O verdadeiro objetivo do conhecimento profético se alcança apenas pela reforma interior, e não pelo conhecimento acumulado em si mesmo.

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quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Panspermia


Olá a todos,

Panspermia é a teoria que defende que as primeiras moléculas básicas para a vida na Terra, vieram do espaço trazidos pelo choque de corpos celestes, como meteoros e cometas.

O termo panspermia é derivado do grego ( “pan” = tudo e “spermia” = semente), o que pode ser traduzido como “sementes em todos os lugares”.

O conceito básico remonta as idéias de Anaxágoras na Grécia do Século V a.c., mas o conceito moderno é atribuído ao cientista alemão Hermann Von Helmholtz (ao lado), que em 1879 teorizou sobre a "Panspermia cósmica", afirmando que as "sementes de vida" são prevalentes em todo o Universo e que a vida na Terra começou quando uma dessas sementes aqui chegou, tendo-se propagado. 

A panspermia tanto poderia ser interestelar como interplanetária, segundo Von Helmholtz, e eram citadas as hipóteses dos cosmozoários, o transporte de germes por meteoritos e cometas, a chamada Panspermia balística.

Além da resistência religiosa e filosófica, a teoria foi posta em descrédito por séculos, devido a ideia da impossibilidade da manutenção da integridade estrutural de componentes vivos ou orgânicos no vácuo do espaço.

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Ainda no Século 19, outros cientistas como o alemão Hermann E. Richter, o inglês Ferdinand Cohn e o sueco  Svante Arrhenius, entendendo na época que os objetos que chegavam até nós, caindo no planeta, sempre caiam em estado de fusão, pelo menos em sua superfície, imaginavam que os próprios germens cósmicos (cosmozoários) flutuavam no espaço sob a forma de finíssima poeira, que lentamente caía na superfície da Terra.  

Arrhenius acrescentou que a luz exerce uma pequena pressão sobre os corpos que ilumina, e esta pressão, exercida sobre os germens cósmicos, facilitaria sua deposição na superfície dos mundos. Se estes mundos oferecerem condições favoráveis a proliferação da vida, ela poderá surgir. 


Foi o conceito básico da Radiopanspermia, e hoje considera-se outras formas de emissão de radiação além da luz, como as particulas Alfa, particulas Beta, radiação Gama, principalmente oriundas do vento solar emitido por nosso sol, 
e raios cósmicos originados em explosões de estrelasMagnetares, Pulsares ou Estrelas de Nêutron


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O conceito da Panspermia dirigida defende que seres extraterrestres dotados de inteligência, dispersaram propositadamente os elementos ou até mesmo os organismos precursores de vida, em variados planetas do Universo. E em alguns planetas a vida se desenvolveu e evoluiu, como na Terra.

Esta é a vertente mais polêmica da Panspermia, a menos cientifica e menos aceita, já que nem sequer a existência de vida extraterrestre foi comprovada pela Ciência. 

Embora isso, Francis Crick,  Prêmio Nobel, biólogo molecular, biofísico e neurocientista britânico conhecido por descobrir a estrutura da molécula de DNA em 1953, foi um dos mais importantes defensores dessa vertente da panspermia.

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Em 1929, o astrônomo Harlow Shapley, da Universidade Harvard, afirmou: "Nós,  seres orgânicos que nos descrevemos como humanos, somos feitos da mesma matéria que as estrelas". 

Foi uma observação surpreendente na época, já que nem se sabia exatamente o que fazia as estrelas brilharem. A frase tem uma variação conhecida de Carl Seagan, e o fato é que nossos átomos, os que compõem eu e você, vieram das estrelas.


Passariam décadas até que provas científicas demonstrassem que os átomos que nos compõem não apenas são os mesmos que os das estrelas, mas também que a maioria deles foi, na verdade, produzido pelas estrelas

Em Junho de 2008,  cientistas europeus e norte-americanos confirmaram pela primeira vez que um importante componente genético primitivo, encontrado em fragmentos de um meteorito, é de fora da Terra. O trabalho científico foi publicado no dia 15 de junho de 2008 no Earth and Planetary Science Letter e sugere que parte do rol de materiais que constituíram as primeiras moléculas de DNA e RNA, de fato veio das estrelas. 

Os materiais descobertos incluem moléculas de uracilo e xanthina, que são moléculas precursoras das moléculas que compõe o DNA e RNA, conhecidas como nucleobases. Os materiais foram encontrados em fragmentos de rocha do meteorito de Murchison, que caiu na Austrália em 1969. 
Fragmento de 1 micron do Meteorito de Murchison

Durante as pesquisas com o meteorito de Murchison, cientistas testaram os fragmentos para determinar se as moléculas eram de fato de fora da Terra, ou se eram resultado de contaminação com material local, ocorrido no momento da chegada à Terra. As análises mostraram que as nucleobases continham uma forma de carbono mais duro e que somente poderia ter se formado fora da Terra. Os compostos de carbono formados na Terra consistem em uma variedade mais leve. 

Os trabalhos foram liderados pela cientista Zita Martins, ligada ao Departamento de Engenharia e Ciências da Terra do Imperial College London, em conjunto com Mark Sephton, da mesma instituição. "Acreditamos que as formas iniciais de vida na Terra tenham adotado os nucleobases, provenientes de meteoritos, na codificação genética. Isso permitiu que suas características fossem passadas com sucesso para as gerações seguintes", disse Martins. 

Entre 3.8 e 4.5 bilhões de anos atrás, muitas rochas similares ao Meteorito de Murchison caíram na Terra, ao mesmo tempo em que as primitivas formas de vida ainda estavam se formando. Segundo o estudo, o intenso (grande) bombardeio tardio  trouxe grandes quantidades de material a Terra, muita água inclusive, na forma de cristais de gelo, e também levou estes materiais a outros planetas do Sistema Solar. 

Mark Sephton acredita que a pesquisa é um importante passo para a compreensão de como a vida inicial pode ter evoluído. "Como os meteoritos representam o material restante da formação do Sistema Solar, os componentes chaves para vida, incluindo os nucleobases, podem ter se propagado por todo o cosmos. À medida que mais elementos forem descobertos nos objetos vindos do espaço, melhor será a compreensão do início da vida", disse Sephton.


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Em Outubro de 2001, astrônomos da Universidade de Hong Kong encontraram compostos orgânicos de complexidade inesperada fora da Terra e em várias partes do Universo, em um estudo científico publicado na revista Nature. A descoberta sugere que esse tipo de composto não é exclusividade das formas de vida, e pode ser criado espontaneamente por estrelas. A pesquisa também demonstrou que as substâncias complexas, além de estar sendo produzidas por estrelas e galáxias, também estão sendo produzidas no espaço interestelar - o espaço "vazio" entre as estrelas.

