O verdadeiro objetivo do conhecimento profético se alcança apenas pela reforma interior, e não pelo conhecimento acumulado em si mesmo.

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domingo, 22 de novembro de 2015

O Estado Islâmico e o cenário profético contemporâneo


Esta bandeira é usada pelo al-Shabaab, também pelo Boko Haram
pelo Estado Islâmico. Ela se baseia na Shahadah, o primeiro 


Origem do grupo

As origens do Estado Islâmico, também chamado de Estado Islâmico do Iraque e Levante (ISIS, na sigla em inglês) ou Daesh em árabe, remetem à rede terrorista al-Qaeda, de Osama bin Laden, responsável pelos atentados  as Torres gêmeas em Nova York (EUA), em 11 de setembro de 2001



Osama Bin Laden
Principal mentor dos ataques de 11 de setembro de 2001


No ano de 1999, o jordaniano Abu Musab al-Zarqawi fundou o grupo al-Tawhid wa al-Jihad, (Organização pelo Monoteísmo e Jihad) que cederia lugar à al-Qaeda no Iraque, após a invasão americana a este país. Com a morte de Zarqawi em 2006, atingido por tropas americanas, o grupo ganhou um novo líder, Abu Bakr al-Baghdadi que permanece até hoje.

Com uma postura radical ligado à ala sunita e Wahhabista do Islam, o grupo adota uma leitura literal e própria dos ensinamentos islâmicos, e admite práticas como decapitação e execuções sumárias. Por acreditarem que são os únicos e reais fiéis, veem o resto do mundo, inclusive outros islâmicos que não comungam de suas idéias, como infiéis que querem destruir sua religião. Com táticas brutais, realizam sequestros, praticam assassinatos em massa, escravização, ataques terroristas, destroem heranças históricas e etc..., gerando uma onda de medo e violência em todo o mundo.

Cabe lembrar que este grupo radical só conseguiu este poder através das sucessivas intervenções ocidentais em países árabes e islâmicos, e podemos iniciar isso para efeito desta pequena análise, nos anos de 1980, quando do apoio aos Talebans contra os Russos no Afeganistão, sucedendo o apoio irrestrito a Saddam Hussein no Iraque para destruir o Irã (Guerra Irã-Iraque). Em ambos os casos foram criados "monstros" que se voltaram contra seus mestres.

Os Talebans tomaram o Poder posteriormente, cometeram diversas atrocidades e mostraram o caminho a outros grupos de ideologia similar pelo Mundo. Em 2001 o EUA teve que intervir militarmente no País contra seus antigos aliados, e afundou o País em uma guerra que se estende até os dias de hoje.

Já Saddam Hussein não venceu o Irã, mas armou-se as custas das potencias ocidentais, se convenceu de sua própria grandeza, invadiu países vizinhos no início da década de 1990 (Primeira guerra do Golfo) e manteve uma retórica bélica com seus antigos apoiadores que acabou resultando na mentirosa e trágica Invasão do Iraque em 2003, jogando o País em um caos que perdura até os dias atuais.

Posteriormente e apenas citando os fatos mais relevantes, já que são muitos os detalhes desta estória trágica, houve o engodo da Primavera Árabe, e novamente estavam lá as potencias ocidentais fomentando revoltas e insuflando mudanças sociais e políticas que foram desastrosas para vários destes países, e que resultaram dentre outras coisas em uma Revolução no Egito, outra a Líbia e outra na Síria.

No Egito a duras penas as coisas encontraram um rumo melhor, embora o País viva uma Ditadura de Direita atualmente, como que represando as mágoas que poderão novamente estourar e levar o País a um grande conflito interno. 

Na Líbia a insurgência, que na verdade nunca foi um só grupo unido por um ideal, mas vários grupos cada qual com seus próprios interesses, foi armada pelas potências, o que resultou na queda de Kadafi mas também da Ordem social e política do País, lançando-o a uma guerra civil e a total desorganização, abrindo caminho para o terrorismo do Estado Islâmico e resultando em uma legião de refugiados, muitos dos quais morrem no Mediterrâneo a procura de refúgio e paz na Europa e em ouros países. 

Na Síria tentaram derrubar Bashar al-Assad, igualmente armando uma insurgência desunida e multi-facetada como na Líbia, levando o País a uma fatídica guerra civil que segue para seu quarto ano, matando centenas de milhares e expulsando milhões de seus lares.

Então se o incipiente grupelho radical que atuava nas sombras, atualmente chamado de Estado Islâmico, tornou-se uma potencia terrorista de alcance global, isso foi graças também as desastrosas intervenções ocidentais na região, fruto de uma visão míope que visa seus próprios interesses, e não o Bem Comum.

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Em 2003

Em entrevista à BBC, mecânico que ajudou a derrubar monumento a 
ex-presidente iraquiano diz que país 'voltou à Idade Média' e 'foi roubado dos iraquianos', 

Em 2016

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Divisões

O Islamismo, assim como o Cristianismo e algumas outras Religiões, possui “divisões” na forma de interpretar a Fé.

Existem dois grandes grupos, os Sunitas (Sunis) que representam uns 90% do Islam global, e Xiitas (Shias).

Após a morte do Profeta Muhammad (Maomé) em 632 da nossa era, houve uma forte disputa sobre a identidade de seu sucessor, que fez com que os seguidores do Islam se dividissem. 

Profeta Muhammad recitando o Alcorão em Meca 
(gravura do século XV)

Os Sunis acreditavam que Muhammad não tinha herdeiro direto na condução do Islam, e que um líder religioso deveria ser escolhido dentre as pessoas da incipiente comunidade islâmica. Eles escolheram Abu Bakr, amigo e conselheiro de Muhammad como seu sucessor. Suni deriva da palavra Sunnah, que reune os preceitos islâmicos estabelecidos no século VIII, baseados nos ensinamentos de Muhammad.  

Os Shias acreditam que somente ALLAH (DEUS em árabe) poderia selecionar os líderes religiosos, e que portanto, todos os sucessores de Muhammad deveriam ter consanguinidade com ele. Eles sustentaram que Ali ben Abu Talib, primo e genro de Muhammad, casado com sua filha Fatimah, era o legítimo herdeiro da liderança da religião Islâmica após a sua morte. Shia deriva do termo árabe “Shiat Ali” ou "partido de Ali”.

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Fatimah = Fátima

O nome da filha de Muhammad (Maomé) deu o nome a filha de um nobre mouro que 
ocupava a Península Ibérica durante a ocupação islâmica. Este nobre deu o nome de 
sua filha a uma porção de terras que lhe pertencia, e que séculos depois, no atual 
Portugal, foi palco de aparições marianas, as Aparições em Fátima.

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Sunis e Shias possuem subdivisões

O Ibadismi (ou Ibadismo) e o Sufismo (o chamado misticismo islâmico) são correntes independentes do Islamismo, embora sejam mais afinadas aos Sunis. 

O Mustaali, Xiismo Duodecimano, Zaiditas e o Ismaili, são correntes islâmicas de orientação Shia. 

O Hanafismo, Hanbalismo, Maliquismo, Shafi'i e o Salafismo (Wahhabismo), são correntes islâmicas de orientação Suni.

Portanto quando falamos do Estado Islâmico e sua auto-afirmação de que representa o Islamismo, na verdade eles representam o pensamento de uma das várias vertentes do Islam Sunita, o Salafismo ou Wahhabismo.

Estado Islâmico

O Estado Islâmico ocupa atualmente áreas da Síria e do Iraque, e a partir daí expandiu-se para a Líbia, depois da morte da Kadafi, aproveitando-se da desorganização política e social deste País. 

Mas o grupo tem simpatizantes em vários países do Mundo, sendo um dos mais significativos o Boko Haram (A educação ocidental ou não-islâmica é um pecado) na Nigéria, África, que é atualmente o grupo terrorista que mais mata no Mundo.

