O verdadeiro objetivo do conhecimento profético se alcança apenas pela reforma interior, e não pelo conhecimento acumulado em si mesmo.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Ufolatria


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Ufolatria 

é a substituição ou a mistura de supostos ets, com profetas, anjos e até mesmo DEUS.

Esta linha de pensamento lida com elementos controversos que misturam aspectos da Fé tradicional, com supostas comunicações ou aparições de seres extraterrestres.

Talvez inspirados pela obra literária "Eram os deuses astronautas", que busca evidencias de contatos extraterrestres ancestrais e traça teorias para explica-las, este tipo de pensamento, a ufolatria, leva ao entendimento extremo do conceito, e faz com que tudo tenha origem extraterrestre, da origem da vida na Terra a experiências de quase-morte, passando por "profecias" e "ensinamentos".


Antigos Astronautas? Antigas Civilizações? Ou Ambos?



 ** Atualizacao Novembro/2016 **

Hoje a série 'Alienigenas do Passado' (Ancient Aliens), apresentada por Giorgio A. Tsoukalos exibida desde 2010 no History Channel, faz bem a promoção deste conceito.


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A ufolatria compõem 3 dos 6 aspectos principais da Exoteologia :

- Superioridade extraterrestre.
A possibilidade de contato com seres intelectualmente, culturalmente, geneticamente, tecnologicamente e espiritualmente superiores. Como lidar com estas questões e suas implicações nas Religiões e modo de vida na Terra?

- Missão espiritual de ETs.
Considerando os supostos contatos, estariam os ets em algum tipo de “missão espiritual”? 
Outro desdobramento desta questão é sobre as visões de extraterrestres luminosos ou não-corpóreos tem levado alguns homens a considerá-los semi-deuses. Haveria veneração a estes seres em caso de contato pleno?

D) ETs e sua interferência no desenvolvimento humano.
A evolução humana, em algum momento do passado remoto, teria tido interferência direta de extraterrestres? Então como encaixar DEUS neste processo ?



Afirmações diversas, Suicidios e Fanatismo


     Então eu tenho visto, ao longo dos anos, diversos exemplos e variações da ufolatria, e demorei a perceber que "se comporta" como qualquer outra FÉ, porque assim como em outras Religiões, se assumem pressupostos que em foro intimo fazem sentido e podem ser motivação de vida e até de violência.

O que eu estou dizendo não é novo, temos o Heaven´s Gate, os Raelianos e até a Cientologia falando disso, mas a ufolatria não é uma Religião organizada, é um sentimento compartilhado por muitos, é algo diferente do entendimento racional da possibilidade de vida exógena, e mesmo dos eventuais contatos efetivos com tais seres.

A ufolatria trata da mistica, de crença, do "querer acreditar", assim como tantas outras afirmações de outras Religiões, a ufolatria tem que abastecer seus "fieis" com material continuo, visando se auto-sustentar, se manter "viva".

Portanto variadas afirmações são feita de forma recorrente por esta linha de pensamento, e pelo o que eu posso apurar, até o momento são poucas as correntes ou os pesquisadores que defendem este conceito, que se preocupam com sua coerência.

Então variadas "fontes" afirmam o que querem, e como nada do que afirmam ocorre ou é verificado, novamente surgem afirmações que buscam justificar as afirmações anteriores, e isso segue indefinidamente, reciclando datas e afirmações que novamente não se cumprem ou não se sustentam, e isso não parece incomodar a quem estuda o tema, pelo contrário, os encoraja a "continuar" divulgando coisas que não procedem.


Isenção

A ufologia e a ufolatria tem aspectos em comum, mas a postura é talvez o principal diferencial entre elas, e isso é basicamente composto de um elemento : Isenção.

Pois assim como para quem tem Fé, pode ser dificil ou mesmo impossível dissociar o sentimento religioso do conhecimento religioso, para a ufolatria dá-se o mesmo, porque tudo tem que ser verdade, pois do contrário, não tem porque existir.

Então e em outras palavras, o Equilibrio, o Bom Senso, a Lógica e a Racionalidade, o Método Científico são pressupostos básicos para a ufologia séria.

Para a Ufolatria, estes aspectos são dispensáveis, assim como é dispensável se provar a Ressureição ou o Inferno para o crente que assim Crê.


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E as tais Mensagens espirituais dos ets?


Este trecho é direcionado, principalmente, para aqueles que concordam e absorvem estas mensagense se as buscam, admitem uma realidade fora da sua, de cunho
 espiritual / transcendental.