Essa "poeira estelar" de compostos orgânicos complexos é similar em estrutura aos compostos orgânicos encontrados em meteoritos. Segundo o estudo, as evidências comprovam a ideia de que as estrelas foram "fábricas" de compostos orgânicos no início do sistema solar.

Recentemente pesquisadores da Nasa já haviam encontrado evidências em meteoritos da formação espontânea no espaço de alguns dos elementos que formam o DNA - através de uma reação não-biológica. 

A pesquisa, que analisou elementos rochosos vindos do espaço e comprovou que elementos orgânicos complexos, como os nucleotídeos, vieram do espaço, ajuda a sustentar a teoria de que o "kit" para a criação da vida da Terra veio pronto do espaço, entregue por colisões da Terra com cometas e asteroides.

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Em 2017 a Equipe do SDDS-III APOGEE, depois de analisar 1500 estrelas com o Apache Point Observatory Galactic Evolution Experiment (APOGEE), que fica no  Novo México (EUA), através de espectrometria, concluiu que os seres humanos quanto os Sóis, possuem 97% do mesmo tipo de átomos.  Começando pelos primordiais hidrogênio e hélio, elementos mais densos como ferro, oxigênio, carbono e nitrogênio foram  gerados numa série de reações termonucleares e então espalhados pelo espaço quando essas estrelas morreram e explodiram como supernovas, num frenesi termonuclear final.



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Cientistas descobriram em Novembro/2019, a ribose e outros açúcares essenciais, incluindo a arabinose e xilose, em dois meteoritos ricos em carbono chamados NWA 801 (encontrado em 2001 no Marrocos) e Murchison (caiu em 1969 na Austrália).

A ribose é um componente essencial do ácido ribonucleico (ARN).

ARN tem a função de uma molécula mensageira, que leva as informações genéticas do DNA (ácido desoxirribonucleico) até os ribossomos, as "fábricas" das células, que vão ler as instruções do ARN para produzir proteínas.

"Outros componentes importantes da vida já foram encontrados em meteoritos, incluindo aminoácidos (componentes das proteínas) e nucleobases (componentes do DNA e do ARN)", afirmou Yoshihiro Furukawa, pesquisador da Universidade de Tohoku, no Japão, e principal autor do estudo.

"Mas o açúcar era a peça que faltava entre os principais componentes básicos da vida."


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Em Março de 2020, foi publicado que os pesquisadores Dr. Jacob Heinz da Universidade Técnica de Munique e Dr. Dirk Makuch da Universidade Estadual de Washington, acreditam ter fundamentos para afirmar que moléculas recentemente encontradas em Marte pelo robô Curiosity, podem ter origem biológica.  

As moléculas são tiofenos, compostos orgânicos também encontradas na Terra, por exemplo, no carvão, no petróleo e até em trufas brancas, uma iguaria culinária.

Os dois pesquisadores afirmam que não podem descartar a origem do material a partir de matéria não-viva, mas apostam em sua origem a partir de processos biológicos.

No cenário biológico sugerido pela dupla, bactérias que podem ter existido há mais de três bilhões de anos, quando Marte era quente e úmido, poderiam ter facilitado um processo de redução de sulfato que resulta em tiofenos.  

Eles esperam tirar a prova usando equipamentos a bordo do robô Rosalind Franklin da ESA, que deverá pousar em Marte em 2022. Seu aparelho embarcado, MOMA, sigla em inglês para Analisador de Moléculas Orgânicas de Marte, será capaz de identificar isótopos que possam indicar fontes biológicas das moléculas. 

O robô foi batizado em homenagem a Dra. Rosalind Elsie Franklin (25 de julho de 1920 — 16 de abril de 1958), uma química britânica que contribuiu para o entendimento das estruturas moleculares do DNA, RNA, vírus, carvão mineral e grafite. Seus trabalhos sobre o carvão e o vírus foram reconhecidos em sua vida, e suas contribuições para a descoberta da estrutura do DNA tiveram amplo reconhecimento póstumo.

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Ainda em Março de 2020, foi noticiado que a equipe da Dra. Julie McGeoch, da Universidade de Harvard, por sua vez, acredita já ter estas provas em mãos.

A equipe anunciou ter encontrado um composto orgânico - mais especificamente uma proteína - dentro de um meteorito.

O objeto encontrado na Argélia em 1990, denominado Acfer094, foi cuidadosamente perfurado, o que permitiu extrair amostras não contaminadas de material, quando a rocha ainda vagava pelo espaço.

O pó extraído pelas brocas foi misturado com água e clorofórmio e vaporizado com um laser para transformar as amostras em gases, que são analisadas através da espectrometria de massa.

Quando examinaram os gases, os pesquisadores descobriram uma combinação de aminoácidos e átomos adicionais, o que eles afirmam ser evidência da primeira proteína extraterrestre já encontrada. O que falta agora é que outros pesquisadores revisem o estudo e repitam a análise de outras amostras do mesmo meteorito para confirmar a descoberta. Uma confirmação seria um resultado histórico, mostrando que a química que dá origem à vida pode ocorrer em lugares bem mais inóspitos do que nossa aconchegante Terra. 


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Água líquida é encontrada dentro de meteorito 
(Acréscimo de Maio/2021)

Cientistas encontraram pela primeira vez pequenas bolsas de água em estado líquido no interior de meteoritos muito antigos, da época da formação do Sistema Solar.

Já haviam sido encontradas hidroxilas (radicais OH) e moléculas de compostos hidratados em meteoritos, mas água mesmo (H2O) é a primeira vez, uma descoberta marcante para a compreensão da formação do Sistema Solar.

Embora a origem da água da Terra seja um dos maiores enigmas da ciência, a água parece ser relativamente abundante em nosso Sistema Solar, já tendo sido detectados sinais de gelo na Lua, em cometas, nos anéis de Saturno, em Marte, sob a superfície da lua Encélado e até vestígios de vapor d'água na atmosfera escaldante de Vênus.

A demonstração que faltava foi encontrada agora na forma de "inclusões fluidas" dentro do meteorito Sutter's Mill, um condrito carbonáceo originário de um asteroide que se formou 4,6 bilhões de anos atrás. (Matéria jornalistica)


foram encontradas em meteoritos 
(Acréscimo de Abril/2022)

Pesquisadores japoneses acabam de identificar as duas nucleobases do DNA que faltavam ser encontradas em amostras de meteoritos.

Com isto, agora já foram encontradas versões extraterrestres de todas as unidades básicas da chamada "molécula da vida".

Todo DNA e RNA, que contêm as instruções para construir e operar cada ser vivo na Terra, contêm cinco componentes de informação, chamados nucleobases - adenina, guanina, citosina, timina e uracila

Até agora, os cientistas que vasculhavam amostras extraterrestres haviam encontrado apenas três das cinco.