Outro a ser citado por sua afinidade de pensamentos com o Estado Islâmico, embora não haja apoio explicito, é o grupo sunita Hamas ("Movimento de Resistência Islâmica") na Faixa de Gaza e West Bank, com seu braço armado, as "Brigadas Izz ad-Din al-Qassam" que atuam basicamente contra alvos israelenses e norte-americanos.

O Hamas é de corrente islâmica Suni e Wahhabista.

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O Estado Islâmico declarou em 2014 ter formado seu próprio califado no Oriente Médio, onde viveriam cerca de 8 milhões de pessoas. O califado é um sistema de Governo que se baseia numa interpretação literal da Lei islâmica, a Sharia, e baseado nisso o Grupo Estado Islâmico obriga mulheres a usar véu, realiza conversões forçadas, realiza perseguição a todos que discordarem de suas práticas, islâmicos ou não, promove castigos severos que incluem chibatadas e imolação, praticam a decapitação e realizam execuções com alto requinte de crueldade, como explodir pessoas, afoga-las, queima-las, joga-las de prédios e locais altos e até mesmo atropela-las com tanques de guerra.

O Califado foi oficialmente extinto como forma de Governo nos anos iniciais do Século 20, e sua ideologia busca formar uma unidade política do mundo Islâmico, sobrepondo-se a ideia da nacionalidade e pregando o fim das fronteiras nacionais em prol da unidade no Islamismo.



Qual é o real nome do grupo?

ISIS, ISIL, EIIL, EI, Daesh, Estado Islâmico, Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Todas são denominações do mesmo grupo e todas são válidas.

Na verdade o autoproclamado Estado Islâmico (EI) não é um Estado formal, não é um País, é um território tomado e governado pela força e pelo medo, sem qualquer representatividade ou reconhecimento formal pelas Nações ou Organizações do planeta.

O nome em árabe do grupo é "ad-Dawlah al-Islāmīyah fī al-‘Irāq wash-Shām" ou em português, "Estado Islâmico do Iraque e Al-Shaam", e o nome em árabe gerou o acronino Da'ish ou Daesh.

Al-Shaam refere-se a Síria ou a Grande Síria, uma região que abrange
alguns países do Oriente Médio como a Jordânia, Israel, Iraque e o Líbano

A grande Síria ou Al-Shaam

Mais recentemente o grupo divulgou o termo "Estado Islâmico do Iraque e do Levante", que deu origem ao acrônimo EIIL, buscando ressaltar a questão do pan-islamismo, e o termo "Levante" inclui geograficamente a Jordânia, Israel, Palestina, Líbano, Chipre e Hatay, uma área no sul da Turquia.

O acrônimo ISIS vem da tradução em inglês, Islamic State of Iraq and Syrya.

Portanto todos são nomes válidos e referem-se ao mesmo grupo. Eu prefiro utilizar o termo ISIS, ou o mais comum e que faculta seu melhor entendimento em português, Estado Islâmico, embora este termo seja uma distorção pois não há Estado algum.


Representatividade

Como já explicado, o Estado Islâmico atua defendendo uma das correntes do Islam sunita, o Wahhabismo, e cabe comentar que esta é a linha ideológica, religiosa e política de apenas um País do Mundo Islâmico, País este defendido como um dos "maiores aliados" das potências do Ocidente cristão, a Arábia Saudita, e curiosamente, é praticamente uma nulidade da mídia global quando se fala em terrorismo. 

Por outro lado existe uma ênfase da mídia nos atos de terrorismo em países ocidentais, quando na verdade,  78% das vítimas fatais do terrorismo islâmico se concentram entre Afeganistão, Iraque, Nigéria, Paquistão e Síria, e quase 90% de todas as mortes perpetradas por terroristas islâmicos, são islâmicos.

Não estou condenando a cobertura da mídia, estes ataques tem que ser informados e são crimes contra a Humanidade inteira, mas estou chamando a atenção para o fato de que há uma tendência midiática de focar em demasiado alguns dos ataques, os que são praticados contra Potências ocidentais, enquanto outros de países periféricos praticamente são ignorados, mesmo quando fazem grande número de vítimas, e esta tendência acaba por distorcer a verdadeira face deste grupo, que não pratica uma guerra exclusiva contra cristãos ou o Ocidente, mas contra TODOS que pensam de forma diferente da sua, e suas principais vítimas tem sido islâmicos. 

E isso considerando apenas as mortes, pois se considerarmos os que tiveram que fugir deixando seus lares, propriedades, deixando suas próprias raízes culturais e sociais, estamos aqui falando de milhões de pessoas, milhares deles cristãos e de outras Religiões, mas em sua maioria islâmicos, que buscam asilo em variados países locais, mas também na Europa, sendo este outro aspecto curioso da abordagem midiática.

Porque apenas uma parcela dos refugiados vai para a Europa, e novamente existe uma enfase demasiada a questão, como se isso estivesse ocorrendo apenas "agora", e na Europa houvesse uma ação deliberada de "invasão" ao continente.
A maioria de refugiados do Estado Islâmico estão concentrados em países como a Turquia, Egito, Líbano e Jordânia.

Os islâmicos tem sido as principais vítimas deste radicalismo, e se o apoiassem ficariam em suas terras, em suas casas, se filiariam a sua causa e atuariam de acordo com seus preceitos e práticas.

Mas a maioria foge deles!!

Este enfoque da grande mídia, além de dar uma visão ligeiramente distorcida da questão, a ponto de fomentar grandemente a Islamofobia, o ódio aos Muçulmanos, traz outros aspectos relevantes, principalmente o fomento do medo baseado na religião, nacionalidade e etnia.

E este medo interessa aos radicais de todos os lados, porque quanto mais for presente, maior será a dificuldade de entendimento, maior será o ódio, maior será o preconceito e portanto, maior será o conflito.


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Cenário Profético

O Corão, Livro sagrado do Islamismo, possui em seus escritos um conceito similar ao Apocalipse cristão, o Quiyamah, também conhecido por Dia de Julgamento ou Dia do Juízo Final.

Este é o período assinalado no Corão em que a humanidade será julgada por DEUS por seus atos coletivos, e que traz colocações extremamente similares a Revelação a João e presentes em outros livros proféticos Bíblicos.

Posso citar rapidamente algumas similaridades, como a ascensão do anticristo (ad-dajjal no Corão), Gog e Magog (Yajuj e Majuj), o retorno de Jesus (Issa), Guerras e Mudanças geofísicas.

A proximidade do Quiyamah pode ser percebido, segundo o Corão, por uma série de sinais que podem ser divididos em aspectos sociais, políticos, religiosos, climáticos, geofísicos e outros.

Um dos sinais indicados é que "A religiosidade e o conhecimento islâmico irão baixar, apesar do progresso científico"

E o próprio Muhammad disse sobre isso que "Entre os sinais da aproximação da hora do Juízo Final, estão a existência de muitos leitores e poucos entendedores e de tantos Príncipes e tão poucos Probos."  -   "Haverá no final dos tempos adoradores ignorantes e leitores corruptos."

E acrescentou: "A ignorância dominará as pessoas".

O que Muhammad nos informa com estas palavras, é sobre o surgimento de grupos radicais que usam o islamismo como justificativa, e em como este fato assinala a proximidade do "Dia do Julgamento". Então grupos como os Talebans, a Al-Qaeda, o Estado Islâmico, o Boko Haram, o Hamas e outros, são indiretamente citados neste contexto, porque pervertem a Fé Islâmica, disseminando preconceito e violência em nome de DEUS. 


LEIA


Al-Shaam

Mas os textos sobre o Quiyamah, escritos em torno de 1.400 anos atrás, são ainda mais diretos a respeito do Estado Islâmico, quando afirmam sobre Al-Masih ad-Dajjal, (falso messias, o impostor), o nome dado ao anticristo nos textos do Corão, que "Ele surgirá entre Shaam e o Iraq".