Você considera que a consciência ao morrermos, vai para o inferno ou pro Céu e pronto, ou ainda que descansa em sono inconsciente, ou que simplesmente a consciência desaparece para sempre? Então pule este texto porque talvez isso não lhe faça sentido algum.

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Porque este trecho é principalmente para aqueles que admitem uma realidade fora da sua, de cunho espiritual / transcendental.

Esta realidade existe, eu concordo, mas para entende-la melhor, você deve compreender que de acordo com suas tendencias, nem tudo o que se mostra do "outro lado" da existência, é positivo, verdadeiro e visa nosso bem.

Então deve-se ter muito critério na analise e na divulgação destas canalizações, que são expressões de mediunidade,  posto que podem visar unicamente ser o foco da credulidade dos que os ouvem e "consomem" tais mensagens, e sem qualquer veracidade.


E sobre as aparições e mensagens espirituais de ets?

Estas aparições a que me refiro não são as das supostas naves espaciais, sendo monitoradas por radares, filmadas e testemunhadas por pessoas isentas e aleatórias, já que são aparições que podem ser aferidas por critérios práticos.

Falo de eventos de cunho espiritual, relatados por alguns como demonstrações da proximidade e da comunicação com extraterrestres, intra-terrestres, seres multidimensionais e etc ..  .

Cabe compreender que mesmo diante de um evento real de natureza fantástica, digamos assim, não é a aparência ou o nome auto-declarado que definem a relevância de uma mensagem desta natureza, mas é a própria mensagem que assim se define, e isso é determinante para a comprovação da fonte.


Canalização é Mediunidade

Então você pode pensar : "mas o autor está louco, eu não acredito em reencarnação ou em Espiritismo!!".

OK, mas como então você entender a questão se pretende estuda-la? Como é que você quer ler em japonês, se só entende português?

A escolha É SUA!!

Se escolher estudar este tema, faça um esforço e entenda pelo menos os "ideogramas básicos", se deseja compreender melhor alguns dos mecanismos envolvidos nas mensagens que lhe atraem.

Busque se informar, conhecer o tema sobre o qual deposita sua confiança.


Caso contrário desista do assunto, não insista para não ser enganado !!


Há que se distinguir “Espírito” que possue corpo fluídico e não físico, de “extraterrestre”, que é ser de corpo físico como nós Humanos.

O texto Exoteologia - Outros aspectos - Kardecismo, é explicado em termos simples, que o espírito pode habitar em todo o Universo, pois a matéria não lhe é mais uma limitação.

Mas o extraterrestre não, pois necessita das condições para viver, de acordo com sua própria natureza. Ar ou água, temperatura, pressão; tudo isso lhe limita a condição de habitabilidade, como acontece com qualquer ser corpóreo.

Então é um engano unir/confundir supostos Ets com espiritualidade, porque diante da dificuldade de discernir com clareza a fonte e intenção destas mensagens, pode-se com facilidade 'embarcar na furada', e afirmo isso também porque a análise destas afirmações demonstra que, no minimo, não se cumprem.

Em geral os únicos elementos de verdade contidos esparsamente nestas fontes, são réplicas de conhecimento Humano ou do conhecimento oriundo da verdadeira espiritualidade, presente aqui mesmo entre nós e disponível a todos.

Espíritos existem por todo o Universo, mas a vida corpórea está limitada as condições de desenvolvimento e sustentação que lhe são próprias, neste ou em outros Mundos.

Portanto o ponto X aqui é a dificuldade de discernimento sobre o que nos é dito oriundo destas fontes, e o ceticismo saudável e a análise do conteúdo sempre irá ajudar na compreensão do fenômeno em observação.

Então mais acima, ao mencionar que é um engano unir supostos ets com espiritualidade, me refiro em basear esta premissa em fenômenos, narrativas ou ainda em auto-declarações de nomes de relevância.

Estes temas se unem em algum nível, Espiritualidade e Vida na Terra e fora dela, mas como dito temos a dificuldade de discernir com clareza a fonte e intenção destas mensagens, e nos cabe muito a aprender neste sentido.


Menos de 10 %
 
Quando falamos de mensagens supostamente oriundas de espíritos, entendo que devemos recorrer ao entendimento de pessoa ou pessoas, que mais se dedicaram ao entendimento deste controverso tema, e Hyppolyte Leon Denizard Rivail foi um dos melhores neste tema.