A equipe do professor Hiroshi Naraoka, da Universidade de Hokkaido, completou o quadro identificando as duas outras, a citosina e a timina. (Matéria jornalistica)


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O conceito da Panspermia conforme admitida pela Ciência, não tem relação com Doutrina de Pensamento, Filosofia ou Religião, mas traz uma série de idéias derivadas de sua comprovação, que possivelmente iriam contradizer algumas Doutrinas, Filosofias e Religiões.

A principal delas, penso, é a analogia de asteroides e cometas como sementes dos elementos básicos a vida, um conceito chamado especificamente de Litopanspermia, oriundo do prefixo greto lito, que significa pedras. Seria a vida transportada por rochas. 

E também traz a inevitável conclusão de que a vida é um processo contínuo e não restrito a Terra. 

Como asteroides e cometas existem por todo o Universo e como se chocam com outros corpos celestes de forma recorrente (Panspermia balística); então se houverem as condições favoráveis a vida nestes locais, a vida poderá florescer. 

Portanto já aconteceu, está acontecendo e tornará a acontecer. 

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Outra questão relevante trata do conceito oferecido pela Panspermia dirigida, que mesmo não sendo aceita cientificamente e carecendo de provas, conquistou simpatizantes e ajudou a criar uma série de teorias derivadas de sua principal ideia, a de que seres extraterrestres foram responsáveis pela formação da vida na Terra ou ainda por sua Evolução, interferindo principalmente na evolução humana. Embora alguns tratem tais afirmações como certezas, a maioria das afirmações não são certezas e não são científicas.  

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Processo contínuo e natural

NEO é o acrônimo do inglês "Near-Earth Object" (Objeto Próximo a Terra), termo usado para definir asteróides, meteoritos e cometas, cuja a órbita entra em algum momento, em interseção com a órbita da Terra. Quando ocorrem estas interseções, as chances de colisões, podem ser reais.

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NEO Earth Close Approaches da Nasa-JPL
NEO Earth Close Approaches

O Choque com um NEO pode representar uma enorme tragédia para a Humanidade, e devemos buscar nos prevenir disso. Portanto iniciativas como as da NASA e da ESA para nos proteger de PHOs (Potentially Hazardous Objects) ou Objetos potencialmente perigosos, são muito bem vindas. O conceito de PHOs engloba o de PHAs (Potentially Hazardous Asteroids), é mais recente e mais amplo por abranger também os cometas.

Por outro lado, por exemplo, o choque com um NEO de proporções gigantescas nos deu a Lua, e sem nosso satélite o desenvolvimento da vida na Terra seria impossível.

O intenso bombardeio tardio já citado neste texto, trouxe muita água para nosso planeta, e esta água foi fundamental para a formação de nossos oceanos. A água, assim como os oceanos, foram fundamentais a criação e evolução da vida na Terra.

E bilhões de anos depois, outro evento ocorrido há 65 milhões de anos, possibilitou a ascensão dos mamíferos, cuja a evolução resultou no Homo Sapiens, os Seres Humanos.

Portanto o choque com NEOs demonstra ser um processo contínuo e natural, que destrói mas também propicia condições para o desenvolvimento da Vida e sua evolução.

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Descoberta a cratera de asteroide 
mais antiga do planeta
(Acréscimo de Janeiro/2020)

Um estudo publicado hoje (21/01/2020) no periódico científico Nature Communications identificou o mais antigo ponto de impacto de um asteroide com a Terra, a Cratera yarrabubba, cuja marca ainda é observável — ainda que de forma mínima.

Trata-se de uma cratera deixada há 2,2 bilhões de anos na superfície do nosso planeta. O buraco fica na porção ocidental da Austrália. Hoje, o que restou é uma pequena marca; no entanto, na época do choque, calcula-se que a cratera tivesse cerca de 64 quilômetros de diâmetro.

Com o tempo, a erosão provocada pela chuva, vento, tectonismo e neve encobriram e reorganizaram a estrutura, o que a deixou praticamente irreconhecível em comparação com o passado. É justamente a intensidade dessa erosão que permitiu que os pesquisadores percebessem a antiga idade da cratera: quanto mais erosão, mais anos de existência. Além disso, amostras de terra do local foram testadas em laboratório para confirmar sua idade e verificar sua composição.

O período do impacto coincide com o fim de uma das Eras do Gelo pelas quais a Terra passou. Segundo os cientistas, o choque do asteroide com o gelo na superfície do planeta pode ter gerado vapor d’água suficiente para alterar o clima terrestre e antecipar o final do período glacial.

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Para que Ciência explique a vida, 
precisamos ampliar o Universo
(Acréscimo de Março/2020)

Podemos estar mais longe do que pensávamos de responder a uma das grandes questões existenciais - Como a vida começou?

A ciência moderna propõe que a vida começou por um processo chamado abiogênese, ou geração espontânea - de forma mais coloquial, a vida "começou por acaso" quando as moléculas necessárias se juntaram em algum lugar.

Como a ciência propõe também que o Universo teve um começo - cerca de 13,8 bilhões de anos atrás - então a vida deve ter começado em algum ponto nesse tempo.

Mas apesar de todos os conhecimentos acumulados no campo da biologia e da física, os detalhes ou mecanismo sobre como a vida começou, são largamente especulativos.  

Impossibilidades matemáticas

Como a única vida que conhecemos esta na Terra, os estudos científicos sobre as origens da vida se concentram nas condições específicas que encontramos aqui - embora haja propostas variadas envolvendo a panspermia, incluindo a de que a vida surgiu em Marte e veio para a Terra.

Assim, a maioria das pesquisas na área analisa os componentes mais básicos comuns a todos os seres vivos conhecidos: o ácido ribonucleico ou RNA. Essa é uma molécula muito mais simples e essencial do que o mais famoso ácido desoxirribonucleico, ou DNA, que define como os seres vivos são "montados".  

O problema é que mesmo o RNA ainda é várias ordens de magnitude mais complexo do que os tipos de compostos químicos - tipicamente conhecidos como "blocos básicos da vida" - que costumamos encontrar flutuando no espaço, em asteroides, cometas ou planetas.

O RNA é um polímero, o que significa que ele é formado por cadeias químicas, neste caso conhecidas como nucleotídeos. Os cientistas nesse campo propõem que é necessário compor um RNA com algo entre 40 a 100 nucleotídeos para alcançar o comportamento de autorreplicação necessário para a vida existir.

Se tiverem tempo suficiente, os nucleotídeos podem se conectar espontaneamente pelo Universo para formar uma molécula de RNA, desde que os blocos fundamentais encontrem as condições químicas corretas.

Mas é aí que surge o grande problema: As estimativas atuais indicam que seria matematicamente impossível que o número mágico de 40 a 100 nucleotídeos fosse atingido no volume de espaço que consideramos o Universo observável durante o que consideramos ser a idade do Universo.  