Como já dito acima, Shaam ou Al-Shaam refere-se a própria Síria e sua capital, Damasco, mas também refere-se a uma região geográfica específica, a Grande Siria, que compreende a Jordânia, Israel, Iraque, Líbano, a Ilha de Chipre, Sul da Turquia e a Península do Sinai.



Compare com a área pretendida pelo ISIS para estabelecer seu califado.

Portanto os textos proféticos islâmicos nos falam exatamente da região o qual o Estado Islâmico se estabeleceu, e o grupo ambiciona praticamente o mesmo território de Al-Shaam histórico, o qual ad-dajjal (o anticristo) profeticamente deverá ascender, lembrando ainda que o nome do grupo é "Estado Islâmico do Iraque e Al-Shaam".

Então o ISIS tem relação com a ascensão do anticristo? Esta é uma questão bem relevante, e ao que me parece, Sim.

Não é que esta liderança chamada de anticristo vá surgir do grupo, isso não faria sentido já que ele surgirá inicialmente como uma liderança de Paz. Mas o grupo está no contexto de eventos do Oriente Médio, e porque não, mundiais, que possibilitarão seu surgimento. 

Portanto os textos do Quiyamah, podem estar nos indicando mais que uma região geográfica, eles podem estar indicando um contexto, e este contexto envolve diretamente o Estado Islâmico.

Região geográfica da ascensão do anticristo, segundo profetas Bíblicos
(respectivamente áreas indicadas por Daniel, Isaias e Ezequiel)

                   



É possível que o anticristo surja justamente para se contrapor ao grupo, fazendo com que a retórica radical se esvazie em prol de uma união pan-islâmica, para posteriormente promover uma união Abraâmica (Judeus, Islâmicos e Cristãos). Mas tudo isso será apenas mais uma manipulação da Fé, uma falsa Paz, o qual os objetivos são bem claros na Bíblia e no Corão: Negar a DEUS e se colocar, ele próprio, como Divindade. E com esta pretensão, levará o Mundo a uma gigantesca guerra.

Mahdismo

E o próprio Estado Islâmico se utiliza tanto de afirmações proféticas quanto de afirmações pseudo-religiosas para promover assassinatos, a violência e a guerra. Isso não é muito abordado na mídia, que foca demasiadamente nas atrocidades cometidas, mas uma pesquisa um pouco mais aprofundada sobre a base ideológica do grupo demonstra que eles também se utilizam de retórica profética para arregimentar membros.

Por exemplo, além da ligação inequívoca com al-Shaam, o grupo usa com alguma regularidade e de forma distorcida o Mahdismo,  a crença de que nos tempos finais, ALLAH (DEUS em árabe) usará um servo que possui moralidade superior conhecido como Mahdi (“o guia para a verdade”), e ele orientará a humanidade de volta a direção da moralidade, que no caso do grupo significa a submissão a seus próprios conceitos de comportamento.

Segundo a escatologia tradicional do Islam, a primeira tarefa de Mahdi será promover uma guerra de idéias dentro do Mundo Islâmico e fazer com que aqueles muçulmanos que se afastaram da essência verdadeira do Islam, que retornem a crença verdadeira e a moralidade. 

E Mahdi terá mais três tarefas básicas, ainda segundo a escatologia tradicional: 

1. Combater todos os sistemas filosóficos que negam a existência de ALLAH e que dão apoio ao ateísmo. 

2. Combater a superstição, libertando do Islam do jugo dos indivíduos hipócritas que o corromperam, e então revelar e implementar a verdadeira moralidade islâmica baseada nas regras do Corão. 

3. Fortalecer todo o Mundo islâmico, politicamente e socialmente, e então trazer sobre ele a paz, segurança e bem-estar pela solução de todos os problemas sociais. 

Portanto o ISIS usa uma versão distorcida do Mahdismo (assim como distorce toda a Crença islâmica) para buscar legitimidade entre os demais Islâmicos, tomando para si o papel de abrir o caminho a ascensão de Mahdi.

Cabe comentar que o surgimento de Mahdi é também um dos grandes sinais da proximidade do Dia do Julgamento (Quiyamah).


Profecias cristãs

E o grupo Estado Islâmico também se utiliza de elementos da escatologia cristã, quando afirma, por exemplo, que irá hastear sua Bandeira em Roma ou que matará o Papa, se utilizando de elementos proféticos amplamente conhecidos por aqueles que estudam o tema, mesmo sem grande profundidade, como a própria Revelação a João, as Profecias de São Malaquias ou ainda profecias mais recentes como as do Terceiro Segredo em Fátima, sem citar outras tantas que narram contextos similares e que estão presentes neste Blog.

Capa da Revista do Estado Islâmico, com uma montagem da
Bandeira do Grupo sobre o Obelisco do Vaticano.

E pode até haver uma motivação sincera quando assim afirmam, o que seria ainda mais intrigante em termos proféticos, porque estas afirmações reafirmariam o que outros textos proféticos cristãos dizem sobre a perseguição aos cristãos, a invasão bélica da Europa e a destruição do Vaticano.

  • "Aqui está a mente que tem sabedoria. As sete cabeças são sete montes, sobre os quais a mulher está assentada; (Apocalipse 17:9)  ... Disse-me ainda: As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, multidões, nações e línguas. E os dez chifres que viste, e a besta, estes odiarão a prostituta e a tornarão desolada e nua, e comerão as suas carnes, e a queimarão no fogo." (Apocalipse 17:15-16)
  • "Vários outros Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande Cruz de troncos toscos como se fôra de sobreiro com a casca; o Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade meia e ruínas, e meio trêmulo com andar vacilante, acabrunhado de dor e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho; chegado ao cimo do monte, prostrado de joelhos aos pés da grande Cruz foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam vários tiros e setas, e assim mesmo foram morrendo uns trás outros os Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas e varias pessoas seculares, cavalheiros e senhoras de varias classes e posições. " (Trecho do Segredo revelado em Fátima - 1917, transcrito em 1944 por Irmã Lucia)
  • … enquanto nos aproximávamos, o fogo se arrefecia e nós vimos um prédio enegrecido. Nós entramos nele, passamos através de alguns recintos magníficos e nós finalmente chegamos ao Papa. Ele estava sentado e dormia em uma grande cadeira. Ele estava muito doente e fraco, e não conseguia mais andar. Os membros da Igreja mais próximos olharam de forma pouco sincera e demonstravam um zelo inexistente; eu não gostei deles.” (Anne Catherine Emmerich - inicio dos anos 1800)
  • "Pobre Itália, está caminhando para uma violência feia... O mundo está caminhando para a ruína. Cuidado com o mês de maio; vejo terremotos, aluviões, vejo sangue... Ocorrerão fatos tremendos. Um meteoro cairá sobre a Terra e tudo estremecerá. Será um desastre muito pior que uma guerra. ... A volta de Cristo não está próxima... mas falta pouco... O silêncio e o sossego voltarão um dia a reinar sobre a Terra, somente então o homem redescobrirá o homem". (Padre Pio de Petrelcinna - na metade do século 20)
  • "E de ti, Roma, que será? Roma ingrata, Roma efeminada, Roma soberba. Tu chegaste a tal ponto que não procuras outra coisa, nem nada mais admiras em teu soberano senão o luxo, esquecendo que sua glória verdadeira está sobre o monte Gólgota. ... Roma! ... Eu irei a ti quatro vezes. Na primeira golpearei as tuas terras e os seus habitantes. Na segunda, levarei a destruição e o extermínio até os teus muros. Não abres ainda os olhos ? Virei a terceira vez e derrubarei as defesas e os defensores e ao comando do Pai seguirá o reino do terror, do medo e da desolação. Mas os meus sábios fogem. A minha lei continua sendo pisada. Por isso farei a quarta visita. A guerra, a peste e a fome são flagelos com os quais serão castigadas a soberba e a malícia dos homens.” (Dom Bosco, 1870)



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A Rússia

Outro aspecto muito relevante na questão é o envolvimento direto da Rússia no conflito da Síria, algo que nos remete a profecias bíblicas de Ezequiel e igualmente presente no Corão e no Torah, sobre Gog e Magog (Yajuj e Majuj).