Sob o pseudonimo de Allan Kardec, o codificador do Espiritismo relata em Maio de 1863 no estudo "Exame das comunicações medianímicas que nos são dirigidas", publicado na Revista Espírita na França, que teve acesso a 3600 mensagens de caracter mediúnico, de variadas fontes.

83% (3000) NÃO mereceram censura prévia, e foram analisadas. Destas 3000, apenas 100 demonstraram mensagem relevante, e outras 200 mereceram divulgação. Ou seja, no total, apenas 8 % das mensagem foram divulgadas, e somente 3% foram consideradas realmente relevantes.


Conclusão de Kardec: 
“No mundo invisível como na Terra, não faltam escritores, mas os bons são raros”.


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Biblia

A Bíblia, quando faz a recomendação para que "não se consulte os mortos", parece firmemente baseada na experiência ancestral destes contatos, que revelou, assim como apurado por Kardec no Século 19, que a imensa maioria destas comunicações não agrega conhecimento, apenas confunde.

E que diante da falta de preparo da maioria, frente ao discernimento sobre estas comunicações, o correto é deixa-las de lado.

Portanto, assim como diversas outras recomendações diretas do judaísmo, que possui nada menos que 613 Mandamentos, a ordem de "não consultar os mortos" é dada, já que explicações demandariam conhecimento e consciência por parte de todos para um completo entendimento, e isso não é possível.

Mais simples e efetivo é simplesmente proibir, o que, como vemos, acaba fazendo muito sentido.
 

Portanto, algumas dicas :

1. Não aceitar cegamente textos sem um controle severo. Publicar sem exame, ou sem corretivo, tudo quanto vem dos Espíritos, seria dar prova de pouco discernimento;

2. Ao lado de comunicações francamente más, outras há que são simplesmente triviais ou ridículas. Tais publicações têm o inconveniente de induzir em erro pessoas que não estejam em condições de aprofundar-se e de discernir entre o verdadeiro e o falso;

3. Há comunicações que podem prejudicar gravemente a causa que pretendem defender, em escala muito maior que os grosseiros ataques e as injúrias de certos adversários;

4. A importância que, pela divulgação, é dada às comunicações de Espíritos inferiores os atrai, os excita e os encoraja;

5. Os Bons Espíritos ensinam mais ou menos a mesma coisa por toda parte, porque em toda parte há os mesmos vícios a reformar e as mesmas virtudes a pregar. Por isso, há centenas de lugares onde se obtêm coisas semelhantes, e o que é de poderoso interesse local pode ser banalidade para a massa;

6. Uma coisa pode ser excelente em si mesma, muito boa para servir de instrução pessoal, mas o que deve ser entregue ao público exige condições especiais. Convém, portanto, rejeitar tudo quanto, pela sua condição particular, só interessa àquele a quem se destina. E também tudo quanto é vulgar no estilo e nas ideias, ou pueril pelo assunto;

7. Mesmo a pessoa mais competente pode enganar-se; tudo está em enganar-se o menos possível. Há Espíritos que se comprazem em alimentar, em certos médiuns, a ilusão de que não estão sujeitos a enganos. Por isso, nunca seria demais recomendar a estes não confiar em seu próprio julgamento. Nesse sentido, os grupos são importantes pela multiplicidade de opiniões que neles podem ser colhidas. Aquele que, neste caso, recusasse a opinião da maioria, julgando-se mais esclarecido que todos, provaria super abundantemente a má influência sob a qual se acha;

8. Ao lado de alguns bons pensamentos encontram-se, por vezes, ideias excêntricas e traços inequívocos da mais profunda ignorância. Nesta espécie de trabalho mediúnico é que mais evidentes são os sinais da obsessão, dos quais um dos mais frequentes é a injunção da parte do Espírito de os fazer imprimir;

9. Nenhuma precaução é excessiva para evitar publicações lamentáveis. Em tais casos, mais vale pecar por excesso de prudência, no interesse da causa;

10. Publicando comunicações dignas de interesse, faz-se uma coisa útil. Publicando as que são fracas, insignificantes ou más, faz-se mal em vez de bem;

11. Uma consideração não menos importante é a da oportunidade. Comunicações há cuja publicação é intempestiva e, por isso mesmo, prejudicial. Cada coisa deve vir a seu tempo;

12. Não se trata de desencorajar as publicações. Mas mostrar a necessidade de rigorosa seleção do material. 



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O Pior Erro


Mas o pior erro é tirar DEUS deste processo, como muitos vem fazendo, e O substituindo por supostos seres extraterrestres.