Para continuar levando a abiogênese a sério, o professor Tomonori Totani da Universidade de Tóquio, está propondo uma resposta: "Como nossa hipótese da origem da vida está correta e nossos cálculos da idade do Universo estão corretas, então precisamos ampliar o tamanho do Universo."

"Na cosmologia contemporânea, concorda-se que o Universo passou por um período de inflação rápida, produzindo uma vasta região de expansão além do horizonte do que podemos observar diretamente. A inclusão desse maior volume nos modelos de abiogênese aumenta enormemente as chances de ocorrência da vida," defende Totani.   

Segundo a cosmologia, o Universo observável contém cerca de 10 sextilhões de estrelas (10 a 22). Em termos estatísticos, a matéria em tal volume de espaço só seria capaz de produzir RNAs de 20 nucleotídeos durante estes 13,8 bilhões de anos.   

Alguns modelos cosmológicos que levam a inflação cósmica em consideração, porém, propõem que o Universo possa conter mais de um googol (10 a 100) de estrelas.  Um googol é uma grandeza representada pelo número 1 seguido de cem zeros, ou 10.­000.­000.­000.­000.­000.­000.­000.­000.­000.­000.­000.­000.­000.­000.­000.­000.­000.­000.­000.­000.­000.­000.­000.­000.­000.­000.­000.­000.­000.­000.­000.­000.­000 de estrelas.

Se esse for o caso, estruturas de RNA mais complexas e que sustentam a vida seriam muito mais prováveis.

"Tal como muitos [outros pesquisadores] nesse campo de pesquisa, sou movido pela curiosidade e por grandes perguntas," disse Totani. "Combinando minhas investigações recentes sobre química do RNA com minha longa história de cosmologia me levou a perceber que há uma maneira plausível de o Universo ter passado de um estado abiótico (sem vida) para um estado biótico. É um pensamento emocionante e espero que as pesquisas [futuras] possam se basear nisso para descobrir as origens da vida."


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Stephen Hawking

Em seu discurso, Hawking fala sobre Panspermia.
Video

Na série de palestras do 50º aniversário da NASA na 
Universidade George Washington, em 21 de abril de 2008. 



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      segunda-feira, 8 de outubro de 2012

      Escala Torino








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      A Escala Torino foi criada pelo professor Richard P. Binzel do Departamento de Terra, Atmosfera e Ciências Planetárias, no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

      A primeira versão, chamada de "Índice de Risco de objeto Próximo a Terra", foi apresentada em uma conferência da ONU, em 1995.


      Principais crateras de impacto conhecidas


      Uma versão revisada do "Índice de Risco" foi apresentada na Conferência Internacional sobre NEOs, realizada em Turim (Torino), na Itália, em junho de 1999.

      Os participantes da conferência votaram pela adoção da versão revisada, que foi renomeada de "Escala Torino", e reconheceram a necessidade da cooperação internacional, frente o perigo que se apresenta através dos NEOs.

      NEO é o acrônimo do inglês "Near-Earth Object" (Objeto Próximo a Terra), termo usado para definir asteróides, meteoritos e cometas, cuja a órbita entra em algum momento, em interseção com a órbita da Terra. Quando ocorrem estas interseções, as chances de colisões, podem ser reais.

      Temos exemplos bem conhecidos e contemporâneos, como em Tugunska na Rússia ou no Amazonas, Brasil, em Atalaia do Norte.

      Localização do chamado "Evento Curuça", em Atalaia do Norte (AM)


      Existe outra escala de medição baseada nesta, e com a mesma finalidade. É mais precisa, e recebe o nome de Escala Palermo.

      A Escala Torino vai de Zero a Dez, dividida em CINCO graus de periculosidade:



      ZERO - Eventos sem importância 

      UM - merecem monitoramento 

      DOIS/TRÊS/QUATRO - merecem monitoramento Cuidadoso 

      CINCO/SEIS/SETE - Eventos Ameaçadores

      OITO/NOVE/DEZ - Colisão certa




      Com 10 graduações:

      GRAU ZERO - Sem chances de colisão. Tb se refere a qualquer colisão espacial que dificilmente atravessaria a atmosfera e colidiria com o solo

      GRAU UM - Chances de colisão improváveis. 

      GRAU DOIS - Passagem próxima mas as chances de colisão são improváveis. Não é muito raro de acontecer. 

      GRAU TRÊS - Passagem próxima com chance de 1 % ou mais de colisão capaz de causar destruição local.

      GRAU QUATRO - Passagem próxima com chance de 1 % ou mais de colisão capaz de causar devastação regional.

      GRAU CINCO - Passagem próxima com ameaça de colisão capaz de causar devastação regional.

      GRAU SEIS - Passagem próxima com ameaça de colisão capaz de causar destruição global.

      GRAU SETE - Passagem próxima com grande possibilidade de impacto em proporções catastróficas.

      GRAU OITO - Colisão certa capaz de provocar destruição local. Acontece uma vez a cada 100 ou 1.000 anos.

      GRAU NOVE - Colisão certa capaz de provocar destruição regional. Acontece uma vez a cada 1.000 ou 100.000 anos.

      GRAU DEZ - Colisão certa capaz de provocar alterações climáticas globais. Acontece uma vez a cada 100.000 anos.


      Na Escala de Torino, o que se encontram são previsões e não resultados efetivos de um evento. Portanto é uma escala em que algumas das variáveis aplicadas são subjetivas e sujeitas a mudanças, de acordo com a coleta de novos dados sobre o objeto em estudo, e sobre a mecânica de sua trajetória. 

      Um objeto é numerado na Escala de Torino, em função da sua probabilidade de colisão, conhecimento este que avança na medida do tempo, e também de sua energia cinética, proporcional à massa do corpo e velocidade do mesmo. 

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      2024 YR4

      Sobre 2024 YR4
      (Acréscimos de Fevereiro/2025)

      O objeto foi descoberto em 27 de dezembro de 2024 pelo projeto Atlas, financiado pela Nasa.

      A ESA, a agência espacial europeia, monitora asteroide recém-descoberto que poderá colidir com a Terra em 2032. Daqui a aproximadamente sete anos, em 22 de dezembro de 2032, um asteroide recém-descoberto, o 2024 YR4, poderá se aproximar da Terra e, caso sua trajetória se mantenha, ele pode colidir com o nosso planeta.

      Dias depois, o asteroide 2024 YR4 teve seu risco de colisão com a Terra ampliado após revisão feita por cientistas. Segundo informações divulgadas pela Agência Espacial Europeia (ESA) na última segunda-feira (10/02/2025), as chances do encontro tiveram um aumento considerável de 1,3% para 2,3%. E seis dias depois (18//02/2025), foi divulgado que as chances aumentaram novamente, algo que nunca aconteceu, para 3,1%. Ou seja, as chances de colisão com a Terra TRIPLICARAM em poucos dias. 