Gog e Magog ou Yajuj Majuj no Corão, foi o nome de uma comunidade descendente de Yafith ou Jafé, filho de Nuh (Noé).

Yafith ou Jafé é associado a um povo de etnia branca que ocupou a área da atual Turquia e Armênia, formando posteriormente o povo chamado pelos gregos de Citianos (Scythians, Sakas ou Sakai), que se espalhou também pela Ásia, chegando a Índia, e posteriormente também a Rússia e a Europa, em um processo de migração e miscigenação de séculos. 

Existem algumas hipóteses, dentre elas que quando os citianos começaram a ocupar as terras mais ao norte do Cáucaso, em direção a Europa, miscigenaram com os Varangians, descendentes de vikings que migraram para o sul da Escandinávia, e daí surgiu o povo Rur, que deu origem ao nome Rússia. 

É por isso que se associa Yajuj e Majuj (Gog e Magog) a Rússia ou a nações da antiga União Soviética, e se até poucos anos a atuação russa na região era mais discreta, hoje todos sabemos que o próprio Assad, governante sírio, só se mantém no Poder devido ao apoio russo, que no inicio da insurgência contra o Governante promovida pelo Ocidente, se opôs ao EUA e potencias europeias que pretendiam alija-lo a força do Poder, assim como fizeram com Kadafi na Líbia e Saddam no Iraque.

E atualmente o envolvimento da Rússia vai além da retórica política, sendo País atuante no cenário bélico da região, atuando contra o ISIS diretamente, bombardeando cidades sob o controle do grupo, fornecendo armas e dando apoio logístico ao exército sírio leal a Assad.

Este cenário não é ainda o de fato descrito sobre Gog e Magog, mas traz a Rússia a posição de destaque na atuação na região, fato que não ocorria antes, e abre inúmeras possibilidades, podendo mesmo a Rússia não mais abrir mão de sua influência regional direta, e indo de encontro a interesses futuros de países como Israel e o próprio EUA.




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Ainda sobre a Arábia Saudita

Mais acima eu comento sobre a Arábia Saudita e sua linha político-religiosa Islâmica Sunita Wahhabista. Estes comentários são baseados nos fatos que podemos apurar, e portanto, cabe a responsabilidade de afirmar aquilo que podemos efetivamente demonstrar pela lógica e pelos acontecimentos divulgados.


Mas penso que a Arábia Saudita é um dos principais financiadores e apoiadores do Grupo Estado Islâmico.

Não falo aqui exatamente do Governo Saudita, mas o País é governado por uma Elite familiar, a "Casa dos Saudi" cujos os membros circulam pelos Salões da Diplomacia e do Poder Mundial, são riquíssimos e influentes, principalmente pela força de Petróleo e Gás que seu País produz.

E também cabe lembrar que esta casta familiar governa o País com o auxilio de outra casta, a elite Religiosa Sunita e Wahhabista que dita as regras de comportamento e moral no País, que dentre outras coisas proíbe mulheres de dirigir ou viajar, suprime qualquer outra manifestação de Fé, proíbe judeus de pisarem no solo do  País (nem sequer em vôos com escalas), e no qual até usar a internet pode ser um crime passível de imolação ou morte.

Portanto entendo que membros destas castas sauditas, e certamente também de outras esferas sociais do País, acabam por dar apoio financeiro ao grupo, através de doações generosas e também na facilitação de negócios e contatos para o Estado Islâmico.

A afinidade politico-ideológica e religiosa do grupo com a Arábia Saudita é inquestionável, e até mesmo a maior parte da Liderança do Estado Islâmico, assim como era da Al-Qaeda, é Saudita.

Mas posso estar errado e o tempo dirá.

Este "aliado do Ocidente", a Arábia Saudita, não por acaso quase não é mencionado na mídia ocidental quando se fala em Terrorismo, em Direitos Humanos ou Democracia, já que boa parte da mídia, notadamente ao abordar cenários externos, busca produzir pautas alinhadas aos interesses políticos e econômicos de seus países de origem.

Os interesses que movem esta associação profunda entre alguns países Ocidentais e a Arábia Saudita, escapam das análises mais evidentes sobre Petróleo. Elas esbarram em profundas questões geopolíticas, que fogem a nossa lógica comum e constituem-se de uma contradição por parte de alguns países, entre o Discurso e Prática no cenário global.


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Srs.,

a conclusão inevitável sobre o ponto de vista profético, é que o surgimento do grupo Estado Islâmico está muito vinculado ao tema.

Trata-se de uma "coincidência" que eu chamaria de incrível, que textos escritos há dezenas de séculos como Ezequiel, Daniel, Isaías ou ainda o Quiyamah, sejam tão precisos ao citar uma região geográfica específica como o cenário de eventos atuais de relevância global, e que estes eventos estejam ocorrendo em série, citando também países como o Irã, Israel, Turquia ou Egito, além da própria Síria e o Iraque.

E também chama a atenção que tais citações proféticas tenham sido preservadas nas três religiões monoteístas abraâmicas, Judaísmo, Cristianismo e Islamismo. Mesmo considerando a origem em comum destas religiões, a preservação e observância destes textos nas três Religiões é fato relevante.

Considerando o nível de acertos destes textos em relação ao cenário atual, considero relevante que se preste atenção ao que estes mesmos textos nos dizem sobre o cenário que ainda está em nosso futuro.

E cabe lembrar sempre que este grupo não representa o Islam, não representa os Islâmicos em geral, assim como tantos outros grupos que se denominam cristãos, não representam a totalidade do Cristianismo.

O extremismo não tem Religião, tem apenas objetivos que coadunam com seus próprios interesses.

Radicalismo, Política, Poder e Dinheiro NÃO TEM FÉ.





segunda-feira, 12 de março de 2012

Guerras e Rumores de guerras

    
"E, quando ouvirdes de guerras e de rumores de guerras, não vos perturbeis; porque assim deve acontecer; mas ainda não será o fim." (Marcos 13:7)

Diante dos atuais rumores sobre ataques ao Irã e a Síria, é totalmente oportuno lembrar que ambas as Nações são citadas em textos proféticos das Hadits, partes integrantes do Corão, ligadas ao nascimento e ascensão de ad-dajjal, o anticristo.

Síria (em vermelho) e o Irã



Estes temas são comentados mais diretamente nos textos "O que são Profecias" e "Al Quiyamah - O Dia do Julgamento", e estão ligados a profética ascensão da China, e derrocada da Rússia.

Portanto, todo o atual movimento internacional em torno das duas Nações, Irã e Síria, concomitantemente, ou seja, ambos os Países correm neste momento, o risco de uma guerra, chama muito a atenção sobre a questão do anticristo.