É um tipo de neo-paganismo,  a substituição do Criador pelas criaturas, e isso somado as afirmações feitas que jamais se comprovam, levando todo o tema ao descrédito, resvalando também na Ufologia e na Escatologia, temas por si só muito controversos.

DEUS criou TUDO, inclusive os espíritos, pressupostos para a vida física de qualquer natureza, planeta ou Universo, e portanto, seres extraterrestres são parte disso.

E DEUS é eterno e perfeito, enquanto suas criaturas, deste Mundo ou de outros, devem buscar evoluir em Sua direção.




Não deixe de ler :











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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Escala Torino e Panspermia





O Sol e os planetas do Sistema Solar interior (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte) são exibidos na ilustração abaixo em pontos verdes, e cada ponto vermelho representa um asteroide. 


Os tamanhos não estão em escala


Resultados recentes da NEOWISE, da missão WISE, que mapeia a presença de asteróides utilizando infravermelho, são exibidas a esquerda (new model), em relação a projeção anterior (old model) sobre asteroides próximos da Terra de médio e grande porte, 
a partir do comprimento de onda visíveis. 

A boa notícia é que o Neowise estima que há 40% menos asteroides próximos da Terra, maiores de 100 metros, do que o indicado anteriormente por pesquisas de luz visível. 

Com base na imagem infravermelha, os resultados são mais precisos. 

Aquecidos pelo sol, os asteroides do mesmo tamanho tendem a irradiar a mesma quantidade de luz de espectro infravermelho, mas podem refletir diferentes quantidades de luz visível, dependendo do material de sua superfície e de sua forma. 

Os resultados apontam para uma estimativa entre 19.500 a 35.000 objetos de médio e grande porte próximos da Terra, e a maioria deles ainda permanece desconhecido.



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A Escala Torino foi criada pelo professor Richard P. Binzel do Departamento de Terra, Atmosfera e Ciências Planetárias, no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

A primeira versão, chamada de "Índice de Risco de objeto Próximo a Terra", foi apresentada em uma conferência da ONU, em 1995.


Principais crateras de impacto conhecidas


Uma versão revisada do "Índice de Risco" foi apresentada na Conferência Internacional sobre NEOs, realizada em Turim (Torino), na Itália, em junho de 1999.

Os participantes da conferência votaram pela adoção da versão revisada, que foi renomeada de "Escala Torino", e reconheceram a necessidade da cooperação internacional, frente o perigo que se apresenta através dos NEOs.

NEO é o acrônimo do inglês "Near-Earth Object" (Objeto Próximo a Terra), termo usado para definir asteróides, meteoritos e cometas, cuja a órbita entra em algum momento, em interseção com a órbita da Terra. Quando ocorrem estas interseções, as chances de colisões, podem ser reais.

Temos exemplos bem conhecidos e contemporâneos, como em Tugunska na Rússia ou no Amazonas, Brasil, em Atalaia do Norte.


Localização do chamado "Evento Curuça", em Atalaia do Norte (AM)



Existe outra escala de medição baseada nesta, e com a mesma finalidade. É mais precisa, e recebe o nome de Escala Palermo.

A Escala Torino vai de Zero a Dez, dividida em CINCO graus de periculosidade :


                                                 ZERO - Eventos sem importância

                                                 UM - merecem monitoramento

                                                 DOIS/TRÊS/QUATRO - merecem monitoramento Cuidadoso

                                                 CINCO/SEIS/SETE - Eventos Ameaçadores

                                                 OITO/NOVE/DEZ - Colisão certa






Com 10 graduações :


GRAU ZERO - Sem chances de colisão. Tb se refere a qualquer colisão espacial que dificilmente atravessaria a atmosfera e colidiria com o solo.

GRAU UM - Chances de colisão improváveis.

GRAU DOIS - Passagem próxima mas as chances de colisão são improváveis. Não é muito raro de acontecer.

GRAU TRÊS - Passagem próxima com chance de 1 % ou mais de colisão capaz de causar destruição local.

GRAU QUATRO - Passagem próxima com chance de 1 % ou mais de colisão capaz de causar devastação regional.

GRAU CINCO - Passagem próxima com ameaça de colisão capaz de causar devastação regional.

GRAU SEIS - Passagem próxima com ameaça de colisão capaz de causar destruição global.

GRAU SETE - Passagem próxima com grande possibilidade de impacto em proporções catastróficas.

GRAU OITO - Colisão certa capaz de provocar destruição local. Acontece uma vez a cada 100 ou 1.000 anos.