      Mas em outra reviravolta, em 21/02/2025, dados coletados pela Nasa mostram que as chances do asteroide 2024 YR4 atingir a Terra em 2032 são menores do que aquelas inicialmente divulgadas. Segundo a NASA, existem apenas 0,28% de chances de impacto entre o objeto e a Terra em 2032, e vamos torcer para que o monitoramento do objeto ao longo dos anos, reafirme a previsão.

      Normalmente, quando um objeto ameaçador à Terra (PHA) é descoberto, quase sempre tem uma chance baixa de colidir com a Terra. Essa probabilidade tende a diminuir até zerar, conforme os astrônomos monitoram o objeto e determinam melhor sua órbita. 

      Quando um objeto passa do limite de 1% de probabilidade de impacto, a Iawn (Rede Internacional de Alerta de Asteroides) dispara um protocolo para a ONU, SMPAG (Grupo Consultivo de Planejamento de Missões Espaciais, que reúne as agências espaciais do mundo), explica Cristóvão Jacques, do Observatório Sonear, única entidade brasileira participante da Iawn. "Iawn e SMPAG foram criadas pela ONU em 2013-2014 como organizações para lidar com impactos do espaço."

      Isso na prática significa que esses grupos, ao serem acionados, trabalham para estabelecer um plano conjunto de observação e estudo do asteroide, assim como eventuais estratégias de mitigação de um possível impacto. 

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      Apophis


      Sobre Apophis
      (Acréscimos de Novembro/2024)

      Risco do asteroide Apophis colidir com a Terra em 2029 já foi descartadoA Nasa confirmou que não há risco de choque do asteroide com a Terra em 2036 e 2068. (Janeiro/2024)

      Em Novembro de 2024, foi anunciado que a passagem do Asteroide Apophis em 2029 pode provocar “Astroterremotos” devido à gravidade da Terra. Em 13 de abril de 2029, o asteroide Apophis se aproximará da Terra a uma distância de cerca de 32.000 Kms, permitindo aos cientistas observações sem precedentes. 

      Esses tremores, similares aos terremotos na Terra, poderão deslocar rochas e revelar novas camadas de material. A missão OSIRIS-APEX da NASA, que anteriormente estudou o asteroide Bennu, acompanhará de perto esses fenômenos. As descobertas podem ter implicações significativas para o desenvolvimento de tecnologias de defesa planetária, permitindo estratégias mais eficazes contra possíveis ameaças de asteroides. (Novembro/2024)

      E por que estes tremores são tão relevantes? Principalmente porque o objeto tornará a cruzar muito próximo a orbita da Terra em 2036 e 2068. Variações na (distribuição) massa do objeto podem interferir em sua órbita por centímetros ou mesmo milímetros, e o efeito acumulado desta variação ao longo de anos, pode lançar o objeto contra nós ou distante. Só dá para aferir com alguma certeza depois do fato consumado. Antes do fato há apenas simulações em termos de possibilidades. 

      Gravitational keyhole

      Um Gravitational keyhole (Buraco de fechadura gravitacional) é uma pequena região do espaço onde a gravidade de um planeta altera a órbita de um NEO que passe proximo, de modo que o NEO colide com aquele planeta em uma passagem orbital futura.

      O termo foi cunhado por P. W. Chodas em 1999, e ganhou notoriedade devido ao Apophis. Em 2005, foi determinado por simulações e calculos, que Apophis não atingiria a Terra em 2029, mas poderia passar por um Gravitational keyhole, levando a impactos em 2036.

      Posteriormente um choque em 2036 também foi descartado, mas agora entende-se que mesmo que o objeto não atinja um Gravitational keyhole, pode sofrer astroterremotos e ter sua orbita levemente alterada, pela alteração na distribuição da massa do objeto. E novos calculos precisarão ser feitos, caso isso de fato aconteça. (fim da atualização)

       **    **

      Atualmente existe o Near-Earth Object Program, criado e mantido pela Nasa, com observadores e observatórios em todo o Mundo, Brasil inclusive, e que visa catalogar e monitorar os “objetos próximos a Terra”.

      Clique aqui para ver os Diagramas Orbitais, ou aqui para ver a Tabela atual de Riscos, segundo o programa Near-Eatrh Object.

      Choque de Jupiter com o cometa Schoemaker-Levy 9 , em 1994

      Clique na imagem para ver simulação
      • Ao longo de seis dias, foram observados 21 impactos com fragmentos do cometa,
      • Cada uma das 21 explosões resultantes, acabaria com a vida humana na Terra,
      • A maior teve um raio de 6 mil Kms, ou seja, do tamanho de nosso Mundo.
      Comet Showmaker-Levy 9 colliding with Jupiter in 1994


      Rocha atinge Júpiter e provoca maior 
      clarão desde 1994 
      (Acréscimo de Junho/2022)
       
      Uma rocha espacial atingiu a "superfície" gasosa de Júpiter em outubro do ano passado e o impacto dessa colisão, que pode ter sido a maior em 28 anos, foi tão forte que observadores aqui da Terra conseguiram capturar o fenômeno.  

      De acordo com os cientistas que fizeram o registro, astrônomos e astrofísicos da Universidade de Kyoto, no Japão, essa explosão foi equivalente a 2 milhões de toneladas de TNT e provocou o maior clarão explosivo já capturado no gigante gasoso desde 1994, quando o cometa Shoemaker-Levy 9 atingiu o planeta com uma força de mais de 300 milhões de bombas atômicas. 

      O estudo, que ainda não foi revisado por pares, também descreve que a rocha tinha uma massa de cerca de 4,1 milhões de kg e entre 15 a 30 metros de diâmetro, o suficiente para liberar uma energia de impacto equivalente ao meteorito Tunguska, que atingiu a Terra em 1908. (matéria jornalistica)

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      1950 DA 
      (Acréscimo de Julho/2021)

      1950 DA (asteroide 29075) é um asteroide Apollo, um esferóide assimétrico com diâmetro de 1.1 km, e gira ao redor do próprio eixo em 2.1 horas. 

      Foi descoberto em 22 de fevereiro de 1950, por Carl Alvar Wirtanen.

      Esse é o objeto que, segundo informações atuais (Julho/2021), tem maiores chances de impactar diretamente a Terra.

      Segundo dados do JPL/NASA (Jet Propulsion Laboratory) , as chances de colisão no ano 2880, são de 1 em 8.300.


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      Proporcionalmente, a Crosta terrestre é mais fina do que a casca de um ovo


      Um Neo não exerce influencia gravitacional significativa sobre nosso Mundo, mas sofre influência dele devido as dimensões da Terra.