Das Hadits do Corão :

"Ele surgirá entre Shaam e o Iraque, e seu surgimento se tornará conhecido quando ele estiver em Isfahan em um lugar chamado Yahudea"

"Os judeus de Isfahan serão seus primeiros seguidores"

"Além de ter seguidores judeus, ele terá um grande número de mulheres como seguidores também"

"Ele terá consigo fogo e água, mas na realidade o fogo será água fria, enquanto que o que parece ser água fria será, na realidade, fogo"

"Aqueles que o obedecerem entram em “seu Paraíso”, enquanto que aqueles que o desobedecem entram em “seu Inferno”"

"Haverá um objeto grosso com a aparência de uma unha em seu olho esquerdo"

"As letras "Kaa" "Faa" "Raa" aparecerão em sua testa, e serão decifradas pelos crentes, independentes de serem literados ou não"

"Ele terá uma complexão esbranquiçada"

"Dajjal clamará ser um profeta"

"Ele então clamará Divindade"

"Ele realizará façanhas não usuais"

"Ele viajará o mundo todo. Ele enviará chuvas sobre aqueles que crerem nele, o que em conseqüência fará as colheitas crescerem, árvores a darem frutos e o gado a engordar"

"Ele trará a seca àqueles que descrerem nele, resultando em fome e dificuldades para eles"

Shaam é a Síria, mas também tem dois outros significados :
 

- pode se referir a sua capital, Damasco.
- pode se referir a Al-Shaam, o Reino de Shaam ou Grande Síria, que abrangia a própria Síria, o Iraque (ler abaixo), o Líbano, Jordânia, Israel e parte da Península Arábica.

Al-Shaam corresponderia a área verde abaixo.


O Iraque citado é o território que vai das fronteiras da Síria até as margens do Rio Eufrates.

Isfahaan é uma cidade antiquíssima situada na Pérsia, atual Irã, a 350 kms de Teerã, e que foi fundada há Séculos atrás por judeus, nos tempos do cativeiro da Babilônia, quando Ciro II autorizou o regresso dos judeus a Canaã.  Seu nome original em persa é Dar-Al-Yahud ou "casa dos judeus".





Mesmo hoje, após a revolução islâmica no Irã e com toda a retórica de guerra com Israel, residem entre 30 e 50 mil judeus no Irã, e há grupos judeus ortodoxos, como o Neturei Karta, que mantém bons relacionamentos com Teerã.


**  **  **


Há informações neste Blog sobre o assunto, pelo menos desde 2008, e os eventos e noticias atuais ilustram bem a questão, várias delas nos arquivos do Boletim MidiaeProfecia.

No dia 10 de março de 2012, por exemplo, a midia publicou a noticia "Judeus persas temem conflito entre Israel e Irã", o que comprova os comentários publicados neste Blog há anos, sobre os judeus persas e sua relevancia na Sociedade iraniana, principalmente quando a noticia afirma : "Já o Irã tem a  segunda maior comunidade de judeus no Oriente Médio - cerca de 30 mil pessoas, instalados principalmente na região de Teerã, Isfahan e Hamedã."

Portanto, este post visa chamar a atenção para os comentários realizados anos atrás por aqui, e que agora, mais do que antes, demonstram fazer sentido :




        E os primeiros seguidores ? Porque ?


     - Primeiro é necessário entender que existem centenas de milhares de islamicos iranianos, descendentes de judeus. Houveram conversões ao longo dos séculos, e mais recentemente, na Revolução islamica, mais conversões. Portanto os judeus do texto profético, pode se referir a islamicos convertidos no passado.

     - Segundo, o anticristo surgirá como uma liderança de PAZ, e imagino, um progressista que prega a tolerancia e maior liberdade. Daí explica-se um possível entusiasmo das minorias religiosas iranianas, judeus principalmente por serem influentes na sociedade iraniana, e as mulheres, que segundo os mesmos textos, também apoiarão dajjal no inicio. O discurso progressista deverá agradar as mulheres persas e islamicas.

        

Curiosidade :

     

Dias após este texto ser publicado, no dia 16 de março de 2012, a Midia ocidental publicou uaa curiosa noticia sobre uma tropa de elite de 3.500 "iranianas ninjas", sendo treinadas nos arredores de Teerã.


Lembremo-nos das Hadits "ele (dajjal) terá um grande número de mulheres como seguidores também".

Portanto e de uma forma surpreendente, existe uma tropa paramilitar feminina no Irã, o que novamente expressa a importancia feminina neste País e na Região;

O trecho abaixo, retirado da notícia, não parece o anuncio de algo que coincide com Profecias?

".. no país islâmico há uma  força religiosa que progride na sombra, sem fazer alarido e alheia à
política internacional. Trata-se de um grupo de 3.500 mulheres iranaianas ...'









domingo, 15 de fevereiro de 2009

Eixo Paquistão-Índia-China

(clique nas imagens do Blog para amplia-las)



Olá Srs.

O tema engloba uma série de fatos reais, fatos cientificamente previstos e possibilidade proféticas. Vários destes fatos vem sendo abordados no Boletim MidiaeProfecia, mas muito antes do Boletim existir tenho acompanhado a questão e comentado em outros espaços.

O tema se iniciou quando, em conformidade com as previsões do envolvimento bélico da Rússia e da China, eu me questionei sobre um País de importância inegável, segundo mais populoso do Mundo, com forças armadas relevantes e com armamentos nucleares: a Índia.

Mapa político da Ásia




Como profecias, ou suas interpretações, podem ser concordantes com o envolvimento bélico da China e da Rússia, sem considerar a Índia ?! A “ausência” profética da Índia é algo intrigante.

Mas é praticamente impossível para mim pensar que uma potência militar vá “assistir” uma guerra de invasão nas suas fronteiras, entre duas das três maiores potências militares do planeta, sem apoiar um dos lados. A Índia vai ter que tomar um partido.

Índia em destaque.
Paquistão e China nas fronteiras ocidental e oriental.



Anos atrás eu comentava sobre a então incipiente formação de um eixo de influência que, profeticamente terá papel decisivo na questão do ac e nos embates com a Europa, assim como na questão da invasão da Rússia.

Eu chamei e continuo chamando este Eixo de Paquistão-Índia-China, não porque são apenas estes os países deste eixo, mas porque estes são sem dúvida o tripé de algo que já se evidencia.

Quando fiz os primeiros comentários, anos atrás, fiz me baseando no hiato profético obre a Índia, então apenas a lógica do tema profético me apontava a aproximação dos então inimigos Paquistão-Índia-China.

De lá pra cá, em poucos anos, muita coisa mudou.

Desde então o Paquistão firmou acordos de paz com a Índia e as relações diplomáticas e comerciais foram estabelecidas.

Há apenas 07 anos atrás estes países trocavam ameaças de destruição nuclear mútua, guerreavam por qualquer motivo, não haviam relações diplomáticas normais e nem sequer as populações podiam viajar para os respectivos países. Hoje há relações diplomáticas plenas, diálogo e muito mais tolerância de ambos os lados.

O atentado em Mumbai interrompeu um processo de paz que, se fosse aventado há apenas uma década atrás soaria ridículo, e que produziu resultados efetivos e continua produzindo.

A maior demonstração disso está no fato citado, o atentado em Mumbai.

Se fosse há apenas alguns anos atrás, a guerra se iniciaria de imediato. Hoje, apesar de toda a retórica, tensão e desconfiança, não se dispararam tiro algum. Eles estão dialogando e cooperando, apesar dos esforços de radicais de ambos os lados que tentam levar os países novamente a um conflito.

A China igualmente se aproximou da Índia, depois de 50 anos de hostilidades.

Pra se ter uma idéia da “velocidade” da guinada, em 1998 o então 1º Ministro da Índia, A. B. Vajpayee, declarava que a China era a maior ameaça a segurança da Índia, e ordenava a criação de mais e maiores mísseis e armas nucleares para fazer face ao desafio.

Cinco anos depois, em 2003, o mesmo 1º Ministro visitou a China, marcando o fim de meio-século de disputas e guerras. E já em 2007 os dois países realizaram suas primeiras manobras militares conjuntas.

Em apenas nove anos saíram de inimigos históricos para uma relação amistosa, e a aproximação continua sendo muito rápida.

Estes três países serão decisivos na questão futura, pois se alinharão com a Confederação do ac, e isso por variadas razões.

È importante entender que neste tripé, cada País tem por sí só círculos de influência que serão relevantes no cenário futuro, então não falamos apenas destes países, e sim de um eixo de influência capitaneado por estes países.

