equipe e em memorando datado de 1º de março de 2022, o tenente-general John E. Shaw, vice comandante do USSC, escreveu que a análise feita em de 2019 era de fato “suficientemente precisa para confirmar a trajetória interestelar do objeto. 

Essa confirmação tardia faz do meteoro de 2014 o primeiro objeto interestelar já detectado em nosso sistema solar.

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Processo continuo e gradual
O Choque com um NEO pode representar uma enorme tragédia para a Humanidade, e devemos buscar nos prevenir disso. Portanto iniciativas como as da NASA e da ESA para nos proteger de PHOs (Potentially Hazardous Objects) ou Objetos potencialmente perigosos, são muito bem vindas. O conceito de PHOs engloba o de PHAs (Potentially Hazardous Asteroids), sendo mais recente e amplo por abranger também os cometas.

Por outro lado, por exemplo, o choque com um NEO de proporções gigantescas nos deu a Lua, e sem nosso satélite o desenvolvimento da vida na Terra seria impossível.

E bilhões de anos depois, outro evento menor mas similar, ocorrido há 65 milhões de anos, possibilitou a ascensão dos mamíferos, cuja a evolução resultou em Nós, os Seres Humanos.


Portanto o choque com NEOs demonstra ser um processo contínuo e natural, que destrói mas também cria condições para o desenvolvimento da vida e sua evolução.



Leia:
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Profeticamente falando



Alguns exemplos:
Jeane Dixonvidente norte-americana de renome e que acertou diversas previsões, como o lançamento do Sputnik e a morte de Kennedy, também profetizou que "Ocorrerá algo que abalará literalmente a Terra... um fenômeno natural que, creio, será a intervenção divina, algo como um meteoro. Acontecerá numa questão de minutos e envolverá o deslocamento das águas ...

... A Terra tremia sob meus pés. Depois, foi como se o mundo deixasse de girar em redor de seu eixo. Vi que, neste século, haverá muitas mudanças geológicas e geográficas, bem como inúmeros terremotos. ... Onde agora existe água, haverá terra, e onde agora há terra, haverá águas revoltas e violentas, que correrão e destruirão tudo que encontrarem à sua passagem.

São Pio (Padre Pio de Petrelcina), Padre Italiano que foi canonizado por João Paulo II, e que jamais teve qualquer ligação com os demais citados, também afirmou que "Um meteoro cairá sobre a Terra e tudo estremecerá. Será um desastre muito pior que uma guerra. Muitas coisas desaparecerão. Esse será um dos sinais... a terra tremerá e o pânico será grande... o terremoto será como uma serpente deslizando por todos os lados. E muitas pedras cairão e muitos homens morrerão... Os homens viverão uma experiência trágica. Muitos serão arrastados pelas águas, muitos serão transformados em cinza pelo fogo...

Outro exemplo é o de Benjamim Solari Parravicini, vidente argentino que registrou o futuro do Mundo em mais de mil desenhos premonitórios, e que previu que "Um planeta será ferido por um planeta apagado que roda os espaços. Esse planeta será a terra. A ferida do choque será na parte sul do hemisfério Norte e arrancará grande parte. Então o mundo terra vai tremer como um vulcão, igual a quando foi arrancado o pedaço da "América do Sul" hoje chamado no alto de "Suna". De novo o diluvio de novo a escuridão, de novo o eixo em seu lugar, de novo o rodar e um novo mar no fosso deixado, e de novo outra lua que brilhará mais.".

Os três exemplos acima dizem a mesma coisa, que haverá um choque de um NEO (Near Earth Object - Objeto próximo a Terra) com a Terra, que as águas tomarão terras secas, que haverá a escuridão (3 dias de escuridão da Bíblia, 3 dias e 4 noites de escuridão no Corão), e que o Eixo imaginário de nosso Mundo sofrerá alteração, dentre outros eventos.


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Curiosidade:

'Comet fever pills' e 'Anti-comet pills'



Durante a passagem do Cometa Halley em 1910, espalhou-se o boato global de que o cometa atingiria a Terra e que seria o fim do mundo. Isso de fato causou pânico em milhares de pessoas. O choque com a Terra foi desmentido, embora muitos tenham até cometido suicídio por causa disso. 


Mas logo espalharam-se novos boatos de que embora o cometa não atingisse a Terra, que passaria perto o suficiente para sua cauda interagir com nossa atmosfera, o que liberaria gás Cianeto altamente venenoso, que se espalharia na atmosfera e todos sufocariam. Rapidamente charlatães enriqueceram com a venda de máscaras de gás, garrafas de oxigênio e "Comet Pills".

As "Comet Pills" supostamente protegiam as pessoas do gás cianeto que as mataria, e as Vendas dispararam.






(clique nas imagens para amplia-las)

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