GRAU NOVE - Colisão certa capaz de provocar destruição regional. Acontece uma vez a cada 1.000 ou 100.000 anos.

GRAU DEZ - Colisão certa capaz de provocar alterações climáticas globais. Acontece uma vez a cada 100.000 anos.



Na Escala de Torino, o que se encontram são previsões e não resultados efetivos de um evento. Portanto é uma escala em que algumas das variáveis aplicadas, são subjetivas e sujeitas a mudanças, de acordo com a coleta de novas informações sobre o objeto em estudo, e sobre a mecanica de sua trajetória. 

Um objeto é numerado na Escala de Torino, em função da sua probabilidade de colisão, conhecimento este que avança na medida do tempo, e também de sua energia cinética, proporcional à massa do corpo e velocidade do mesmo. 

Apophis



Atualmente existe o Near-Earth Object Program, criado e mantido pela Nasa, com observadores e observatórios em todo o Mundo, Brasil inclusive, e que visa catalogar e monitorar os “objetos próximos a Terra”.

São mais de 5200 objetos catalogados, com tamanho de 1 Km ou mais. Ao todo são quase 20 mil objetos de porte médio próximos a Terra, e quase mil de porte grande.

Clique aqui para ver os Diagramas Orbitais, ou aqui para ver a Tabela atual de Riscos, segundo o programa Near-Eatrh Object.

Choque de Jupiter com o cometa Schoemaker-Levy 9 , em 1994
Cada explosão destas, acabaria com a vida na Terra.
A maior teve um raio de 6 mil Kms, ou seja, do tamanho de nosso Mundo.


Um Neo não exerce influencia magnética significativa sobre nosso Mundo, mas dependendo da composição, ângulo de entrada e dimensões do objeto, a colisão com um destes, produziria ondas de choque que varreriam o manto terrestre, gerando terremotos por todo a crostra, e criando um imenso vulcanismo.

Imagine-se ao jogar uma pedra em um lago, não produziria ondulações ?

O choque com um NEO de proporções razoáveis poderia fazer o mesmo com o nosso manto, fazendo balançar o que estiver flutuando nele, ou seja, os continentes.

Proporcionalmente, a Crostra terrestre é mais fina do 
que a casca de um ovo



Isso sem falar na gigantesca camada de detritos que seria lançada na atmosfera terrestre, caso o objeto tenha seu impacto em terra firme. Caso caia em um dos oceanos, imensos tsunamis com ondas de velocidade quase supersônica, de centenas de metros de altura, seriam formadas.




E este evento também teria o potencial de criar uma “Mudança Polar”, evento o qual a crostra gira sobre o manto, fazendo com que as posições relativas de continentes sejam mudadas. Então e em relativas poucas horas, o Alasca poderia estar em uma zona tropical, e a África em uma zona polar.


A soma de todos os efeitos somados, por si só devastadores, também poderiam alterar o torque de rotação do planeta, trazendo ainda mais problemas, alterando seu Eixo imaginário e promovendo aVerticalização.


O torque pode ser entendido com a própria inércia da interação do manto e núcleo, ou seja, as correntes de material fundido circulando entre si, formam uma força manifestada no movimento giratório de toda esta interação. Isso é o torque, que gera o campo magnético da Terra e faz com que ela gire, sendo a inercia a manutenção deste movimento, caso nada o interrompa.

Vênus, o nosso vizinho cósmico, é o único planeta do sistema solar que gira “ao contrário”, e uma das teorias mais aceitas sobre o motivo, versa sobre o choque com um objeto que teria feito o planeta girar como um pião, e mudando para sempre a orientação de sua rotação.

Marte, nosso outro vizinho e que já teve, segundo evidências, um meio ambiente propício a vida como conhecemos, possui a maior cratera de impacto do sistema solar, e este choque foi determinante para a condição atual do planeta.

Concepção do o que deve ter ocorrido no passado remoto



A mancha amarela abaixo, é a maior cratera de impacto do Sistema Solar,  
a cratera tem uma forma elíptica de 10.000 km de extensão 
e fica na região marciana de Tharsis.  
Uma equipe do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) calculou, 
graças a simulações, que o asteróide teria entre 1.600 e 2.700 km de diâmetro.



Outro corpo celeste que sofreu um forte impacto foi Urano, que possui um eixo imaginário com fortíssima inclinação, resultado de pelo menos um grande impacto com outro objeto celeste.