Boa parte destes países são fronteiriços, formando um teórico "corredor" terrestre desde a Coréia do Norte, passando pela China, Índia, Paquistão, Irã e Turquia, o qual se chega a Europa.


O "corredor", representado pelo grande V abaixo.




O Paquistão, assim como a Coréia do Norte e o Irã, possue tecnologia de mísseis e tecnologia nuclear graças a China. A tecnologia fluiu entre estas quatro Nações, de forma que as três citadas puderam desenvolver tecnologias próprias nestas esferas, sendo que esta afinidade é patente e já bem demonstrada por órgãos de inteligência e mesmo na mídia.

A Índia, assim como a China e o Paquistão, é potência regional em expansão econômica, potência nuclear, e os três países citados contam com forças bélicas relevantes.

Mas há outros fatores que os unem e que os farão se unir ainda mais.

Por exemplo, estes países necessitam muito de energia para manter suas economias em funcionamento e expansão, e com isso manter a estabilidade social necessária a manutenção de sua própria integridade territorial. Segundo a própria Inteligência norte-americana, Índia e China serão potências economicas e militares mundiais em apenas 10 anos.

Mas cabe ressaltar que a China leva vantagem nesta "corrida", sendo hoje o 2º orçamento militar declarado do planeta. A disparidade do nível educacional e social entre China e Índia faz com que o desenvolvimento chinês seja mais "universalizado" do que o indiano. Então mais chineses saem da linha de pobreza a cada ano, enquanto que na Índia permanece um "abismo social" que tende a se manter nas próximas décadas. Isso dará ainda mais vantagens a China em todas as áreas, e ajuda a entender porque a Índia se aliará a China, já que chegará o momento em que não será capaz de lhe fazer frente.

Na Índia e China o peso das imensas populações é um enorme fardo, e a ordem social depende de um delicado equilíbrio. No Paquistão, o problema mais emergencial é o extremismo, e para preveni-lo ou mante-lo em níveis controláveis, a estabilidade social é fundamental.

Portanto empregos e alimentos não devem faltar em nenhum País, mas nestes citados o perigo é grande, afinal não falamos de uma Etiópia que vive em guerra há décadas, ou de um Sudão cujas atrocidades atravessam anos de uma desenvergonhada complacência do Ocidente.

Falamos de potências nucleares.


Países com armas nucleares e com capacidade efetiva de usa-las
(Inglaterra, França, Israel, Paquistão, Índia, Rússia, China, Coréia do Norte e EUA)
Oito das nove potencias nucleares declaradas estão dentro do grande V ou
em sua área de influência. E não se considera neste gráfico o Irã,
prestes a ingressar no seleto "clube".


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** Atualização 04/2019 **


Nesta semana, a Índia lançou um míssil em direção a um satélite que estava na órbita da Terra, destruindo-o completamente. Após o feito, Narendra Modi, primeiro-ministro indiano, fez um pronunciamento transmitido pela televisão para declarar o sucesso de seu projeto anti-satélite (ASAT). Ao elogiar a manobra, que fez parte da Missão Shakti, Modi disse que o feito foi uma "conquista sem precedentes" e ainda colocou seu país como "uma potência espacial".


Modi disse também que "até agora, apenas EUA, Rússia e China poderiam reivindicar o título; a Índia agora é o quarto país a alcançar esse objetivo".  (Matéria Jornalistica)


** Fim da Atualização **


China, Índia e Paquistão são dependentes do ciclo de gelo/degelo do Himalaia para manter seus recursos hídricos e poder alimentar suas imensas populações, que juntas ultrapassam 2,65 bilhões de seres humanos,ou aproximadamente 38 % da população mundial.

Do Himalaia surgem as principais bacias hidrográficas da Ásia, fundamental para os países citados e para todo o ecossistema regional. Também Bangladesh, Nepal e Mianmar sofrerão com inundações seguidas de estiagem nas próximas décadas. Para se ter uma idéia do problema, somente na Índia, 600 milhões de pessoas dependem do Rio Ganges para beber e cultivar.

Portanto toda a Ásia será afetada pelas mudanças climáticas, que trarão períodos alternados e cada vez mais violentos de seca e inundações, prejudicando as lavouras e trazendo problemas de abastecimento de água e alimentos, além de afetar suas economias.

O Himalaia e o Planalto do Tibet (também conhecido como Platô Qinghai-Xizang) formados pela convergência de duas grandes placas tectônicas: a da Eurásia e a da indo-australiana. Como resultado das colisões iniciadas ha mais de 65 milhões de anos, a elevação média do Planalto do Tibet é de aproximadamente 4880 m (na foto, em tons castanhos, com vários lagos profundos, em azul escuro). Trata-se de uma região inóspita, gelada, com pouca vegetação, ventanias freqüentes e seca. Os lagos são alimentados pelo derretimento de neve das montanhas. O Himalaia, também conhecido como o "Teto do Mundo", possui as montanhas mais altas do planeta, culminando com o Everest (8850 m). São mais de 30 picos com mais de 7300 m



Há também o fato da afinidade religiosa do Paquistão com os países do Oriente Médio, e seu “peso” no cenário das Repúblicas islâmicas centro-asiáticas. Ainda no aspecto religioso e étnico, estes países compartilham de uma forte diferenciação em relação ao Ocidente, ou seja, são países de população não branca e não cristã.

Islam no Mundo

A Religião que mais cresce no Mundo


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Atualização em 12/2017


Os quatro maiores países muçulmanos do mundo estão localizados no continente asiático e são a Indonésia, Paquistão, Índia e Bangladesh, dos quais os três últimos são territórios contíguos.

A Indonésia possui cerca de 202 milhões de muçulmanos; o Paquistão tem cerca de 174 milhões; a Índia aproximadamente 161 milhões e Bangladesh conta com cerca de 145 milhões. 

Nenhum desses países, que são os mais populosos países muçulmanos do mundo, se encontram no Oriente Médio.

E até 2050 projeta-se que a Índia, o País Hindú, terá a maior população muçulmana do planeta.



No mundo inteiro os muçulmanos têm a mais alta taxa de fertilidade e a mais baixa idade média, e a projeção é que seu número passe de 1,6 bilhão em 2010 para 2,76 bilhões em 2050. Pela primeira vez na história, a população muçulmana vai igualar a de cristãos, até agora o maior grupo religioso do planeta. Essas mudanças terão repercussões nos relacionamentos entre muçulmanos e não muçulmanos globalmente, especialmente no Sul da Ásia, o que deverá inclusive direcionar politicas nacionais e entre Nações – exacerbando tensões existentes ou dando margem a novos desafios para a promoção de relações harmoniosas entre grupos religiosos, dentro e fora das fronteiras nacionais.

- Fim da Atualização - 

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O anticristo

Há algumas teorias sobre o anticristo, e na Bíblia há indícios de onde ele surgirá.

Embora hajam muitas especulações, na Bíblia são fornecidas diversas indicações de como reconhece-lo e também sobre a região geográfica que ascenderá.



Mas o Corão é mais explícito sobre o assunto, e indica com muita propriedade aonde este líder irá surgir. Isso está comentado no texto O papa e o ac e no texto Al Quiyamah - O Dia do Julgamento.

Os islâmicos possuem um termo chamado, Quiyamah que significa Julgamento.

Este termo designa um período de tempo específico em que acontecerão diversos eventos comportamentais e sociais, os quais terão um termo em uma mudança radical da humanidade. Em outras palavras, o Quiyamah é o similar islâmico do Livro da Revelação, ou Apocalipse.

Há diversos pontos em comum com o entendimento cristão deste período, embora também hajam discordâncias. Sobre similaridades posso citar o retorno de Jesus (Issa), o mesmo filho de Maria (Marian) que os cristãos esperam, embora não na forma da Parusia cristã. E também o surgimento de ad-dajjal ou como conhecido no cristianismo, o anticristo.