      Dependendo da composição, ângulo de entrada e dimensões do objeto, uma colisão produziria ondas de choque que varreriam o manto terrestre, gerando terremotos por todo a crosta e criando um imenso vulcanismo.

      Imagine-se ao jogar uma pedra em um lago, não produziria ondulações ?

      O choque com um NEO de proporções razoáveis poderia fazer o mesmo com o nosso manto, fazendo balançar o que estiver flutuando nele, ou seja, os continentes.

      Isso sem falar na gigantesca camada de detritos que seria lançada na atmosfera terrestre, caso o objeto tenha seu impacto em terra firme. Caso caia em um dos oceanos, imensos tsunamis com ondas de velocidade quase supersónica, de centenas de metros de altura, seriam formadas.

      E este evento também teria o potencial de criar uma “Mudança Polar”, evento o qual a crosta gira sobre o manto, fazendo com que as posições relativas de continentes sejam mudadas. Então e em relativas poucas horas, o Alasca poderia estar em uma zona tropical, e a África em uma zona polar.

      A soma de todos os efeitos somados, por si só devastadores, também poderiam alterar o torque de rotação do planeta, trazendo ainda mais problemas, alterando seu Eixo imaginário e promovendo a Verticalização.

      O torque pode ser entendido com a própria inércia da interação do manto e núcleo, ou seja, as correntes de material fundido circulando entre si, formam uma força manifestada no movimento giratório de toda esta interação. Isso é o torque, que gera o campo magnético da Terra e faz com que ela gire, sendo a inercia a manutenção continua deste movimento, já que nada o interrompe.

      Em 2013, uma pesquisa liderada pelo Dr. Hrvoje Tkalcic da Universidade Nacional Australiana, demonstrou que o núcleo da Terra gira a diferentes velocidades, acelerando e desacelerando com frequência, e este movimento não é sincronizado com a da massa restante do planeta. 

      **

      Vênus, o nosso vizinho cósmico, é o único planeta do sistema solar que gira “ao contrário”, e uma das teorias mais aceitas sobre o motivo, versa sobre o choque com um objeto que teria feito o planeta girar como um pião, e mudando para sempre a orientação de sua rotação.

      Marte, nosso outro vizinho e que já teve, segundo evidências, um meio ambiente propício a vida como conhecemos, possui a maior cratera de impacto do sistema solar, e este choque foi determinante para a condição atual do planeta.

      Concepção do o que deve ter ocorrido no passado remoto


      A mancha amarela abaixo, é a maior cratera de impacto do Sistema Solar,  
      a cratera tem uma forma elíptica de 10.000 km de extensão 
      e fica na região marciana de Tharsis.  


      Uma equipe do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) calculou, 
      graças a simulações, que o asteróide teria entre 1.600 e 2.700 km de diâmetro.


      Outro corpo celeste que sofreu um forte impacto foi Urano, que possui um eixo imaginário com fortíssima inclinação, resultado de pelo menos um grande impacto com outro objeto celeste.

      Rotação de Urano


      Missões espaciais como a Deep Impact e o Wise,  contribuem para a coleta de mais dados sobre os NEOs, e fornecem informações para a criação de eventuais e futuras intervenções, visando evitar que um destes objetos de tamanho significativo, caia sobre nossas cabeças e extermine a vida humana, como ocorrido em pelo menos 3 das 5 grandes extinções do planeta Terra.

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      A Pergunta
      (Acréscimo de texto de 2013)



      Em Março (2013) publiquei texto em alguns espaços sobre o evidente aumento do nível de informação e de preocupação com os NEOs. Como venho acompanhando isso há mais de uma década, percebo com clareza a mudança de algo que era "fantasia", para algo que está em nosso cotidiano planetário.


      "E os NEOs?

      Aos poucos o tema vem sendo divulgado publicamente, eu acompanhei este processo todo, mas então era um ou outro q esporadicamente passava próximo a nós.

      Mas parece agora q há um "enxame" deles "tirando tinta" da Terra. Sei os numeros, são milhares deles, mas a periodicidade com q vem se aproximando parece estar menor.

      E a queda na Russia? E agora dois cometas?

      Mas se a preocupação já havia pela própria existência da Escala Torino e do "NEO Program" da Nasa, q atua em conjunto com outras agencias e instituições, a partir da missão Deep Impact até a atual missão da ESA, q visa testar um dispositivo para mudança de trajetória destes objetos, ela agora "salta os olhos".

      Não estão mais estudando, estão APLICANDO, tudo em um curtíssimo espaço de tempo, se pararmos para refletir. A Escala Torino foi instituida por volta de 1998. A Deep Impact realizou sua missão apenas 7 anos depois, e em menos de 8 anos, já estamos realizando testes para desvia-los.

      Pq tanta rapidez e preocupação?"

      A Resposta ...
      ... é provável que seja esta, de Novembro/2013.

      Cientistas advertem sobre maior probabilidade de impactos de asteróides

      A probabilidade de um asteroide bater na Terra é maior do que se pensava previamente, e poderia acontecer a cada três ou quatro décadas, de acordo com um estudo publicado na revista Science.
      Esta pesquisa aconteceu como consequência do impacto ocorrido na cidade russa de Chelyabinsk, perto dos montes Urais, de um asteroide de 20 metros de diâmetro em fevereiro passado e que surpreendeu por sua incomum potência ao destroçar vidros a mais de 30 quilômetros em torno e provocar milhares de feridos.
      Na época, os especialistas assinalaram que se tratava de um raro evento astronômico que acontecia a cada 100 ou 200 anos, e citaram que o último caso semelhante tinha acorrido em 1908.
      “A imprevista chegada do meteorito e a violência do impacto foi uma chamada de atenção”, afirmou Qing-Zhu Yin, um dos autores do relatório e astrônomo da Universidade da Califórnia (EUA).
      De fato, os resultados do incidente de fevereiro fizeram os cálculos serem reajustados, e a probabilidade do impacto está agora em cada três ou quatro décadas.
      **
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      Departamento de Coordenação de Defesa Planetária(DCDP)
      (Acréscimos de Novembro/2024)

      Em inglês, Planetary Defense Coordination Office (PDCO), é uma organização de defesa planetária criada em janeiro de 2016 na Divisão de Ciência Planetária da Diretoria de Missão Científica da NASA.

      O PDCO recebeu a tarefa de catalogar e rastrear objetos próximos da Terra (NEOs) potencialmente perigosos, como asteroides e cometas, maiores que 30-50 metros de diâmetro, e coordenar uma resposta eficaz às ameaças e esforços de mitigação.