Rotação de Urano



Missões espaciais como a Deep Impact e o Wise,  contribuem para a coleta de mais dados sobre os NEOs, e fornecem informações para a criação de eventuais e futuras intervenções, visando evitar que um destes objetos de tamanho signficativo, caia sobre nossas cabeças e extermine a vida humana, como ocorrido em pelo menos 4 das 5 grandes extinções do planeta Terra.









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A Resposta?
(Acréscimo de texto feito em Novembro/2013)


Em Março último (2013), publiquei em alguns espaços sobre o evidente aumento do nível de informação e de preocupação com os NEOs. Como venho acompanhando isso há mais de uma década, percebo com clareza a mudança de algo que era "fantasia", para algo que está em nosso cotidiano planetário.


"E os NEOs?

Aos poucos o tema vem sendo divulgado publicamente, eu acompanhei este processo todo, mas então era um ou outro q esporadicamente passava proximo a nós.


Mas parece agora q há um "enxame" deles "tirando tinta" da Terra. Sei os numeros, são milhares deles, mas a periodicidade com q vem se aproximando parece estar menor.


E a queda na Russia? E agora dois cometas?


Mas se a preocupação já havia pela própria existência da Escala Torino e do "NEO Program" da Nasa, q atua em conjunto com outras agencias e instituições, a partir da missão Deep Impact até a atual missão da ESA, q visa testar um dispositivo para mudança de trajetória destes objetos, ela agora "salta os olhos".



Não estão mais estudando, estão APLICANDO, tudo em um curtíssimo espaço de tempo, se pararmos para refletir. A Escala Torino foi instituida por volta de 1998. A Deep Impact realizou sua missão apenas 7 anos depois, e em menos de 8 anos, já estamos realizando testes para desvia-los.


Pq tanta rapidez e preocupação?"


É provável que a resposta pergunta feita em março/2013, seja esta publicada em Novembro/2013.


"A probabilidade de um asteroide bater na Terra é maior do que se pensava previamente, e poderia acontecer a cada três ou quatro décadas, de acordo com um estudo publicado na revista Science.
Esta pesquisa aconteceu como consequência do impacto ocorrido na cidade russa de Chelyabinsk, perto dos montes Urais, de um asteroide de 20 metros de diâmetro em fevereiro passado e que surpreendeu por sua incomum potência ao destroçar vidros a mais de 30 quilômetros em torno e provocar milhares de feridos.
Na época, os especialistas assinalaram que se tratava de um raro evento astronômico que acontecia a cada 100 ou 200 anos, e citaram que o último caso semelhante tinha acorrido em 1908.
“A imprevista chegada do meteorito e a violência do impacto foi uma chamada de atenção”, afirmou Qing-Zhu Yin, um dos autores do relatório e astrônomo da Universidade da Califórnia (EUA).
De fato, os resultados do incidente de fevereiro fizeram os cálculos serem reajustados, e a probabilidade do impacto está agora em cada três ou quatro décadas. .....
... Um comitê da ONU vem estudando a questão recentemente e fez duas recomendações: por um lado, estabelecer uma Rede de Alerta Internacional de Asteroides e, por outro, pedir às diversas agências aeroespaciais para criar um grupo assessor para estudar tecnologias possíveis para desviá-los. "

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Profeticamente falando ......
(atualização 28/12/2014)


Jeane Dixonvidente norte-americana de renome e que acertou diversas previsões, como o lançamento do Sputnik e a morte de Kennedy, também profetizou que "Ocorrerá algo que abalará literalmente a Terra... um fenômeno natural que, creio, será a intervenção divina, algo como um meteoro. Acontecerá numa questão de minutos e envolverá o deslocamento das águas ...

... A Terra tremia sob meus pés. Depois, foi como se o mundo deixasse de girar em redor de seu eixo. Vi que, neste século, haverá muitas mudanças geológicas e geográficas, bem como inúmeros terremotos. ... Onde agora existe água, haverá terra, e onde agora há terra, haverá águas revoltas e violentas, que correrão e destruirão tudo que encontrarem à sua passagem.

São Pio (Padre Pio de Petrelcina), Padre Italiano que foi canonizado por João Paulo II, e que jamais teve qualquer ligação com os demais citados, também afirmou que "Um meteoro cairá sobre a Terra e tudo estremecerá. Será um desastre muito pior que uma guerra. Muitas coisas desaparecerão. Esse será um dos sinais... a terra tremerá e o pânico será grande... o terremoto será como uma serpente deslizando por todos os lados. E muitas pedras cairão e muitos homens morrerão... Os homens viverão uma experiência trágica. Muitos serão arrastados pelas águas, muitos serão transformados em cinza pelo fogo...