All-Maseeh ad-dajjal significa “falso messias o impostor”, justamente por sua pretensão a divindade, conforme descrito na Bíblia. As Hadiths do Corão explicam que ele buscará se passar pelo Messias.

Retirado de uma das Hadiths do Corão : “Ele emergirá entre Shaam e Iraque, e seu reconhecimento se dará em quando estiver em Isfahaan, no local chamado Judéia.”

Este trecho dá uma localização bem segura de aonde este líder profético surgirá, e este local é no Oriente Médio. E fornece a indicação de aonde será primeiramente reconhecido, ou ainda de aonde iniciará sua ascensão politica-religiosa, conforme abaixo.

Shaam indica a cidade de Damasco na Síria, mas também área geográfica específica chamada de Al Shaam, a Grande Síria. O Iraque citado é a região até os rios Tigre e Eufrates.



Isfahaan é a cidade de Esfahan, antiga capital do Império Persa e curiosamente, uma cidade fundada por judeus há milhares de anos atrás. Isfahan (origem do nome farsi vem da palavra Tropas, porque a cidade se iniciou devido a presença de tropas militares), também era conhecida na antiguidade como Dar-Al-Yahud, ou “casa-dos-judeus”.

Esfahan, no "meio" do Irã e na linha do grande V


A Cidade de Esfahan é a Capital da Provincia de Isfahan, que tem 22 cidades e dezenas de Vilarejos, com em torno de 5 milhões de habitantes. A profecia pode estar se referindo há Provincia, pois tem o mesmo nome, Isfahan.


**  **

Voltando então ao principal da formação do Eixo Paquistão-Índia-China, toda a aproximação entre estes países indica por si só o reconhecimento mútuo das semelhanças que os unem, e dos problemas que lhes são comuns face a hegemonia social e econômica Européia, Norte americana e cristã.

O papel da Rússia na formação deste eixo é no momento muito relevante, e os interesses russos vem se afinando com os interesses destas três Nações e dos “satélites”, alguns já citados como o Irã e a Coréia do Norte.

Qualquer um que acompanhe as notícias pode observar que a Rússia mantém uma espécie de “guarda-chuva” sobre alguns destes países, opondo-se sistematicamente a medidas punitivas e por vezes fornecendo auxílio efetivo em forma de armas, financiamentos e investimentos.

E também a Rússia realizou uma rápida e intensa aproximação com a China, a ponto de em poucos anos saírem de uma relação formal a uma relação comercial e militar intensa. Os chineses são os maiores proprietários de atividades nas áreas de prospecção de energia na Rússia, são parceiros comerciais prioritários dos russos, além da atual afinidade de discurso face os desafios da política internacional.

Além disso, os dois países tem um papel importantíssimo na criação e manutenção do "Clube de Xangai", (Organização de Cooperação de Xangai - SCO), Organização capitaneada pela China e Rússia e que reúne países Membros como Cazaquistão, Uzbequistão, Tadjiquistão, Quirguistão (repúblicas centro-asiáticas), e alguns observadores (convidados) como o Irã, Índia, Paquistão, Mongólia e Coréia do Norte.

Em Verde escuro, Países Membros da SCO. Em claro, Observadores.


Será que dá prá considera-la como um embrião do chamado Eixo ?!

De certa forma sim, pois cumpre o papel de aproximar ex-inimigos e cria instrumentos de diálogo e cooperação entre todos os países do Grupo. Portanto, ainda que não seja propriamente a estrutura do Eixo, cumpre atualmente o seu papel na formação de vínculos entre estes países.


Mas sobre a Rússia, alguns fatores mudarão isso.

Por exemplo, a profética oposição da Rússia a ascensão do ac, quando a Rússia tentará uma guerra contra as forças do mesmo e perderá.

Neste contexto profético, estamos falando já de um momento em que o ac terá plena força regional, conquistando inclusive a simpatia e aliança com Israel. Ver no post O Papa e o ac.

Mas serão principalmente as alterações climáticas que trarão sérios problemas a China e Índia, fato este que levará o País a optar por uma invasão das regiões etnicamente chinesas da Rússia, notadamente a região de Primorskiy Kray, e com isso iniciar uma invasão mais ampla a este País.

O território (estado) russo de Primorye ou Primorskiy Kray, é a porção mais oriental da Rússia, com grande população chinesa, fica próximo a fronteira terestre da China com a Coréia do Norte. É aonde fica a conhecida cidade de Vladivostok..

Porção oriental da Rússia



Em toda a fronteira dos dois países vivem pouco mais de 7 e meio milhões de russos contra 300 milhões de chineses, e um estudo chamado THREATS AND CHALLENGES FOR RUSSIA (Ameaças e Desafios para a Rússia), realizado pelo Carnegie Moscow Center, endossa as previsões de 10 milhões de chineses russos por volta de 2030-2040, e coloca claramente a possibilidade de conflitos entre os dois países devido a tensões provocadas por esta população que reside no Oriente da Rússia.

Densidade demográfica russa



Densidade demográfica chinesa


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Há um forte declínio da natalidade dos russos étnicos, em contrapartida a manutenção das taxas de natalidade de minorias islâmicas e chinesas. Aliado a isso, existe também um incremento da emigração destas populações, o que faz aumentar seu peso dentro da Rússia. Não é por acaso que o número de atos racistas e xenófobos esteja aumentando na Rússia.

Sem o apoio implícito ou direto das repúblicas centro-asiáticas e da Índia, é difícil conceber que esta invasão ocorreria. Tendo em vista que a opção da Índia e demais repúblicas centro-asiáticas poderá ser escolher entre apoiar a China ou sofrer ela própria uma invasão; e também levada pelas semelhanças de seus problemas, principalmente o de alimentar bilhões de seres humanos sob o risco de toda a Sociedade nacional mergulhar no completo caos, acredito que a Índia e a maioria das repúblicas centro-asiáticas se aliarão a China apoiando a invasão.

Repúblicas Centro-asiáticas


Neste cenário profético, as forças beligerantes do ac também estarão ativas, e o apoio das Nações sob sua influência será decisivo na invasão chinesa a Rússia, possivelmente como parte de uma estratégia maior, já o real objetivo, profético, Bíblico e Corânico, é a Europa, e desmobilizar a Rússia é garantir uma invasão mais “tranqüila” da Europa pelo Oriente, ainda mais que uma passagem de tropas por terra em direção a Europa, partindo do Oriente Médio, terá que necessariamente atravessar áreas fronteiriças com a Rússia, principalmente pela Turquia.

Esta é outra Nação que também terá relevância enorme no contexto profético, pois segundo profecias islâmicas, este País se alinhará às forças do ac contra o Ocidente.

Outro aspecto muito relevante é o controle energético, já que a Rússia representa a maior reserva de gás natural do planeta, um suprimento de séculos de energia, e a Europa depende deste gás. Controlar estas reservas poderá ser estratégico em um esforço de guerra contra a Europa, e para a posterior "Paz". E ainda há as imensas reservas de água potável e petróleo, carvão, campos aráveis e etc... .

Reservas mundiais de Gás natural

As 10 maiores reservas de petróleo do Mundo
Lembra-se do grande V ?
Ele compreende em sua área de abrangência
a maioria dos grandes produtores, reservas, gasodutos, oleodutos e
portos de escoamento.

A graduação do escuro para o claro indica as áreas com
maior disponibilidade de água doce

Principais campos de petróleo e gás na Rússia

Principais campos de carvão e minério na Rússia


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Gasoduto

Há outro País tem a segunda maior reserva de gás do planeta, e este País é o Irã.

Existe um projeto delineado entre o Irã, Paquistão, Índia e China, de construir um gasoduto ligando estes quatro países.