      Inclui várias missões importantes da NASA, como o OSIRIS-REx, o NEOWISE e Double Asteroid Redirection Test (DART). (Fim da atualização)

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      Missão Hera
      (Acréscimo de Dezembro/2019)

      A Agência Espacial Europeia (ESA) aprovou oficialmente (03/12/2019)  a Missão Hera, que vai avaliar os resultados do Teste de Redirecionamento Duplo de Asteroides (DART) da Nasa. O lançamento será no dia 9 de julho de 2021, com o foguete SpaceX Falcon, e vai alcançar o sistema de dois asteroides Didymos em outubro de 2022.


      A sonda da Nasa vai colidir com Didymoon, o satélite natural de 165 metros de largura que orbita o Didymos, uma rocha espacial de 775 metros. Enquanto isso, os telescópios aqui na Terra vão documentar como o impacto afeta Didymoon e sua órbita, ajudando os pesquisadores a avaliar a eficácia da estratégia de desvio de asteroides por impacto. A equipe do DART espera há muito tempo dados de longo alcance complementados por observações de perto. 
      Didymos e Didymoon
      Apesar de o lançamento do DART estar programado para 2021, o Hera deve ser lançado apenas em 2023 ou 2024, chegando ao sistema Didymos dois anos depois. A sonda europeia vai coletar uma variedade de dados sobre as rochas espaciais com a ajuda de pequenos CubeSat, satélites miniaturizados usados em pesquisas espaciais, que realizarão pousos nos asteroides, segundo a ESA.

      O Explorador de Prospecção de Asteroides (APEX), fornecido por um consórcio formado por Suécia, Finlândia, República Tcheca e Alemanha, vai investigar a estrutura interior e a composição da superfície das rochas do sistema. Além disso, a missão estudará sua estrutura e seu campo gravitacional.

      Nasa confirma sucesso em alterar 
      trajetória de asteroide
      (Acréscimo de Outubro/2022)

      A Nasa confirmou nesta terça-feira (12/10) que o impacto de sua espaçonave Dart na superfície do asteroide Didymoon, localizado a cerca de 11 milhões de quilômetros da Terra, conseguiu desviar a trajetória dele, como era a intenção da missão.

      O administrador da agência espacial americana, Bill Nelson, disse que, antes do impacto, o Didymoon levava 11 horas e 55 minutos para orbitar outro asteroide maior, chamado Didymos, com o qual forma um sistema de asteroide duplo. A nave conseguiu reduzir essa órbita em 32 minutos.

      "Teria sido um sucesso se tivesse desacelerado [a órbita] em apenas cerca de 10 minutos, mas na verdade a reduziu em 32 minutos", disse Nelson, comemorando o sucesso da missão realizada em setembro. A órbita do Didymoon agora se aproximou cerca de dez metros do outro asteroide, e a mudança resultante em sua trajetória é permanente.

      Foi a primeira vez na história da humanidade que se tentou mudar a trajetória de um corpo celeste, como teste para um possível futuro caso em que se precise proteger a Terra de asteroides semelhantes ao que causou a extinção dos dinossauros há 66 milhões de anos. (matéria jornalistica) 

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      Impactos causados por cometas 
      (Acréscimo de Abril/2020)

       A hipótese do Impacto do Younger Dryas

      Um novo estudo alerta sobre o risco que cometas podem representar à Terra mesmo quando se partem em dois ou mais pedaços - como aconteceu recentemente com o cometa interestelar 2I/Borisov e também com o cometa C/2019 Y4 Atlas, que poderia ficar visível no céu do mês de maio. 

      De acordo com o artigo, um desses eventos, inclusive, pode ter causado o Impacto do Younger Dryas, há cerca de treze mil anos.

      A hipótese do Impacto do Younger Dryas afirma que um resfriamento climático teria afetado o hemisfério norte da Terra durante 1.300 anos, causando a extinção de uma megafauna e exterminado a cultura Clovis, composta pelos primeiros habitantes do continente americano. A causa disso seria a queda de um objeto espacial.

      Em seu novo estudo, o astrônomo William Napier, do Instituto de pesquisa astronomica de Armagh, na Irlanda do Norte, descreve como um cometa quebrado poderia ter sido o responsável pelo Younger Dryas e argumenta que esses pedaços de cometas poderiam ter ajudado a moldar o fluxo da vida na Terra.  Isso poderia acontecer novamente, segundo Napier.

      Embora existam diversas evidências que sustentam a Hipótese do Younger Dryas, ela ainda não é comprovada. Por isso, muitos estudos são publicados, apontando os sinais de que um impacto, de fato, alterou o rumo da vida na Terra naquela época. Napier escreve que a ideia de um impacto cósmico "é apoiada pela presença de altas concentrações de poeira rica em platina em trinta locais no hemisfério norte".

      Napier também menciona evidências de rápidas mudanças na flora e fauna combinadas com a platina - um elemento associado a asteroides e cometas - e outras indicações de impactos celestes com o rápido resfriamento do clima. Ele também cita evidências de incêndios florestais em grande escala ao mesmo tempo, quando até 10% da biomassa da Terra foi queimada em um período de semanas, talvez apenas dias.

      Um dos candidatos a responsáveis pelo Younger Dryas é o cometa Encke, que ainda pode ser visto no espaço, mas teria se partido, arremessando um de seus pedaços na Terra.

      **

      Não haveria muito a fazer
      (Acréscimo de Maio/2021)

      Um grupo de cientistas das agências espaciais dos EUA (Nasa) e Europa (ESA) realizou um exercício para estudar as opções para evitar o impacto de um asteroide com a Terra. E os resultados são preocupantes: mesmo que a rocha fosse detectada com seis meses de antecedência, não haveria muito o que poderíamos fazer para evitar um desastre de grandes proporções.

      O exercício, que durou quatro dias, considera um asteroide hipotético chamado 2021PDC, com tamanho “entre 34 e 800 metros” e detectado a 56,3 milhões de km de nós. A cada dia os cientistas avançavam algumas semanas no tempo e descobriam mais detalhes da ameaça, como seu tamanho e trajetória.

      Novas análises da trajetória mostram que 2021PDC “certamente” irá atingir a Europa ou o Norte da África. Começam os esforços para projetar uma missão que possa destruir o asteroide ou alterar sua trajetória. 

      Mas os cientistas concluíram que tais missões não seriam capazes de decolar no curto espaço de tempo antes do impacto. “Se confrontados com o cenário hipotético de 2021PDC na vida real, com a capacidade atual não seríamos capazes de lançar qualquer espaçonave em tão pouco tempo”, disseram os participantes.


      desviar asteroide que poderia acabar 
      com vida na Terra 
      (Acréscimo de Julho/2021)

      Como num filme de ficção científica, pesquisadores chineses traçaram um plano de enviar 23 dos maiores foguetes da China para desviar um asteroide enorme, algo que poderia ser crucial caso um corpo celeste entre de fato em rota de colisão com a Terra.