Outro exemplo é o de Benjamim Solari Parravicini, vidente argentino que registrou o futuro do Mundo em mais de mil desenhos premonitórios, e que previu que "Um planeta será ferido por um planeta apagado que roda os espaços. Esse planeta será a terra. A ferida do choque será na parte sul do hemisfério Norte e arrancará grande parte. Então o mundo terra vai tremer como um vulcão, igual a quando foi arrancado o pedaço da "América do Sul" hoje chamado no alto de "Suna". De novo o diluvio de novo a escuridão, de novo o eixo em seu lugar, de novo o rodar e um novo mar no fosso deixado, e de novo outra lua que brilhará mais.".


Os três exemplos proféticos dizem a mesma coisa, que haverá um choque de um NEO (Near Earth Object - Objeto próximo a Terra) com a Terra, que as águas tomarão terras secas, que haverá a escuridão (3 dias de escuridão da Bíblia, 3 dias e 4 noites de escuridão no Corão), e que o Eixo imaginário de nosso Mundo sofrerá alteração, dentre outros eventos.


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A Panspermia
(Acréscimo de texto sobre Panspermia, feito em Agosto/2013

Panspermia é a teoria que defende que as primeiras moléculas básicas para a vida na Terra, vieram do espaço trazidos pelo choque de pequenos corpos celestes, como meteoros e cometas.

O conceito básico é muito antigo, remontando a idéias de Anaxágoras na Grécia do Século V a.c., mas o conceito moderno é atribuido ao cientista alemão Hermann Von Helmholtz, que em 1879 teorizou sobre a "Panspermia cósmica", afirmando que as "sementes de vida" são prevalentes em todo o Universo e que a vida na Terra começou quando uma dessas sementes aqui chegou, tendo-se propagado. A panspermia tanto poderia ser interestelar como interplanetária, e eram citadas as hipóteses dos cosmozoários, o transporte de germes por meteoritos e cometas.

Dr. Hermann Von Helmholtz

Além da natural resistência religiosa e filosófica, a teoria foi posta em descrédito devido a idéia da impossibilidade da manutenção da integridade estrutural de componentes vivos e mesmo orgânicos no espaço.

Em 1929, o astrônomo Harlow Shapley, da Universidade Harvard, afirmou: "Nós,  seres orgânicos que nos descrevemos como humanos, somos feitos da mesma matéria que as estrelas".

Foi uma observação surpreendente, considerando que, na época, ninguém nem sequer  sabia o que fazia as estrelas brilharem. 

Trinta anos ainda se passariam até Geoffrey e Margaret Burbidge, William Fowler  e Fred Hoyle, em artigo que se tornaria clássico, demonstrarem que os átomos que nos compõem não apenas são os mesmos que os das estrelas: a maioria deles foi, na verdade, produzida em estrelas. Começando pelos primordiais hidrogênio e hélio, elementos mais densos como ferro, oxigênio, carbono e nitrogênio foram  gerados numa série de reações termonucleares e então espalhados pelo espaço quando essas estrelas morreram e explodiram como supernovas, num frenesi termonuclear final.

Em Junho de 2008,  cientistas europeus e norte-americanos confirmaram pela primeira vez que um importante componente genético primitivo, encontrado em fragmentos de um meteorito, é de origem extraterrestre. O paper (trabalho científico) foi publicado no dia 15 de junho de 2008 no Earth and Planetary Science Letter e sugere que parte do rol de materiais que constituíram as primeiras moléculas de DNA e RNA veio realmente das estrelas. 

Os materiais descobertos incluem moléculas de uracil e xanthine, que são precursoras das moléculas que compõe o DNA e RNA, conhecidas como nucleobases. Os materiais foram encontrados em fragmentos de rocha do Meteorito de Murchison, que caiu na Austrália em 1969. 

Durante as pesquisas os cientistas testaram os fragmentos para determinar se as moléculas eram de fato extraterrestres ou se eram resultado de contaminação com material local, ocorrido no momento da chegada à Terra. As análises mostraram que os nucleobases continham uma forma de carbono mais duro e que somente poderia ter se formado fora da Terra, já que os compostos de carbono formados na Terra consistem em uma variedade mais leve. 

Os trabalhos foram liderados pela cientista Zita Martins, ligada ao Departamento de Engenharia e Ciências da Terra do Colégio Imperial de Londres, em conjunto com Mark Sephton, da mesma instituição. "Acreditamos que as formas iniciais de vida na Terra tenham adotado os nucleobases, provenientes de meteoritos, na codificação genética. Isso permitiu que suas características fossem passadas com sucesso para as gerações seguintes", disse Martins. 