Traçado inicial do gasoduto



Projeto inicial, de quase 3 mil Kms de extensão, ligará o Irã ao Paquistão e a Índia, podendo suprir estes dois países por 600 anos, baseando-se nas reservas e no consumo atual. A segunda fase levaria o gasoduto até a China.

A primeira fase deverá estar operacional entre 2010 e 2012, e o maior opositor a este projeto é o EUA, principalmente pelas razões abaixo :

- as reservas norte-americanas de gás são pequenas e estão em declínio;

- as exportações de gás iranianas aumentariam consideravelmente a receita deste País;

- estas mesmas exportações fariam com que o Irã se tornasse um País mais importante no cenário global, trazendo assim mais simpatias ao Regime e maior oposição internacional a atos que viessem a fazer o fluxo de gás ser interrompido;

- as exportações fariam crescer de forma mais sustentada as economias da Índia e da China, quando da segunda fase do projeto;

- E finalmente, a opção pelo Oriente prejudicaria as potências ocidentais pois outros produtores regionais tenderiam a aderir a este gasoduto. Igualmente sedenta por energia, restaria a Europa apenas a Rússia como grande alternativa energética.

Alguns especulam que a maior causa de hostilidade francamente manifestada recentemente pelo EUA contra o Irã, deve-se muito mais a este gasoduto do que a questão nuclear.

Este projeto implica em uma maior interdependência entre todos os países da região, já que além de seu próprio propósito, ele se incorpora a uma série de outros projetos energéticos em curso na Ásia central.

E esta proximidade vai se intensificar.

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Estradas e Ferrovias

Quando olhamos para os Mapas, e apenas baseados neles, verificamos as distâncias e nos perguntamos como seria possível deslocar milhares de homens e tropas com rapidez, em uma teórica invasão a Rússia ou mesmo a Europa. 

A resposta é simples, como alias sempre foi : Ferrovias e Rodovias, e elas são estratégicas a qualquer ação bélica. 

Abaixo os Mapas das principais Rodovias e Ferrovias da Ásia prontas e em andamento, e chamo a atenção em particular para uma das vias indicadas que se inicia em Primorye, a trans-siberiana.

Rodovias

Ferrovias

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E porei anzóis nos teus queixos
(acréscimo de texto - agosto de 2012)
Com a colaboração de 

Ezequiel 38:1-6

"Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
Filho do homem, dirige o teu rosto contra Gogue, terra de Magogue, príncipe e chefe de Meseque, e Tubal, e profetiza contra ele. E dize: Assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu sou contra ti, ó Gogue, príncipe e chefe de Meseque e de Tubal; E te farei voltar, e porei anzóis nos teus queixos, e te levarei a ti, com todo o teu exército, cavalos e cavaleiros, todos vestidos com primor, grande multidão, com escudo e rodela, anejando todos a espada; Persas, Puche, e os de Pute com eles, todos com escudo e capacete; Gomere todas as suas tropas; a casa de Togarma, do extremo norte, e todas as suas tropas, muitos povos contigo."

Chama a atenção: ".. e porei anzóis nos teus queixos, e te levarei a ti, com todo o teu exército .."

No contexto, é DEUS falando a GOG e MAGOG, afirmando que lhe porá anzóis e o levará até aonde Lhe aprouver. 

Não é GOG e MAGOG que "sai e luta", mas é levado por DEUS a "sair e a lutar".

A diferença é enorme, e neste ponto eu volto as mudanças climáticas!!

Porque eu defendo que um dos grandes motivos para a movimentação bélica na Ásia, são as alterações climáticas, lembrando o trecho:  "Portanto toda a Ásia será afetada pelas mudanças climáticas, que trarão períodos alternados e cada vez mais violentos de seca e inundações, prejudicando as lavouras e trazendo problemas de abastecimento de água e alimentos, além de afetar suas economias."

Na verdade as suas consequências, como prejuízos econômicos, de lavoura, falta de água, e daí decorrentes, fome, desemprego, agitação social, violência, instabilidade, revoltas, extremismo, etc.... .

O termo "anzois nos teus queixos" deixa claro a falta de alternativas, e isso é coerente com a questão climática, já que são eventos inevitáveis.

E em particular os eventos extremos, corriqueiramente ligadas a atuação de DEUS.

No trecho biblico acima, Ezequiel fala da ascensão de GOG e MAGOG, e também detalha os personagens envolvidos :

Gog Magog foi o nome de uma comunidade descendente de Jafé, filho de Noé.

Jafé é associado a uma etnia branca que ocupou a área da atual Turquia, Armêrnia , formando um povo chamado pelos gregos de Citianos (Scythians – Sakas ou Sakai), que se espalhou também por toda a Ásia, chegando até mesmo na Índia, e posteriormente também Rússia e a Europa.

Meseque e Tubal = filhos de Jafé; no caso, povos descendentes de Jafé;
Persas  = iranianos;
Puche = povos negros do chifre da áfrica (etiopes, núbios, sudaneses);
Pute = ancestrais dos libios e outros povos árabes da áfrica do norte;
Gomer = ligado aos povos do norte do mar negro, na Russia;
Togarma = refere-se aos povos da atual Georgia e Armenia. 


OBSERVAÇÕES:

Sobre o tema, chamo atenção dos leitores sobre a notícia publicada em Março de 2010, em diversas midias especializadas em segurança, mas também em alguns veículos de massa Europeus.

  
Basicamente, e segundo os analistas militares russos, as manobras parecem indicar uma situação de invasão a Rússia no extremo-oriente. E que apesar de a Rússia entender que sua maior ameaça ainda é a OTAN, que existe no futuro possibilidade REAL de conflito com a China.

Em Agosto de 2012, novamente outro comentário sobre a questão, agora do Primeiro-ministro Russo Dmitry Medvedev, que emitiu um alerta velado sobre a influência crescente da China sobre o Extremo Oriente russo, afirmando que é essencial defender a região contra a "expansão excessiva dos Estados fronteiriços".





Atualização 03/2017

Mas como a China poderia invadir a Rússia?

Eu me pergunto o mesmo, e entendo que esta invasão só poderá ocorrer em um cenário bem específico, cujas algumas peças podemos antever em textos proféticos.

Teorizo sobre isso no texto "Russia, China e EUA no fim dos tempos".


Sempre vem a mente a questão das armas nucleares, e em como poderão ser utilizadas.

Há profecias que falam em muita destruição bélica, em armas terríveis que matam de variadas formas, mas não há profecias fidedignas que falem em uma guerra nuclear.

Pelo contrário até, as profecias deixam claro que os eventos proféticos mais dramáticos, relacionados com as mudanças geofísicas, virão para evitar que o homem aniquile por completo a vida neste Mundo. 

"Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver. E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias."(Mateus 24:21-22)

Então chegaremos perto da aniquilação nuclear, segundo profecias, mas elas não chegarão a ser utilizadas, não amplamente pelo menos.  

Falando de uma forma mais clara sobre este cenário, quando a opção nuclear finalmente se apresentar aos beligerantes, os próprios elementos trarão uma imensa e profunda mudança ao nosso Mundo, e será esta mudança que acabará com a guerra, porque os exércitos não poderão combater.

Focando especificamente na profética invasão chinesa a Rússia, eu penso que a Tecnologia fará a diferença para garantir a invasão, e quando escreví o texto original em 2009, armas cibernéticas eram incipientes. Hoje temos cyberarmas altamente eficientes, e a China é o expoente global na ciberguerra. E a China também é a unica detentora conhecida de tecnologia anti-satélite demonstrada, afora tantos outros avanços tecnológicos que sabemos e tantos que nem desconfiamos que já existem.

Cyberwar

Então se existe algo que certamente fará muita diferença na próxima guerra entre potencias 100% dependentes de computadores, redes de transmissão e comunicação, e satélites, é a alta Tecnologia sendo utilizada para inutilizar computadores, redes de transmissão e comunicação e satélites.



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