      Segundo especialistas do Centro Nacional de Ciências Espaciais do país, simulações matemáticas apontaram que a estratégia de foguetes atingindo simultaneamente um grande asteroide poderia desviá-lo de seu caminho original a uma distância de 1,4 vezes o raio da Terra.

      Os cálculos são baseados em um asteroide chamado Bennu, que orbita o Sol e é tão largo quanto o arranha-céus Empire State Building, em Nova York, que tem 381 metros de altura e está entre os 50 maiores edifícios do mundo. 

      O Bennu pertence a uma classe de rochas com potencial para causar danos regionais ou continentais — estima-se que asteroides medindo mais de 1 km poderiam gerar consequências globais.

      Nele, os cientistas afirmam que "os impactos de asteroides representam uma grande ameaça para toda a vida na Terra" e que a estratégia de lançar algo contra eles é a abordagem mais possível, porém com efeito limitado.

      Por isso, eles passaram a calcular o envio de um conjunto de objetos contra eventuais asteroides em rota de colisão com o planeta.

      **

      (Acréscimo de Abril/2022)

      Documento liberado pelo Comando Espacial dos EUA, USSC, revela que a bola de fogo que atravessou os céus de Papua Nova Guiné em 2014 era na verdade um objeto em movimento ultrarrápido, vindo de outro sistema estelar. Cientistas já alertavam sobre essa possibilidade, mas só com a liberação de dados secretos a origem foi confirmada.

      O objeto, um pequeno meteorito de apenas 45 centímetros de diâmetro, atingiu a atmosfera da Terra no dia 8 de janeiro de 2014, com uma velocidade estimada em mais de 210 mil km/h, que excede em muito a média da velocidade dos meteoros que orbitam dentro do sistema solar.

      Um estudo feito em 2019 argumentou que a velocidade da pequena rocha, juntamente com a trajetória de sua órbita, indicava com 99% de certeza que a origem do objeto estava muito além do nosso Sistema Solar, muito possivelmente vindo do interior profundo de um sistema planetário ou de uma estrela dentro do espesso disco da Via Láctea.

      Agora, pesquisadores do USSC confirmaram oficialmente as descobertas da equipe e em memorando datado de 1º de março de 2022, o tenente-general John E. Shaw, vice comandante do USSC, escreveu que a análise feita em de 2019 era de fato “suficientemente precisa para confirmar a trajetória interestelar do objeto. 

      Essa confirmação tardia faz do meteoro de 2014 o primeiro objeto interestelar já detectado em nosso sistema solar.

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      Processo continuo e gradual
      O Choque com um NEO pode representar uma enorme tragédia para a Humanidade, e devemos buscar nos prevenir disso. Portanto iniciativas como as da NASA e da ESA para nos proteger de PHOs (Potentially Hazardous Objects) ou Objetos potencialmente perigosos, são muito bem vindas. O conceito de PHOs engloba o de PHAs (Potentially Hazardous Asteroids), sendo mais recente e amplo por abranger também os cometas.

      Por outro lado, por exemplo, o choque com um NEO de proporções gigantescas nos deu a Lua, e sem nosso satélite o desenvolvimento da vida na Terra seria impossível.

      E bilhões de anos depois, outro evento menor mas similar, ocorrido há 65 milhões de anos, possibilitou a ascensão dos mamíferos, cuja a evolução resultou em Nós, os Seres Humanos.


      Portanto o choque com NEOs demonstra ser um processo contínuo e natural, que destrói mas também cria condições para o desenvolvimento da vida e sua evolução.



      Leia:
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      Profeticamente falando



      Alguns exemplos:
      Jeane Dixonvidente norte-americana de renome e que acertou diversas previsões, como o lançamento do Sputnik e a morte de Kennedy, também profetizou que "Ocorrerá algo que abalará literalmente a Terra... um fenômeno natural que, creio, será a intervenção divina, algo como um meteoro. Acontecerá numa questão de minutos e envolverá o deslocamento das águas ...

      ... A Terra tremia sob meus pés. Depois, foi como se o mundo deixasse de girar em redor de seu eixo. Vi que, neste século, haverá muitas mudanças geológicas e geográficas, bem como inúmeros terremotos. ... Onde agora existe água, haverá terra, e onde agora há terra, haverá águas revoltas e violentas, que correrão e destruirão tudo que encontrarem à sua passagem.

      São Pio (Padre Pio de Petrelcina), Padre Italiano que foi canonizado por João Paulo II, e que jamais teve qualquer ligação com os demais citados, também afirmou que "Um meteoro cairá sobre a Terra e tudo estremecerá. Será um desastre muito pior que uma guerra. Muitas coisas desaparecerão. Esse será um dos sinais... a terra tremerá e o pânico será grande... o terremoto será como uma serpente deslizando por todos os lados. E muitas pedras cairão e muitos homens morrerão... Os homens viverão uma experiência trágica. Muitos serão arrastados pelas águas, muitos serão transformados em cinza pelo fogo...

      Outro exemplo é o de Benjamim Solari Parravicini, vidente argentino que registrou o futuro do Mundo em mais de mil desenhos premonitórios, e que previu que "Um planeta será ferido por um planeta apagado que roda os espaços. Esse planeta será a terra. A ferida do choque será na parte sul do hemisfério Norte e arrancará grande parte. Então o mundo terra vai tremer como um vulcão, igual a quando foi arrancado o pedaço da "América do Sul" hoje chamado no alto de "Suna". De novo o diluvio de novo a escuridão, de novo o eixo em seu lugar, de novo o rodar e um novo mar no fosso deixado, e de novo outra lua que brilhará mais.".

      Os três exemplos acima dizem a mesma coisa, que haverá um choque de um NEO (Near Earth Object - Objeto próximo a Terra) com a Terra, que as águas tomarão terras secas, que haverá a escuridão (3 dias de escuridão da Bíblia, 3 dias e 4 noites de escuridão no Corão), e que o Eixo imaginário de nosso Mundo sofrerá alteração, dentre outros eventos.


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      Curiosidade:

      'Comet fever pills' e 'Anti-comet pills'



      Durante a passagem do Cometa Halley em 1910, espalhou-se o boato global de que o cometa atingiria a Terra e que seria o fim do mundo. Isso de fato causou pânico em milhares de pessoas. O choque com a Terra foi desmentido, embora muitos tenham até cometido suicídio por causa disso. 


      Mas logo espalharam-se novos boatos de que embora o cometa não atingisse a Terra, que passaria perto o suficiente para sua cauda interagir com nossa atmosfera, o que liberaria gás Cianeto altamente venenoso, que se espalharia na atmosfera e todos sufocariam. Rapidamente charlatães enriqueceram com a venda de máscaras de gás, garrafas de oxigênio e "Comet Pills".

      As "Comet Pills" supostamente protegiam as pessoas do gás cianeto que as mataria, e as Vendas dispararam.






      (clique nas imagens para amplia-las)

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