Entre 3.8 e 4.5 bilhões de anos atrás, muitas rochas similares ao Meteorito de Murchison caíram na Terra, ao mesmo tempo em que as primitivas formas de vida ainda estavam se formando. Segundo o estudo, o intenso bombardeio de meteoros teria trazido grandes quantidades de material não somente à superfície da Terra, mas também em outros planetas como Marte, por exemplo. 

Sephton acredita que a pesquisa é um importante passo para a compreensão de como a vida inicial pode ter evoluído. "Como os meteoritos representam o material restante da formação do Sistema Solar, os componentes chaves para vida, incluindo os nucleobases, podem ter se propagado por todo o cosmos. À medida que mais elementos forem descobertos nos objetos vindos do espaço, melhor será a compreensão do início da vida", disse Sephton.

Em Outubro de 2001, astrônomos da Universidade de Hong Kong encontraram compostos orgânicos de complexidade inesperada fora da Terra e em várias partes do Universo, em um estudo científico publicado na revista Nature. A descoberta sugere que esse tipo de composto não é exclusividade das formas de vida, mas pode ser criado espontaneamente por estrelas. 

A pesquisa também demonstrou que as substâncias complexas, além de estarem sendo produzidas por estrelas e galáxias, também estão sendo produzidas no espaço interestelar - o espaço "vazio" entre as estrelas.


Essa "poeira estelar" de compostos orgânicos complexos é similar em estrutura aos compostos orgânicos encontrados em meteoritos. Segundo o estudo, as evidências comprova a ideia de que as estrelas foram verdadeiras "fábricas" de compostos orgânicos no início do sistema solar.

Recentemente pesquisadores da Nasa já haviam encontrado evidências em meteoritos da formação espontânea no espaço de alguns dos elementos que formam o DNA - através de uma reação não-biológica. 

A pesquisa, que analisou elementos rochosos vindos do espaço e comprovou que elementos orgânicos complexos, como os nucleotídeos, vieram do espaço, ajuda a sustentar a teoria de que o "kit" para a criação da vida da Terra veio pronto do espaço, entregue por colisões da Terra com cometas e asteroides.

Por fim, em Agosto de 2013 foi apresentada a teoria de que a vida na Terra teve origem em Marte, e o choque com um objeto celeste trouxe para a Terra os elementos orgânicos básicos para o surgimento da vida, comentamos sobre este choque mais acima neste texto, e esta notícia é a que motivou este acréscimo tardio sobre Panspermia, já que falar em choque com NEOs representa também a possibilidade do florescimento da vida nos multiplos Mundos propícios ao surgimento dela, não trata apenas de destruição ou aniquilação.

O conceito da Panspermia não tem nenhuma relação com qualquer Doutrina ou Religião, é algo puramente científico e que traz uma série de idéias derivadas de sua comprovação, que possivelmente iriam contradizer variadas Doutrinas e Religiões.

A principal delas é a mais óbvia, ou seja, a analogia de meteoros e cometas como sementes ou gametas, e a vida como processo contínuo não restrita a Terra. Se estes corpos celestes existem por todo o Universo e se chocam com outros de forma recorrente; se houverem as condições favoráveis a vida nestes locais, a vida vai florescer. 

Como se trata de um processo ininterrupto no Universo, então já aconteceu, está acontecendo e tornará a acontecer. 


Neste ponto eu chamo a atenção para a confluência entre o que diz a análise sobre Exoteologia - Kardecismo, e o que a admissão da Panspermia demonstra como consequência lógica que a vida é um processo contínuo e que o Universo fervilha de vida.


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Processo contínuo e natural


O Choque com um NEO pode representar uma enorme tragédia para a Humanidade, e devemos buscar nos prevenir de uma possível extinção ou mudança profunda em nosso Mundo, decorrente disso. 


Por outro lado, o choque com um NEO de proporções gigantescas nos deu a Lua, e sem nosso satélite o desenvolvimento da vida na Terra seria impossível.

E bilhões de anos depois, outro evento menor mas similar, ocorrido há 65 milhões de anos, possibilitou a ascensão dos mamíferos, cuja a evolução resultou em Nós, os Seres Humanos.


Portanto o choque com NEOs é um processo contínuo e natural que destrói mas que também cria condições para o desenvolvimento da Vida e sua evolução.



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